Sábado, 11 de Novembro de 2017

Visita ao maior Santuário de Animais Carnívoros de Grande Porte no mundo...

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 Oi pessoal!

Faz MUITO tempo que não venho ao blog postar algo.

Mas hoje,  não poderia deixar de falar sobre o WILD ANIMAL SANCTUARY, no estado do Colorado,  que visitamos esta semana.

Que lugar lindo, maravilhoso, inspirador...

Então, se você é amante dos animais ( livres, soltos, felizes e sem ter de fazer "gracinhas ridículas"  em circos, para entreter  os humanos....), believe me, this is YOUR place!

No Wild Animal Sanctuary  todos os animais ( tigres, leões, lobos, ursos etc.)  foram resgatados de situações abusivas ( circos, zoológicos deprimentes , donos sádicos ou despreparados ...) e agora vivem em áreas abertas, no meio da natureza. 

Para nós, visitantes, é como se fizéssemos um mini-safari, em pleno estado americano do Colorado!

Além disso,  para a quem gosta de esquiar,  saibam que é também no Colorado onde se encontram algumas das mais belas e charmosas  estações de esqui na América  -  Aspen, Vail,  Beaver Creek , Breckenridge etc).

O Santuário não recebe qualquer ajuda do governo americano ou do estado do Colorado.  Ele vive das doações -  e do dinheiro arrecadado das visitas e das compras feitas em sua lojinha ( Gift Shop). Eu quase enlouqueci lá!  lol  Tem de tudo: camisetas, canecas, postais, bolsas e até vinho com a foto dos bichos...

Então,  em sua próxima visita aos E.U. , não deixe de visitar o Wild Animal Sanctuary do Colorado.  E leve os seus filhos!!!

Nota:  A vilarejo mais próximo do local  - cerca de 20 minutos de carro de lá....- se chama Keensburg e só tem um motel ( Bem aconchegante, diga-se de passagem....) e um Café , aberto 24hs. ( Ótimo para um bom  breakfast antes de seguir para o Santuário...)  Mas  é preciso reservar com antecedência!

A outra opção é ficar na grande e bela cidade de Denver ,  cerca de 1 hora do Santuário.

Finally, e já que estamos falando no assunto....

Para aqueles que quiserem ler uma história  emocionante e verdadeira...

O livro "Minha Vida de Cachorra" - uma autobiografia canina , por Isabela Pamelli Martins,  conta a  linda história de adoção de uma viralatinha encontrada debaixo de um carro, em uma cidadezinha do interior do Brasil e sua posterior mudança e  "vida de luxo"  no Texas. E.U.A.  lol    

Para saber mais, dêem um pulo até a página da AMAZON , onde o livro está a venda tanto em paperback ( brochura)  quanto em Kindle ( livro eletrônico para ser lido em computers, I-phones ou I-pads...).  Na página da Amazon também é possível ler as primeiras páginas for free.

Nota:  Penso que a Amazon só  entrega os paperbacks /brochuras  nos E.U.A;  nos outros países ( incluindo Brasil e Portugal)  você  provavelmente terá de ler em Kindle ( e-book)

Voilà.  Já fiz minha propaganda por hoje.

Inté,  e boa viagem, bom esqui ou leitura!!  

Pamelli

publicado por Pâmelli às 18:59
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Domingo, 8 de Junho de 2014

Loucura, desgraça e um show histórico em N.Y.!

Afinal faz séculos que passei pelo blog! Nem sei quando foi a última vez, mas como vêem,  I'm still alive!! lol

In the meantime , saí de férias da U.T.,  passei quase um mês em St. Augustine e já comecei o curso de verão.

Só que ,in-between,  estive nada menos do que em New York City!

Pois é.  Não estava nos planos, mas acabei passando uma semana BEM DOIDA  por lá (to say the least!) e recheada de pontos tanto baixíssimos, quanto altíssimos.

 

P.S. Leitores do Parada, peguem um café e sentem-se numa poltrona confortável pois a estória é meio longa…

 

O que aconteceu foi o seguinte:

Estávamos de férias em St. Augustine, na Flórida, (meu marido na verdade indo e vindo, dividindo sua estadia por lá com alguns encontros familiares necessários, tanto no Texas, em Maryland e na própria Flórida…) quando minha tia e madrinha -  hoje com quase oitenta anos – veio do Brasil  com uma amiga para passar uma semana em Nova Iorque.

(Minha tia sempre foi  louca pelos E.U. - esp. por N.Y!- e viaja para cá  todo ano há mais de quarenta anos)

  

Anyway, à princípio eu não tinha planos de sair da Flórida para encontrá-las , mas ao ficar sabendo do show que as duas iam assistir no Birdland Jazz Club ( nada menos do que Marcos Valle e Roberto Menescal, juntos!), não resisti, e num impulso de última hora,  tomei um avião de Jacksonville ( que fica a meia hora de St. Augustine) e fui encontrá-las na Big Apple.  O plano era ir numa terça , assistirmos ao show juntas numa quarta e eu voltar para a  Flórida no dia seguinte (quinta-feira).

 

Well….guess what….

Minha tia , que como já mencionei,  é idosa (além de bastante doente... pois, entre outras coisas, tem problema cardíaco e sofreu uma fratura de bacia há dois anos, o que a obrigava até então a andar de muletas…),  para completar o quadro de horror, simplesmente  caiu NO DIA SEGUINTE à sua chegada em N.Y. Bem no dia em que cheguei para encontrá-las. (Isso é  que é sorte, heim?)

 

A verdade é que ninguem em sã consciência,  na idade de minha tia e com tantos problemas de saúde, viajaria sequer do Rio de Janeiro para Petrópolis,  let alone para os E.U.A.!  Mas Tia D. tem seu próprio dinheiro, mora sozinha e é teimosa. Daí que seus filhos no Rio não puderam impedir que viajasse.

Enfim,  o fato  é que eu,  ao  chegar no hotel em Times Square, onde ficaríamos,  topo com minha tia já toda roxa e com o braço paralisado de dor.   A fatídica queda, nos degraus da famosa igreja de St. Patrick, havia  ocorrido poucas horas antes do meu voo pousar no Aeroporto Kennedy.

Foi então que começou nossa peregrinação na Big Apple:  milhares de telefonemas para a agência do seguro internacional,  a ida ao Pronto Socorro para tirar a radiografia,  o diagnóstico de mais de uma fratura no braço,  telefonemas para seus filhos no Rio, o aluguel de uma cadeira de rodas (pois agora é que ela não tinha mais condições de andar,  mesmo de muletas! ).

 Enfim, o resumo  da tragédia grega é o seguinte:  

-Minha tia fala pouquíssimo inglês e sua amiga ZERO.   O seguro internacional Fly Card (bando de picaretas!) naturalmente fez corpo mole o tanto quanto pode, e só depois de muitos telefonemas internacionais para o Brasil e a ameaça do seu filho lá,  que é medico,  de processá-los, é que finalmente conseguimos uma consulta com um ortopedista.

- Eu fui para N.Y. com uma malinha para ficar dois dias e acabei ficando uma semana (Pelo menos tinha levado um conjunto decente para ir ao show do Birdland...)

-a boa notícia, quando finalmente conseguimos que minha tia visse o ortopedista,  foi ele ter dito que a fratura era “simples” e nos informado de que   não era o caso de operar, e sim simplesmente de imobilizar o braço por várias semanas.

- o hotel Edison, onde  ficamos no Theater District,  no coração de Manhattan,  foi super camarada e depois de transferir as duas para um quarto maior e com duas camas de casal, me deixou ficar lá com elas ,  DE GRAÇA.

E o melhor :

- Minha tia, ao saber que não precisaria operar o braço,  resolveu ficar em NYC até o final de sua estadia (que seria ao todo de uma semana).  Afinal,  não tinha mais nada a se fazer, então por que não ficar e aproveitar  o resto da viagem?

- Eu, naturalmente,  concordei em ficar com elas lá até o final – ainda mais se podia ficar no hotel de graça!  (A média da diária do Hotel Edison é de $250 ).

 Nota #1 : Já no dia seguinte à sua queda (quando já sabíamos da fratura  devido a radiografia que tinha sido tirada no Pronto Socorro)  e enquanto eu ainda lutava com  a companhia de seguros para conseguir uma consulta com o ortopedista…  Apesar da desgraça, resolvemos  não cancelar nossos planos e decidimos ir ao show do Marcos Valle e Roberto Menescal conforme o plano original.  lol

Pois é.  Tal tia,  tal sobrinha.  A loucura corre na família.

