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Parada Essencial

Benvindos ao "Diário politicamente incorreto da Pâmelli" - uma brasileira/americana childfree, residente nos E.U.A. desde 2003 Viagens, cultura, desabafos e muito mais!

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Festas de Réveillon

Pâmelli, 05.01.10

 

Wew!

Ainda bem que conseguimos um convite para a festa de  Réveillon na casa de minha colega francofônica  !  ( No final ela abriu mais uns lugares em sua lista de espera... )

 

Na verdade foi muito bom -   aliás, melhor do que eu esperava!

O potluck é sempre uma boa idéia -  um costume bem  americano e não tão comum no Brasil.  Cada um traz um prato de comida ou bebida  para  a  festa ,  a mesa fica cheia de opções variadas e os anfitriões não precisam se preocupar com nada e nem têm qualquer despesa. ( Só resta a limpeza da casa no dia seguinte...) . 

 Tambem gostei do fato de ter gente dos vários grupos sociais organizados pela anfitriã  ( mais um costume bem americano...).  O meu, naturalmente,  é o dos francophones -   o daqueles que costumam se reunir para praticar  o francês.

 

Quanto ao potluck em si...Entre os quase 50 convidados, havia uma  atriz recém mudada da Califórnia,  um aficionado por óperas,  um rapaz de família militar ( já tendo residido em vários países...)  ... além de uma figura  animadíssima   que , dependendo da ocasião,  se veste de homem ou de mulher !  lol ( Eu já o conhecia de outros encontros sociais  e na festa  do Réveillon , aproveitei  já que ele estava no seu 'dia masculino' ,   pra dançarmos HORRORES!  (  Meu marido não dança e detesta música no estilo ' discoteca'.  E , para a  minha sorte,  a seleção de músicas era