Afinal desgraça pouca é besteira.  A dor no braço era forte , mas até a consulta com o especialista, não  tínhamos muito o que fazer. Além do mais, embora ninguem dissesse isso, no fundo todas nós pensávamos que esta deve ter sido a última viagem de minha tia à N.Y...

Portanto, Tia D. , que já toma doze comprimidos por dia , resolveu tomar  mais um (para DOR!),   e lá fomos nós,  as três Cajazeiras, para o show histórico no Birdland Jazz Club. {#emotions_dlg.smile} Afinal, estamos falando de duas lendas vivas da Bossa Nova , gente!!

O lugar ficava a poucas quadras do hotel,  então eu e a amiga de minha tia ( que é uns quinze anos mais jovem do que ela),  EMPURRAMOS a cadeira  pelas ruas da Big Apple até o clube, já que o  táxi especial para cadeirantes é super demorado e já estávamos em cima da hora...

 

O "momento de glória" :

(que compensou por toda a desgraça e os sufocos que havíamos passado até então)

Após o show,  o Marcos Valle,  que é amigo pessoal e paciente de meu primo oftalmologista no Rio  (o filho de minha Tia D. ),  nada menos do que sentou-se em nossa mesa e assinou o meu C.D.!

Também conseguimos falar com o Menescal, que assinou outro C.D. para mim. Tiramos fotos com os dois e quando lhes contei  que minha tia tinha vindo ao show deles mesmo toda quebrada , ainda sem ter conseguido ver um ortopedista,  eles mal acreditaram.   O Menescal ficou especialmente surpreso ao saber que eu morava no Texas e que tinha vindo da Florida só para ver o show.  

Quanto ao show em si,  foi MARAVILHOSO, com os dois músicos tocando tanto sucessos do passado como "O Barquinho", "Bye, Bye Brasil"  e "Samba de Verão" , quanto músicas novas dos C.D.'s que havíamos comprado.

 Na plateia do Birdland  tinha, entre outras pessoas,  nada menos do que o Eumir Deodato e um maestro ( aparentemente muito famoso)  da Sinfônica do Rio ,  cujo nome nao me recordo.  Com certeza tinham também muitos outros músicos e celebridades brasileiras e americanas, que eu não reconheci.

 

Epílogo:

Além do show histórico  do Menescal e Marcos Valle,  ainda fomos uma noite ao Edison Ballroom , que tem um jantar maravilhoso, mas é o lugar ideal apenas para quem gosta (e sabe!) dançar muito bem.  De fato,  várias mesas tinham algumas mulheres mais velhas dançando com o que parecia ser “jovens instrutores de dança".  O lugar não é bem a minha praia,  mas minha tia costuma ir lá toda vez que vai a N.Y.  pois era lá que costumava dançar com seu marido, quando este ainda  era vivo. Suponho que o lugar lhe traz boas lembranças...

 

Por fim,  uma tarde, enquanto as duas descansavam no hotel, consegui escapulir e assistir ao  musical da Broadway que está super badalado no momento:   “Cinderella”! – com a atriz que faz o papel da “Nanny” no  famoso seriado de T.V.   O cenário e as vozes dos cantores eram simplesmente nota 10!

 

No domingo,  fui para o Museu do Metropolitan (que já conhecia e que sempre visito quando vou à N.Y.) e passei o dia entre múmias egípcias, armaduras medievais e estátuas da Grécia e Roma antigas.  O museu tem um restô delicioso ( não a cafeteria lá de baixo!),  todo envidraçado e com vista pra o Central Park... Enquanto isso, minhas companheiras de "loucura, glória e infortúnio em N.Y." aproveitaram para passear em Times Square – de cadeira de rodas e tudo- e fizeram as inevitáveis “compras brasileiras”.  Ou seja: o que começou como uma tragédia grega , terminou em happy ending Americano.  Graças ao nosso sangue frio,  coragem,  persistência e , por que não,  temeridade! lol

 

Voilà.  Este  é o resumo , bem resumido,  de nosso encontro,  da desgraça, dos sufocos e prazeres que tivemos na “City that never sleeps” . 

Definitivamente uma viagem cheia de pontos altíssimos e baixíssimos,  assim  como a própria Big Apple. 

 

Alguns momentos da viagem:

 

1)

O C.D. assinado pelo Menescal...

 

2)

Marcos Valle em nossa mesa após o show.

 

3)

E no teclado cantando "Samba de Verão" -  SHOW!

 

 

4)

No musical da Broadway: Cinderella 

 

5)

O belíssimo e magnífico Metropolitan Museum of Art

 

 

 

                                                                                                                    

sinto-me: Protegida pelo meu Santo Hahahael...
publicado por Pâmelli às 16:45
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Domingo, 16 de Março de 2014

Sorria, você está na Flórida!

St. Augustine

Durante a semana de Spring Break  fiquei em St. Augustine,  a cidade mais antiga dos E.U.A. ( fundada em 1565 – a mesma data de fundação da cidade do Rio de Janeiro,  imagina!) e que fica na costa do Atlântico.  (Para saber mais , veja os posts que escrevi aqui no blog com tags de "Flórida" ou em maio de 2010…)

 

Meu marido aproveitou os dias que fiquei lá para  visitar sua mãe  nos arredores de Tampa,  cerca de 4 horas de lá.  E levou a pequena figura - ,lol , já que o local onde minha sogra  mora é simplesmente um paraíso para os cães :  o condomínio é fechado,  super arborizado, rodeado de campos de golfe  e livre de crianças! (Na verdade trata-se  de um retirement community ,ou um “condomínio para aposentados”) .

O fato é que a Lila (mistura de chiuaua e rat terrier)  é traumatizada com crianças e foi claramente abused  por seus antigos donos :  a “família flip-flop e sua “prole do terror”, que depois de a torturarem, a abandonaram  no abrigo de animais  de onde a resgatamos 5 anos atrás.

Nota: eu costumo chamá-los de “família flip-flop” pois  estou  certa de que era o tipo de gente, bem brega, que só  vive de chinelo de dedo.  Os biltres certamente  deviam usá-lo como “corretivo” no cachorro sempre que este fazia alguma “besteira”.  Isto explicaria , entre outras coisas,  a IMPLICÂNCIA que a Lila tem com chinelos de dedo (os flip-flops).

Anyway,  os dois se foram para o outro lado da península, e eu fiquei no meu apart,  na minha cidade preferida, aproveitando a praia todos os dias! {#emotions_dlg.smile}

No primeiro dia fui à praia em Vilano Beach , que é  a mais próxima de minha casa.  No segundo,  dirigi até os arredores de Jacksonville ( a maior cidade da região e cerca de meia hora de St. Augustine) e segui até a praia de Ponte Vedra.

A praia em si é a mesma de Vilano,  mas Ponte Vedra é um local bem mais  upscale,  com belas casas e alguns condomínios de luxo.  Outra coisa interessante que descobri por lá:  foi o local onde Ponce de Leon supostamente desembarcou, quando descobriu a Flórida em 1513. 

Exatamente neste local e latitude/longitude. 

  Eis sua estátua e o monumento colocado lá em 2013, celebrando  os 500 anos do descobrimento. 

Pois é.  A Flórida foi descoberta 13 anos depois do Brasil!  lol

 

 Outra coisa que fiz questão de conhecer em Saint Augustine desta vez foi o cinema da cidade. (Eu adoro cinema e sempre que chego num lugar, tenho que descobrir onde fica o “cineminha local”…)

Já  sabia que existia um em Saint Augustine, mas nunca tinha ido. Afinal,  descobri que ele fica na rodovia 207, em um grande complexo chamado Epic Cinemas e com 16 salas de projeção!

O filme que assisti foi “Son of God” -  a mais recente estória de Jesus e que aparentemente foi tirada de uma série de T.V. chamada "The Bible". Gostei,  principalmente do ator português, Diogo Morgado, ( belíssimo por sinal!) e que faz o papel de Jesus. lol

 

 Na quarta-feira à noite meu hubby voltou e  saímos para jantar na mais nova steakhouse de St. Augustine , a “Centro” .   A comida é boa, mas nada de excepcional.  Contudo,  o “ambiente” é nota dez , com música ao vivo e  um bom pianista tocando todos os clássicos Americanos como  “As time goes by” , “Moonlight Serenade” e “ I left my heart in San Francisco”. Só que depois das dez chega a “galera do merengue” e avacalha com  tudo!  A música fica alta e o ambiente decai consideravelmente (com aquelas tipinhos falando Spanglish bem  alto e requebrando as ancas diante da sua mesa…).  Arree!

Felizmente , como já tinhamos comido, pedimos a conta de demos o fora.  (Just in time!)

 

No dia seguinte  conhecemos a Villa Zorayda,  um dos vários museus da cidade e certamente um dos mais interessantes.Trata-se de uma villa do século 19 , construída por um milionário de Boston , e que era usada como “residência de verão”.  Mas o mais interessante é que o homem era apaixonado pelo castelo de Alhambra , em Granada, então mandou construir  sua mansão inspirada  nele!

Dentro,  a decoração consiste de vários móveis e preciosidades mouriscas e orientais, mosaicos e azulejos antigos trazidos da Espanha e até um tapete egípcio,  feito de pelo de gato e com mais de dois mil anos!  Ou seja:  a Villa Zorayda é definitivamente um must a ser visitado em Saint Augustine.    

 

Por fim na sexta começamos  a dirigir de volta ao Texas. *suspiro*

Contudo,  antes de deixarmos o  Sunshine State, fizemos uma parada nas praias de Grayton Beach e Destin, na região da Flórida conhecida como o Panhandle, no Golfo do México.

 

Grayton Beach

 

 

Esta é sem dúvida a praia mais perfeita em toda a Flórida e a água é tão limpa que você pode até usar pra  fazer gargarejo!  lol

Fica  no Parque Estadual de Grayton Beach (Grayton Beach State Park)  e é  a coisa mais linda,  com sua areia branquíssima (que até estala quando você pisa…) e o mar cor de esmeralda.  Aliás, não é a toa que  esta região se chama Emerald Coast!

No fim da tarde   descobrimos um ótimo lugar  ( “The Red Bar”) no vilarejo de Grayton Beach  para jantar e ouvir música.  Os pratos de peixe e bolinhos de siri (crab cakes) estavam muito saborosos e bem preparados,  e havia até um conjunto de jazz/bossa nova!

 O dono do Red Bar é um  belga e a “conexão francesa” está bem clara em vários posters e avisos  no local.   O ambiente é informal e bem descolado.  Mas prepare-se para esperar um bom tempo  na fila pois o lugar é bem popular com os locais!

Se quiser se hospedar por ali,  além de  Grayton Beach (que tem apenas umas poucas pousadas…),  os balneários de Fort Walton Beach,  Destin ou Seaside , a poucos quilômetros do parque, oferecem várias opções de hotéis para  todos os  gostos e preços.

A única coisa é que,  ao contrário da praia em St. Augustine,  nesta região da Flórida não se pode levar cachorro para a areia.  (Como não estava quente,  deixamos a Lila dormindo no seu crate, dentro do carro , com as janelas abertas).

 

Agora  estamos novamente  com o pé na estrada,  rumo ao Texas e o dia  fechou e começou a chuviscar.  A Flórida parece triste porque estou indo  embora…lol

Mas eu continuo sorrindo.  Pelo menos até cruzarmos a fronteira  com o Alabama…

 

 

 

 

sinto-me: Devidamente energizada
publicado por Pâmelli às 19:34
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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014

Safari Africano, Texas style...

Ufa! Hoje finalmente volto ao blog para deixar aqui uma nota.

Acontece que  minhas aulas na U.T.  andam bem puxadas e ontem mesmo  tive um BAITA  teste no curso sobre o Império Romano.  Arre.

Bom,  pelo menos agora estou finalmente gostando do meu programa de "estudos de meia-idade", lol. 

 

Mas guess what... Ontem foi o meu aniversário!  (48,  Wow!!)

Pois é.  Faço  aniversário justamente  no dia seguinte ao  de “Valentine’s”  (Dia dos Namorados nos E.U.A.). 

A vantagem é que ganho presente duplo.{#emotions_dlg.smile}  A 'des', é que não dá para sairmos as DUAS noites seguidas. (Afinal, ninguém quer ficar GORDO e POBRE em menos de 48 horas!! lol) Então,  normalmente no dia 14 (Valentine's ) saímos para assistir à algum show, e no dia seguinte (meu aniversário) aproveitamos para jantar fora - sem precisar sequer reservar lugar e muito menos pagar os olhos da cara!

 

Acontece que este ano não teve nenhum show realmente  bom  para assistirmos no dia de Valentine's.  Então eis o que fizemos:

Fomos ao Alamo,  que preparou um menu especial  (Couscous Marroquino) para combinar com o filme ( “Casablanca”)  que  eles mostraram. (Para quem não sabe, o Alamo é um cinema diferente em Austin, que serve  comida durante a projeção…). 

Tanto eu quanto meu hubby  já tínhamos visto o filme , ANOS atrás,  muito antes de nos conhecermos.  Me lembro que na época não gostei tanto, mas ontem sim!  Desta vez pude apreciar bem mais a estória, os diálogos, assim como o charme e a elegância de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman… Definitivamente um "clássico"!

 

Quanto ao dia de meu birthday…  

Ah, este ano resolvemos simplesmente  dirigir até o countryside ,  entre as cidades de  Austin e San Antonio,  e fazermos um SAFARI!  Lol  Isso mesmo.  Um safari em pleno Texas. {#emotions_dlg.smile}

 

O lugar que visitamos  se chama Natural Bridge Wildlife Ranch e tem animais  de mais de cinquenta espécies -  a maioria deles "imigrantes", lol,  da África ou Ásia.

Eu, que detesto zoológicos , (não suporto ver bichos em cativeiro!{#emotions_dlg.annoyed})  neste caso adorei o programa, já que  no parque os animais  estão todos soltos no meio da natureza, enquanto passamos de carro ao lado deles. O percurso dura cerca de duas horas.

 

Na volta,  paramos na  cidadezinha de New Braunfels,  que foi fundada por imigrantes alemães por volta dos 1840.  Lá  jantamos no Hotel Faust, de 1929, e  que tem um ótimo cardápio com algumas especialidades da cozinha alemã.  Tanto o meu  prato "Faust Wellington" ( salsichas envoltas em massa folheada, com molho de cerveja e queijo...)  , quanto o Reuben  (sanduíche de  rosbife com chucrute) que meu hubby pediu, estavam uma delícia!

Então aí fica  a dica:  Se um dia você estiver no meio deste descampado chamado Texas,  somewhere between  Austin e San Antonio… Não perca a oportunidade de dar um pulo até o Natural Bridge Wildlife Ranch e fazer o safari mais famoso do Lone Star State. Depois, siga até New Braunfels, que fica  a poucos quilômetros dali.

No primeiro lugar, você poderá  apreciar de perto os mais belos animais selvagens e até alimentá-los da janela de seu próprio carro! ( Você ganha um saquinho de ração logo na entrada do parque).  No segundo, poderá aproveitar um “pedacinho da Europa” em estilo alemão, com direito a cerveja artesanal e bratwurst em um pub ou hotel histórico.  

New Braunfels tem cerca de 60 mil habitantes e mais de um  saloon em seu centrinho ; além de alguns restaurantes alemães, incluindo um bem procurado:  O Alpine Haus ( Não conseguimos jantar lá pois não tínhamos feito reserva).

Existem também várias lojinhas de antiguidades ou thrift shops

Eu, por exemplo, hoje voltei pra casa com mais duas xícaras de porcelana inglesa para a minha coleção, que costumo chamar  de "Jane Austen", lol. (Adoro essas coisas de antigamente...)

 

E agora,  vamos ver alguns dos belos animais , livres e felizes, que vivem no Natural Bridge Wildlife Ranch?  ( As fotos eu tirei de dentro do carro, enquanto fazíamos o safari)

 

1)

 

O Aoudad ( bode?) . Eles vêm comer perto dos carros, de onde lhes jogamos a ração. (Algumas pessoas lhes dão comida na boca, mas não é recomendado pela direção do parque...)

 

2) 

 

Como bem podem ver,  tá todo o mundo bem "cheinho"...{#emotions_dlg.smile} 

 

 

3)

(Scimitar Horned Oryx)  "Em família" ,lol

 

4) 

 

Avestruz - a maior ave do mundo.

 

5) 

Grupo de Scimitars Horned Oryx... Eles usam seus longos chifres para se defender dos predadores ( Só que no parque estão a salvo deles)

 

6) 

O famoso Bison (bisão americano?).  Um dia eles encheram todo o Midwest (faroeste) americano, até serem quase totalmente dizimados pelo 'Homem Branco'.{#emotions_dlg.sad}

 

7) 

 

Como diriam os Cassetas, lol   "A Zebra é um animal TÃO vigarista... Mas TÃO  vigarista... Que já nasce com uniforme de presidiário!

Essa aí, da foto acima, enquanto comia da mão do motorista de repente simplesmente  meteu a cara toda  DENTRO do carro e roubou o saquinho  inteiro de ração, comendo tudo (incluindo o papel), bem na nossa frente! {#emotions_dlg.happy}

 

 

P.S.  Como vêem,  no Texas não está fazendo aquele frio horroroso lá do East Coast dos E.U.A.  Ontem , aliás,  o dia estava lindo e com a temperatura por volta dos 20 graus C. Que sorte a nossa!!

 

 

sinto-me: Em boa companhia no dia do meu birthday
publicado por Pâmelli às 17:33
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Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

De volta à Santa Fé

Nossa segunda estadia em Santa Fé, New Mexico, foi tão boa quanto a primeira.  Desta vez encontramos com uma amiga, que mora em Albuquerque,  a uma hora dali .

Como da outra vez,  ficamos no excelente e charmoso Hotel St. Francis , bem pertinho da “Plaza” central,  com todas as suas atrações turísticas.  Sua construção data dos anos 1920 e o lugar  mais se parece “um monastério chique” ,  com os seus arcos em estilo ‘romanesco’, seus pisos em pedra, seus corrimões em ferro trabalhado , as enormes  cruzes de Malta ( também em ferro trabalhado ) decorando vários ambientes – sem falar  em alguns bustos do próprio  São Francisco! ( Ao que parece, ele é o santo  padroeiro da cidade…).   Até seus quartos  são decorados lembrando um monastério , lol, . But,  don’t  get me wrong:  o Hotel St. Francis não é um lugar “religioso” .  É apenas uma construção histórica e original , mas com todo o conforto e as amenidades de um excelente hotel – incluindo um bar animado e um bom restaurante. 

Nosso jantar de Thanksgiving também foi bastante original,  uma vez que ao invés de irmos à um restaurante bem “Americano” ( o que seria o mais normal nesta data…) optamos por um restaurante   espanhol, especializado em tapas!

O El Farol, fica na Canyon Road,  que é “ a rua das galerias de arte de Santa Fé ” ( e são tantas que você precisaria de um dia inteiro só para conhecê-las!).  O local é  super charmoso e em dias normais , além das tapas,  há tambem música flamenca,  ao vivo .  Contudo,  na noite de Thanksgiving ( pois afinal isto aqui é a América e este é o feriado mais importante para muitos Americanos,  até mais do que o Natal!)   não houve show e sim um menu  especial para a ocasião : tapas de peru com o típico molho de cranberries, purê de batatas , vagem com amêndoas e nozes tostadas.  Yummy!  Imagino que em dias normais a comida original ( espanhola)  ali  deva ser muito boa!

Desta vez também aproveitamos para conhecer alguns lugares diferentes,  que não tínhamos conhecidos da última vez,  como a Capela de Loretta ,  que data do século 19 e que tem uma escadaria em forma de caracol , considerada um “verdadeiro milagre da arquitetura”.  O local hoje em dia pertence ao complexo do Spa e Hotel Loretta e tem uma lojinha “religiosa”, lol,  que vale a pena visitar.  

Outro lugar que visitamos em S. Fé ,  desta vez,  foi o Museum of Contemporary Native Arts -  com obras contemporâneas  de artistas (índios) locais.  Trata-se,  na verdade, de uma enorme galleria de arte contemporânea, já que o local só abriga  exposições temporárias.  Eu, que não sou muito fã de arte contemporânea,  ainda assim,  achei algumas peças bastante  interessantes.

Nossa amiga,  que viera passar o dia  conosco ( há um trenzinho  super gostoso que faz o percurso diário entre Albuquerque e Santa Fé em pouco mais de uma hora…) aproveitou a carona que lhes oferecemos na volta, no final do dia,  e nos mostrou um pouco de sua cidade.  No caminho até lá,  passamos por várias reservas indígenas ( hoje subsidiadas pelo governo americano) – cada uma mais pobrinha e deprimente do que a outra. 

A sorte é que muitos desses “native Americans” se tornam artistas e vão vender suas belas bijuterias em prata e turquesa para os turistas ricaços de  Santa Fé.  Aliás, os precinhos para os caras-pálida são “mui amigos”.  Por exemplo,   um colarzinho básico  sai na faixa dos 70 dólares e os menores brincos na faixa dos 45.  Ponto para os índios.

Anyway, quando chegamos em Albuquerque , que é a maior cidade do estado do Novo México, já havia escurecido.   Então nossa amiga nos mostrou a Central Avenue ( a rua principal no centro) e também o centrinho histórico ( The Old Town), aliás,  muito fofo. 

Albuquerque não é tão antiga quanto Santa Fé ( fundada em 1610) ,  mas ainda assim é uma cidade antiga  nos E.U.A  ( f. 1706). , portanto,  com um centro histórico.

De fato são poucas, MUITO  poucas,  as cidades nos E.U.A.  que gozam de uma personalidade própria - além de uma boa dose de  charme.  O fato é que  90% delas são todas muito  parecidas,  cheias das mesmas franquias, os  freeways, os  malls , os subúrbios e a sua inevitável   Wal-mart e Home Depôt.  São raríssimas aquelas  cidades que podemos afirmar terem TANTO personalidade quanto charme.  Aliás,  na minha seleta e restrita lista eu poria apenas:  New York, New Orleans,  São Fancisco, Saint Augustine e Santa Fé! Lol  ( Miami,  um dos destinos preferidos dos brasileiros na América, certamente  tem  personalidade  – além de ser uma bela cidade….- , mas ali  falta charme.  Austin, a capital do Texas,  definitivamente tem uma personalidade bem característica – mas infelizmente  neste caso,  tanto a beleza quanto o charme ficam  a dever.  Já  Las Vegas é outra cidade bem característica e única, mas apesar de todo o seu  brilho e luxo,  charme, mais uma vez,  é algo que passou a milhares de quilômetros de distância…)   Nota:  Vejam que estou falando  apenas das CIDADES na América; o que não quer dizer que não tenham muitos belos locais   a serem visitados -  como vários de seus parques nacionais,  a começar pelo belíssimo Grand Canyon, ou lugares totalmente diferentes e especiais,  como o Alasca ou o Havaí.

Quanto à Albuquerque  e Santa Fe , especificamente falando… Se tivesse de fazer uma comparação com
duas cidades no Brasil,  eu diria que a primeira é Cabo Frio e a segunda Búzios ( embora no caso brasileiro tratem-se  de cidades de praia).  O que quero dizer é que , apesar de  Cabo Frio ser muito maior do que Búzios,  não possui o mesmo charme, a mesma beleza  e nem a mesma fama.  Ainda assim, trata-se de um balneário com suas próprias atrações e que ,  caso você se encontre na Costa do Sol,  definitivamente  vale a pena dar uma parada para conhecer.

Enfim, em Albuquerque  nossa amiga nos levou para jantar  em um café  muito interessante e com uma comida excelente! O lugar se chama “Flying Star” ,  fica perto do Centro ( downtown) e aparentemente tem várias redes pela cidade,  incluindo uma em Santa Fé.  ( Infelizmente não há nenhuma no Texas…).  Sua decoração é  do tipo Art Déco,  lembrando muito aqueles hoteizinhos neste estilo na Av. Collins em Miami.  Já sua comida é bem variada,  com alguns pratos bem típicos e populares na América ( saladas, sanduíches, massas etc.) e uma coleção de tortas deliciosas.  Como estava perto dos 3 graus lá fora,  resolvemos experimentar  a sua Matzoh  Ball  Stew (uma saborosa sopa judaica, feita com legumes e uma bola gigante feita de migalhas de matzoh ) e o seu Reuben ( sanduíche também da culinária judaica, de rosbife e chucrute ( sauerkraut) .  Estavam ambos excelentes e servidos bem quentes! ( o que nem sempre acontece na América…)

 

Voilà.  Eis o resumo de nossa  mais recente escapulida até Santa Fé – uma cidade  no American Southwest  (o faroeste Americano,lol) , que definitivamente vale a pena visitar !  


E agora, mais algumas fotos de nosso fim-de-semana em Santa Fe e Albuquerque:

1) Uma das várias galerias de arte na Canyon Road.  Há de todos os tipos, desde as mais sofisticadas, até as mais simples ou simplesmente fofas ( como esta  da foto {#emotions_dlg.smile})


2) A igreja antiga de Albuquerque, na parte histórica da cidade ( Old Town)


3) Arte contemporânea indígena no Museum of Contemporary Native Arts em Santa Fe.  A mesma escultura , com duas caras...


4) Índio bem que sabe o que é bom, lol.  Que tal este conjunto de arco e flecha da Louis Vuitton?


5) Estátua de São Francisco ( o padroeiro da cidade) , diante da St. Francis Cathedral na Plaza Central de Santa Fé





sinto-me: Satisfeita ao retornar à S.F.
publicado por Pâmelli às 04:44
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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

No meio do nada - ou quase...

(Véspera de Thanksgiving)

 Amanhã é Thanksgiving Day  (Dia de Ação de Graças nos E.U.A.)  e  já estamos na estrada,  rumo ao estado vizinho do Novo México.  Nosso destino:  a cidade de Santa Fé – alias, onde estivemos pela primeira vez ( e gostamos muito!)  não faz muito tempo.

 Esta charmosa cidade alta (são cerca de 2 mil metros de altitude), de clima seco e com uma forte influência hispânica e indígena,  reduto de aposentados  bem de vida e muitos artistas e artesãos,  é tudo de bom.  Trata-se também da “terra das  lindas pulseiras, brincos e colares com a pedra local - a turquesa”.   (Até  já trouxe as que comprei lá da última vez pois em S.F.  o negócio é desfilar pelas ruas da cidade  coberta de  prateado e azul...lol)

  Pois é. Foi  pra lá que fugimos  neste feriado, para comermos o nosso bendito peru - o prato clássico do Dia de Ação de Graças .

 

Santa Fé está  a cerca de 11 horas de Austin, a capital do Texas.  Daí que faremos  a viagem em duas etapas, dormindo hoje já perto da divisa dos dois estados.

Estamos na estrada há umas boas seis horas e , como estamos cruzando o estado do Texas….Ai! Só o que temos em volta é  a mais pura feiura :  um monte de  cidadezinhas moquifos no meio da mais negra escuridão!  Em suma: cada  buraco mais deprimente  do que o outro.

No caminho conseguimos parar para jantar numa delas -  Brownwood-  que  tinha ao menos um shoppinzinho (“Heartland Mall”)  iluminado,  com uma loja da  JC Penney e uma “pracinha de alimentação”  com DOIS   lugares de fast food  -  um quiosque  de hot dogs e um Chick Fil-A .  Nada impressionante, certo?  Mas, believe me,   no meio de tanto lugar  “economically depressed” , o mall de Brownwood  parecia o próprio Casino de Baden-Baden!  

Seguimos então  para o  fast food  “especializado em galináceos”  e meu marido,  que nunca tinha estado lá ( ele detesta restaurantes de franquia e ainda mais de fast food!)  teve uma surpresa agradável : a moça do caixa lhe perguntou se era a sua “primeira vez”  no Chick Fil- A e quando ele respondeu que sim, ela lhe informou que ele era o “convidado da casa”.

 Pois é,  acabamos jantando de graça e  tanto o sanduíche de filé de frango de meu hubby,  quanto o meu cole slaw (saladinha de repolho com cenouras) e meus chicken nuggets estavam muito saborosos. Quer dizer,  os religiosos do Chick Fil- A ( que são notoriamente  contra os gays) foram muito gentis conosco .( Já se soubessem que se tratava de um casal childfree  [ não procriadores,  e portanto pecadores mortais!! ],  era bem capaz que tivessem  retirado o convite!  Lol )   Dentro do mall,  ainda avistamos uma lojinha toda  enfeitada com doces e balas de Natal e aproveitamos para comprar umas nozes tostadas, já que lá fora o frio está de rachar. (Sabiam que o  mallzinho fuleira de Brownwood tem até cinema?!)

Anyway,  agora estamos de volta ao  carro,  novamente no  meio da estrada e da mais negra escuridão ,  e já  são quase dez horas da noite.  Não é a toa que de vez em quando algum E.T. resolve aterrissar por estas bandas.  ( Alguem ainda   se lembra do “episódio”  de Roswell??  Pois não fica muito longe daqui, sabem?)

Quanto às  paradas no meio do caminho, nos postos… Arre égua!  São verdadeiros “shows de horrores”:   Não se vê uma única pessoa com o corpo normal por estas bandas.   Imagino que o índice de obesos por aqui deva bater nos  90%.  Mas tambem,  no meio  desse descampado árido e fedorento,  a milhares de quilômetros de uma praia, uma lagoa, uma serra ou mesmo um riachinho simpático… Só o que  resta na vida mesmo é COMER pra preencher o vazio na alma!

Pra não dizer que só vimos feiura e buracos de cidadezinhas deprimentes  desde que saímos da capital…  Ok,  houve um momento na estrada ( já estava escuro) em que  avistamos um belo e iluminado muro de pedra,  com um portão em ferro trabalhado ,  que eu imagino deva ser a entrada  do “rancho” de algum fazendeiro milionário  texano.  Vai ver era o rancho do J.R.  ,do seriado “Dallas”!  lol

 Já esta  noite vamos dormir em Lubbock – uma das maiores cidades aqui no noroeste do  Texas;  nesta terra de gado, petróleo  ( e MUITO  fedor , arre!)  que os Americanos chamam de Panhandle.  ( O fedor é por causa do estrume das fazendas em volta e da produção de gás pela exploração do petróleo) . 

Bom, pelo menos amanhã já amanhecemos bem pertinho da fronteira com o novo México,  que ao contrário do Texas,  tem uma bela e pitoresca paisagem.  São quilômetros  e mais  quilômetros  de deserto, sem  ninguém em volta, nenhuma cidade,  nada.  E nesta época do ano, muitas partes vão estar cobertas de neve.  Definitivamente,  um  cenário hollywoodiano de filme de índios e cowboys.

--

Lubbock, na manhã seguinte:

Surprise,  surprise

No meio de tudo isto, imaginem que hoje de manhã,  ao irmos tomar café no “ Denny's” ( uma franquia bem popular em toda a América e que  serve um café-da-manhã bem básico…) , em  plena Lubbock, in the heart of the Texas Panhandle…  não é que topamos com um garçom super gente boa!

  O rapaz,  coitado,  deve ser o próprio E.T. da região : Negro e meio cheinho ,  com o cabelo tingido de um vermelho vivo ( penso que talvez ele seja gay),  ele falava francês super bem pois morou na França um bom tempo e antes de voltar para Lubbock ( onde mora com a mãe) , trabalhou para a Delta Airlines de Minneapolis,  acolhendo os passageiros do Canadá francês ( Quebec).  

Simpático, inteligente e cheio de joie-de-vivre, ele  adorou ter alguem com quem falar francês.  Então,  quando  lhe perguntei o que ele fazia em Lubbock, ele respondeu : “NADA.  Além  de comer, dormir e trabalhar, pois não tenho um único amigo por aqui…”   No wonder!

  Então eu lhe disse que ele devia ir conhecer New Orleans, pois ali ele se sentiria num pedacinho da França do século 19…lol  De fato, pensei,  aquele rapaz, ao invés de estar servindo ovos mexidos no Denny's  de Lubbock,  poderia perfeitamente trabalhar como concierge no luxuoso Hotel Monteleone de New Orleans!

 What a shame

Enfim,  espero que siga o meu conselho e pelo menos dê um pulo até lá, nem que seja  só para conhecer. Alguem como ele certamente combina muito mais com uma cidade turística e sofisticada como New Orleans, do que com Lubbock ,no Texas!

Ok,  esta era a nota que faltava para fechar este post.


Agora,  Santa Fé,  aí vamos nós e Happy Thanksgiving para todos!

 

P.S.  Se este post sair no Parada,  significa que sobrevivi ao ar infecto com cheiro de estrume e cheio de gases venenosos  do “Texas Panhandle” …







 

 

  

 

 

 

sinto-me: Feliz por voltar à S.F.!
publicado por Pâmelli às 00:50
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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

D.C. - uma das belas capitais do mundo.

Afinal hoje volto aqui para postar  as fotos de minha mais recente  viagem à Washington- ou D.C. , como os americanos preferem chamar sua capital.

 

No dia antes do casamento no campo,  mais uma vez “fugi” de Columbia  no commuter bus ( que sempre pego em frente ao Shopping de lá) ,  até a cidade , onde  passei o dia.  

Ah, Washington é definitivamente uma das grandes e belas capitais do mundo!   Uma cidade imponente, cheia de avenidas largas , de prédios históricos e com  uma elegante arquitetura neoclássica.  E tem muita,  muita cultura e museus maravilhosos.  Não deixa nada a dever à Londres, Paris ou Madri.  Sério.  É apenas uma cidade mais ‘jovem’.

No dia que estive lá o governo ainda continuava fechado, no seu ridículo shutdown,  devido à pirraça dos republicanos. (Aliás, enquanto escrevo estas linhas o impasse continua, agora agravado pela ameaça do calote da dívida americana...) .  Portanto desta vez não pude visitar nenhum dos museus do Smithsonian Institute , como sempre costumo fazer. ( Era a minha intenção conhecer o  American-Indian Museum ,   que tem uma arquitetura super interessante , tipo ‘adobe’ , e dizem,  possui  o melhor restaurante de todos os museus no Mall).

Mas meu dia foi LONGE de tedioso ou desperdiçado ,  uma vez que resolvi fazer outro tipo de programação, igualmente interessante ou até mais:  um completo City-Tour por toda a cidade, em um dos seus trolleys abertos , já que o clima estava ótimo,  ensolarado mas fresco.  ( Outubro pelo visto  é um ótimo mês para se visitar a cidade pois trata-se do começo do outono...)

Na primeira vez que visitei Washington,  há dez anos,  fiz o mesmo tipo de tour.  Mas desta vez,  já tendo uma boa noção da cidade e conhecendo alguns de seus principais monumentos e avenidas,  foi muito melhor! 

Ao chegar à D.C.,  desci  do commuter bus  bem perto da famosa Pennsylvania Avenue,   onde caminhei até a Casa Branca.  ( Hoje em dia não é mais possível se visitar a C.B. de dentro,  em visitas guiadas, então tive de me contentar em tirar fotos apenas do lado de fora das grades...).  

Como ainda era cedo e eu não tinha tido tempo de comer nada,  segui até o Hotel W ( Washington) e lá tomei um digno breakfast, antes de começar minha excursão pela cidade.  ( O “W” é um belo hotel,  bem pertinho da Casa Branca e tem um ótimo restaurante.  Além disso, é um dos lugares históricos da cidade pois existe desde cerca de 1917...  Também é um ótimo lugar para se comprar os tickets dos City Tours,  que saem de um ponto ao lado do hotel.)

De lá segui em minha excursão no bondinho aberto por TODA  a cidade, visitando seus principais pontos turísticos.  Fiz o percurso ao longo das duas linhas,  a verde e a laranja. (Existe mais de uma companhia que faz os tours, mas escolhi o “Old Town  Trolley” , que é aberto, já que o tempo estava tão agradável.

Ao todo levei cerca de 5 horas para fazer o  tour completo.  Detalhe:  você pode descer em qualquer um dos pontos turísticos e depois voltar e tomar novamente o próximo bondinho, já que os tickets (cerca de $40)  são válidos pelo dia todo.  Desta forma passei  por todos os pontos famosos da cidade:  os museus do Smithsonian no Mall, os monumentos dedicados aos ex presidentes  Lincoln e Jefferson, a Casa Branca,  o Teatro Ford ( onde o Presidente Lincoln foi assassinado), a famosa estação de trem de Union Station, a rua das embaixadas ( incluindo a do Brasil)  etc.  Em especial, adorei o bairro de Georgetown - que mais se parece uma cidadezinha inglêsa...-  e o charmoso museu da “Phillips Collection”,  que pude visitar, já que este não é do governo e sim de uma coleção particular.

O ‘Phillips’ é perfeito pois é  bem menor do que os Smithsonians e portanto pode ser visitado em pouco mais de uma hora.  Me lembrou muito o  ‘Musée D’Orsay’ de Paris em seu acervo -  embora seja bem menor -  já que tem uma coleção fantástica de arte do  Século 19 e começo do 20, incluindo muitas obras impressionistas , pós-impressionistas e modernas.  O quadro mais lindo de todos , para mim,  foi o do Renoir  “The Luncheon of the Boating Party”, de 1880. ( Pra dizer a verdade, foi o quadro impressionista mais lindo que já vi em toda a minha vida!! – incluindo todos os que já vi no Orsay ou qualquer outra exposição por aí a fora ).   Fiquei tão ‘in love’ com o quadro, que no final da visita tive de seguir para a  lojinha do museu e comprar alguns souvenirs com a sua reprodução  - um mousepad ( que estou usando neste momento! Lol),  um chaveiro, postais e até um livro ( um romance) , baseado no quadro e nas pessoas que aparecem nele.   Sim,  se você for ao Phillips,  não esqueça de reservar alguns minutos para conhecer a sua museum shop

 

Enfin,  melhor do que escrever a respeito,  é dar uma olhada nas fotos , não acham? 

 

1)

A Casa Branca- a residência do homem mais poderoso do mundo! lol

Este foi o mais próximo que consegui chegar e tirar a foto do outro lado da grade.  Segurança total - e não é pra menos, né?

 

2)

O prédio do Capitólio - onde os Republicanos estão tentando transformar num INFERNO a vida do Presidente. (Essa eu tirei de dentro do bondinho...)

 

3)

O Lincoln Memorial- um templo dedicado ao Presidente Lincoln.  Um dos pontos turísticos  mais  belos  da capital.

 

 

 

4)

O excelente Hotel W, onde tomei meu café-da-manhã e comprei os tickets para o City Tour. Fica bem perto da Casa Branca.

 

5)

Meus "colegas" de bondinho ( trolley), lol

 

E agora, alguns dos meus quadros preferidos no Phillips Collection:

 

6)

"The Mediterranean" ( O Mar Mediterrâneo)  , de Courbet - 1857.  De todos,  o meu mar preferido...{#emotions_dlg.heart}

 

7)

"Circus Trio" de Georges Rouault -1924

 

8)Este Cézanne de 1902-6 certamente influenciou Picasso em sua fase azul..., não acham?

 

9)Picasso em sua fase azul...  "The Blue Room" (Perto da mesma época)

 

10)

 "The Open Window" de Bonnard - primeira metade do Século XX

 

11)E o mais lindo de todos, O highlight do Phillips : "Luncheon at the Boating Party", de Renoir - 1880 ( Não sei o nome original em francês)

          

Renoir é só alegria e romantismo, gente.   O cara adorava pintar "as coisas belas e os bons  momentos da vida",  pois dizia que o mundo já tinha coisa triste e feia o suficiente!  Gênio. {#emotions_dlg.smile}

 

 

 

sinto-me: Inspirada por D.C.
publicado por Pâmelli às 18:48
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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

A próxima escapulida: New Orleans

Nossa, faz tanto tempo que passei pelo blog!  Séculos!

Desde nossa volta ao Texas,  do Colorado... Cadê tempo pra escrever um post?!

 

O segundo semestre na U.T.  já começou  e desta vez pelo menos estou aproveitando e gostando um pouco mais dos meus dois cursos...Caramba!

Mas, na verdade, desde nosso retorno à Austin,   já demos uma outra escapulida recente - desta vez para a Louisiana, para o nosso aniversário de 10 anos de casamento! (Isso já faz umas duas semanas....). 

 

No ônibus,  durante nossa viagem de 9 horas,  cheguei a escrever um rascunho de post para ajudar a passar o tempo (que hoje publico no Parada e aproveito para decorar com as minhas mais recentes fotos da bela e charmosa cidade de New Orleans {#emotions_dlg.smile})

 

Então , aí vai...

 

" Estou neste momento escrevendo do ônibus ,  a caminho de New Orleans!

Pois é,  já fugimos de Austin novamente -  desta vez,  para o nosso aniversário de dez anos de casamento childfree! Lol   Ah,  como é bom poder simplesmente ‘pack and go’ , sempre que nos dá na telha.  Basta arranjar alguém para cuidar dos bichos…

 

Desta vez  resolvemos vir de ônibus -  o MEGABUS ,  que sai de Austin  para Houston  , onde trocamos de carro ,  e então seguimos para o estado da Louisiana.  Total de viagem entre Austin e New Orleans :  cerca de nove horas!

 

Já escureceu e a escuridão é total no meio da estrada.  Em  volta , tem os famosos pântanos da Louisiana, com crocodilos e o diabo. Eu sei disso porque já fizemos este percurso mais de uma vez , de carro -  embora nunca tenha visto nenhum crocodilo.   Mas eles estão lá.  Aliás,  uma coisa horrível e horripilante nos postos nas estradas por aqui é poder comprar “crocodilinho empalhado” pra levar de souvenir.  Coisa mais horrorosa.   Um absurdo,  não acham?

O Megabus  é um double decker ,  de dois andares e tem internet.  Meu hubby é praticamente o único homem branco a bordo e eu certamente sou a única latina. Lol   Já no posto de gasolina bem moquifo onde fizemos a parada, como não poderia deixar de ser ( afinal,  isto aqui é a Louisiana! )  tinha até um cassinozinho meio fuleira, lol.  Pois é,  ao contrário do puritano  estado do Texas,  o jogo é  permitido na Louisiana.

 

 Nossa escapulida até New Orleans  será somente no fim de semana pois na segunda já temos aula e trabalho em Austin.  Aliás,   devo dizer que este semestre a coisa melhorou bastante e estou finalmente gostando dos meus dois cursos:  “Cairo Cosmopolitan” e “ Primate Social Behavior” -  um sobre o Egito (e especificamente a cidade de Cairo) e o outro um curso de antropologia sobre os nossos “parentes”:  os primatas.  

Sim, é bom lembrar que  nós humanos somos TODOS  primatas.  Nao são apenas os macacos e gorilas que estão nesta ordem.  (Ao contrário do que pensava a personagem da Cristiane Torlone em “Fina Estampa” , quando imaginava estar insultando a torneira mecânica , Griselda,  ao chamá- la de ‘primata’.  Eta perua burra!!

E sim,  eu  tambem assisto novela.  É a maneira que encontrei de ficar com o meu vocabulário e as gírias em dia,  já que moro aqui na  terra dos gringos há tantos anos... "

 

E agora,  eis algumas fotos que tirei durante nosso fim-de-semana em New Orleans:

 

1)

O Megabus que pegamos para irmos para N. O.  Desta vez resolvemos não dirigir.

 

2)

 Cassino moquifo até mesmo na parada do posto, no meio da estrada... Isto é a Louisiana!!

 

3)

Passeio de bondinho pelo centro da cidade...

 

4) 

Algumas casas típicas no French Quarter, com os seus balcões em ferro trabalhado...

 

5)

Noite de jazz no hotel Royal Sonesta na Bourbon Street...Alí tem show de jazz toda noite!

 

6) 

Jantar francês no excelente restaurante "August" , no centro, em uma bela casa antiga...

Nota:  N.Orleans tem ótimos restaurantes franceses , além é claro , daqueles com a comida típica local cajun, que é muito picante e exótica.

 

7)

Na famosa feira , o French Market, com   produtos e comidas exóticas da Louisiana... Tempêros picantes e pratos típicos que incluem, entre outras coisas, tortas e hambúguers  de carne de crocodilo!! (Caçados diretamento dos pântanos, eu suponho....)  Tadinhos.  Eu não comi.  Preferi comprar um colar com o símbolo do estado ( a flor de lis)  e uns livros contando sua história.

 

8)

O rio Mississippi ao entardecer,  com o típico barco a vapor que tomamos (com direito a jantar e banda de jazz -yes! {#emotions_dlg.smile}  ) Este aí,  o 'Natchez',  é um dos barcos originais, bem ao estilo "Mark Twain",  lol. 

 

Uma parada à tarde no famoso Café du Monde é um must!  Alí se toma o café com chicória (parece esquisito,,  mas é uma delícia!)  , típico de N.O. e se come os seus deliciosos donuts - os beignets!  Tudo, naturalmente,  ao som de jazz...{#emotions_dlg.smile}

 

 

Esqueçam as imagens deprimentes que viram durante o Katrina, gente.   New Orleans  é SHOW!

 

 

 

 

sinto-me: Satisfeita de voltar à N.O.
publicado por Pâmelli às 04:40
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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

Depois do estudo penoso, a escapulida até o Novo México e o Colorado!

Nota: este post vai ser meio  longo.  Então, pegue uma boa  xícara de chá ou café  e sente-se numa poltrona confortável antes de começar…

 

Primeira parte:  o desabafo!

Finalmente meus dois cursos de verão na U.T. acabaram – e diga-se de passagem,  cada um foi  mais chato e ridículo do que o anterior.  Francamente,  a U.T. , so far,  só tem me decepcionado.  E não, não creio que se trate de “implicância da Pâmelli com coisas texanas”  (quem me conhece poderia até pensar isso).  Afinal ,  minha experiência no ACC ( a universidade pública e portanto  “dos pobres”, em Austin) foi bastante  positiva -  apesar de um ou outro professor maluco ou pentelho que tive de aturar…  Mas vários dos cursos  na  Austin Community College  foram bons,  eu aprendi muito e tirei o meu Associate’s Degree em Antropologia com “ todas as honras”. {#emotions_dlg.smile}

 Já na U.T.  -  a  cara e metida   Universidade do Texas -   aqui estou  eu,  penando desde o começo do ano.  Até agora já foram  4 cursos,  e cada um mais decepcionante do que o outro.

Ora é a professora que não presta (o caso desta última, uma israelense bem grossa, sem a menor didática e todos os dias  mandando  os alunos “apresentarem um powerpoint”, pra  no fundo ela não precisar trabalhar!);  ora o curso é uma clara “agenda política”, com um programa visivelmente  distorcido e parcial ( no caso, o sobre a “Violência no Brasil”,  dado pela antropóloga ativista “petista”);  ora os professores  são até  bons (o caso do professor de História da Grécia e  de Latim),  mas dando  cursos  mal programados, CARREGADOS de gramática ou  com livros ruins e de leituras desinteressantes.

 Enfim,  embora  continue tirando boas notas,  no término de cada  programa,  só o que consigo fazer  é levantar as  mãos e os olhos para o  céu e  suspirar  um “Thank God!”,   como se tivesse acabado de passar  dois  gigantescos cestos de roupa.

Então aí vem a pergunta que não quer calar:

Será que neste segundo semestre a coisa vai finalmente  melhorar??

 

Segunda parte:  Santa Fe

Agora  vamos ao que interessa…

Esta semana ,no intervalo entre o curso de verão e o início do segundo semestre, demos uma escapulida (de carro, como sempre) primeiro ao Novo México e depois ao Colorado.  Sim,  nós estamos no Southwest! (ou Faroeste,  como se diz no Brasil…)

O Novo México,  como o nome bem indica,  um dia foi “México”.  Mas depois da Guerra de 1848, foi …bem…  tomado dos mexicanos!  Coitados.  E agora eles precisam até  de “visto” pra entrar aqui…

 Mas  o fato é que trata-se de uma região dos E.U. bastante interessante,  com  seus quilômetros e mais  quilômetros de deserto,  pouquíssima gente (o estado inteiro só tem cerca de 2 milhões de pessoas!), seu clima seco e suas  principais cidades no alto das montanhas.  Santa Fe, por exemplo, fica a mais de 2 mil metros de altitude e foi lá que fizemos nossa primeira parada oficial (depois de termos dormido em um “buraco” no meio do nada chamado Clovis,  a cerca de 7 horas de Austin).

Bem que eu já havia ouvido falar de Santa Fe - a cidade das “artes plásticas’, com forte influência da cultura indígena e também hispânica. E de fato,   a capital do estado do Novo México é realmente um blend muito interessante de tudo isso. Além disso, a maioria dos Americanos por lá tem o aspecto claramente “native American” ou “mexicano” e alguns até falam inglês com um ligeiro sotaque hispânico!

A verdade é que na América as cidades são quase todas muito parecidas, com os seus típicos subúrbios, o downtown e é claro,  sempre cheias das mesmas franquias.  Poucas são aquelas que têm uma “personalidade própria”,  assim como New Orleans, São Francisco, Nova Iorque,  Saint Augustine  ou mesmo Miami.  Então,  chegamos em Santa Fe e voilà! – topamos com  um outro  exemplo de uma cidade única,  diferente,  original…

Sendo assim, vejamos alguns fatos interessantes sobre “a mais antiga capital de um estado norte Americano”:

-Santa Fe foi fundada em 1610 pelos espanhóis e hoje é a capital do estado do Novo México, que fica entre o Arizona e o Texas.

-Ali a cultura indígena , dos “native Americans” ou índios Americanos , é realmente a marca registrada da cidade – principalmente  na sua arquitetura em estilo “adobe”.

-Apesar de pequena (com  pouco mais de 70.000 habitantes) a cidade é cheia de hotéis elegantes,  excelentes restaurantes,  muitas galerias de arte e museus que dão  ênfase à arte local e indígena,  além de contar a longa e interessante história do Novo México. (Pra quem acha que  “na América quase não tem história”, é bom lembrar que aqui  volta-se  ao tempo  cerca de 14,000 anos! -  a época das mais antigas pontas de flechas feitas pelo homem, e que são  conhecidas como “Clovis points”).

-Hoje, Santa Fe é não apenas uma conhecida cidade turística nos E.U., mas tambem é  famosa por sua   Feira dos Indios ( Indian Market) que acontece todo verão. Além disso , a cidade é  uma das preferidas dos aposentados “bem de vida” ( o custo de vida ali é bem alto!)  por causa da bela paisagem  envolta, da riqueza da arte local  e de  seu clima fresco e seco típico das altas altitudes.

E por falar no Indian Market,  foi um milagre conseguirmos um  hotel lá nesta época do ano ,já que a cidade fica entupida de turistas.  As coisas expostas na Feira  são maravilhosas ( tapetes dos índios Navajo, cerâmicas feitas por diferentes tribos locais,  jóias trabalhadas em prata e com a pedra típica da região,  a turquesa…), mas tudo é caresésimo!  Eu, depois de muito andar pela cidade,  consegui comprar  em uma loja local,  um par de brincos e anel  por pouco mais de  $100 – uma barganha!

 Aliás,  a coisa interessante de se ver em Santa Fe são as mulheres – tanto as locais quanto as turistas, as  jovens ou as  velhas… -  todas enfeitadas com as jóias e bijuterias locais.  Em todos os lugares,  todo o mundo circula pela cidade  enfeitado de pratas e turquesas ,pois aqui o dourado é definitivamente “out”!  Isto,  em um país ( tirando Nova Iorque)  onde as mulheres raramente se arrumam ou se enfeitam,  é no mínimo  uma visão “original”.

E agora,  vejamos  algumas fotos de Santa Fe e  dos lugares que mais gostei por lá:

( A segunda parte de nossa viagem,  o Colorado,  fica pra próxima)

 

1)

 A bela catedral de St. Francis data  de 1886 e é em estilo romanesco francês.

 

 

 

2) O Indian Market ( Feira dos Indios) na Plaza Histórica da cidade. Tapetes, cerâmicas ,  jóias em prata e turquesa - tudo belíssimo e caríssimo!

 

3) 

 O  popular restaurante The Shed - comida mexicana com um toque espanhol.  A entrada tem  a porta baixa e o  prédio,  de 1692,  é em adobe é claro.

 

4)

 A igreja da  Missão de San Miguel data de 1710 e é  a mais antiga dos E.U.A.  O adobe é feito de tijolos de terra seca ao sol, água e palha.  As paredes são reforçadas com argila. (clay)

 

 

5)

 O Museu de Arte de New Mexico.  Desde 1912 todos os prédios da cidade devem seguir o estilo adobe de arquitetura indígena.

 

6)

 No carro da polícia do estado, o símbolo americano e o mexicano ( a águia)  unidos...

 

7)O lobby do charmoso hotel St. Francis ( um dos mais tradicionais da cidade e bem no centro) construído em 1880. 

8)

Um dos  quadros da pintora Georgia O 'Keefe,  que residiu no Novo México e representa o movimento Modernista Americano.  Em Santa Fe há um museu inteiro dedicado à artista.

 

 

sinto-me: Inspirada por Santa Fe
publicado por Pâmelli às 17:08
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Sábado, 1 de Junho de 2013

A mais bela região da França

 

Bom, já faz uma semana que voltamos da França!

Depois dos dias passados em Paris,  meu hubby chegou e juntos partimos para a Côte D’Azur.  Foi em Nice (a “capital” da região),  que resolvemos ficar estacionados,  e  lá alugamos um carrinho (um Fiat 500) para explorarmos um pouco a região.

 

O Sul da França é , sem dúvida,  a mais bela  e fascinante  região do Hexagon – principalmente se você gosta de sol, mar, boa mesa, cultura e história!

Ali é tudo de bom:  a comida mediterrânea,  o alegre colorido das construções, a riqueza da história local,  a influência italiana (Nice pertenceu à Itália até cerca de 1860…), o bom humor das pessoas e o seu savoir-vivre , aquele ar leve e seco e é claro,  o maravilhoso Mar Mediterrâneo com sua cor azul turquesa do jeito que não se  vê em nenhum outro lugar no planeta .  Ok,  talvez o mar do Caribe chegue perto…

 

Bem,  primeiro saimos de Paris de trem (o TGV, que é o trem-bala francês…) e durante mais ou menos 6 horas pudemos apreciar todo o beautiful French countryside e,  ao chegar na costa,  os lindos vilarejos e cidades mais famosas , como Cannes e Antibes  , que ficam  na beira do mar.  A vista , principalmente nesta última parte da viagem, é linda demais!

 

Uma coisa que aproveitei para fazer nestas duas semanas de França foi colocar meu francês em dia, já que aqui no Texas,  como bem se pode imaginar,  não tenho muita oportunidade de praticar a língua.  Quer dizer,  foi T.V. francesa todos os dias no hotel,  quatro  filmes franceses em Paris (3 comédias e um documentário sobre o Presidente François Hollande) e por fim,  a leitura de  um romance  que está muito anunciado em cartazes espalhados nas várias estações de metrô na capital:  o mais recente  thriller de Jean Christophe Grangé intitulado “Le Passager”.  ( Ele é uma espécie de Dan Brown francês,  embora  imagino eu,  não tão rico quanto!  lol).  Estou ainda no começo, pois o livro tem quase mil páginas,  but so far so good!

 

Anyway,  em se tratando da França e em especial da Côte D’Azul,  melhor do que qualquer escrita,  mais vale deixar aqui algumas fotos tiradas na região. 

 

Voilà la Côte D’Azur !   (nome mais  apropriado para um lugar tão AZUL e iluminado  não há...)

 

É como eu sempre digo:  Deus era  HOMEM  -   e francês!  lol

Está claro,  não? {#emotions_dlg.pimp}

 

 

1)

A Promenade des Anglais de Nice - o "calçadão" deles {#emotions_dlg.smile}

 

 

2)

Na Vieille Ville , ou parte antiga de Nice, a influência italiana nas construções.

 

3)

Reprodução de um quadro de Dufy na praia de Nice.  É claro que alguns dos maiores pintores do mundo se mudaram exatamente para a o Sul da Franca - no wonder! Nota:  a praia é de pedras, portando é uma boa ideia levar uns sapatos de praia para nadar...

 

4)

Esse beaglezinho de apenas oito meses estava viajando no trem de Paris para a Côte D'Azur. Aqui, estamos no vagão restaurante.  Isso é uma das coisas que eu gosto  na França: os cachorros entram em todo lugar! ( Coisa de país rico e civilizado, hehehe). E um extra bónus para os childfree:  tem muito pouca gente viajando com crianças pela Côte d'Azur!  lol.  Pelo menos nesta época do ano.

 

5)

Cafezinho da manhã bem francês com baguetes fresquinhas e o café-crème como só francês sabe fazer.  Paradinha no alto do morro, no vilarejo de Eze,  a caminho de Mônaco onde passamos o dia. 

 

6) 

Vista da Baia de Monte Carlo.  Cidade bonita mas meio 'estressante'-  com muitos prédios altos , em pouco espaço.  Me lembrou Miami:  o tipo de lugar meio show off; de gente que gosta de "See and be seen".  É o ideal para quem tem muita adrenalina no corpo e gosta de desfilar com modelos - tipo os pilotos de F1!  ( Pra quem gosta de mais romance e sossego,  eu sugiro Antibes...)   Apesar disso, os monegascos são muito simpáticos e o Museu Oceanográfico  e Aquário, no alto do morro, valem definitivamente uma visita. Jacques Cousteau costumava ser o seu diretor...

 

7)

O balneário de Antibes foi o nosso preferido.  Aqui,  demos uma longa caminhada beirando a costa em direção à Vieille Ville - a parte antiga da cidade.

 

8)

Casa fofa no meio do caminho: Tudo azul: as janelas, o céu e principalmente o mar!

 

9)

Um dos vários iates dos milionários na costa em Antibes.  A região é pra quem pode e principalmente quem SABE viver!  ( Ai, que se um dia meu livro 'Copadrama' virar um sucesso, me mudo pra lá no dia seguinte! lol)

 

10)

Pra quem quer nadar em praia com AREIA,  é só seguir até Juan les Pins, a uns vinte quilômetros de Nice...

 

11)

Gaivotas?? , felizes e privilegiadas, porque vivem na Côte D'Azur...{#emotions_dlg.smile}

 

 

sinto-me: Encantada com o sul da França
publicado por Pâmelli às 16:53
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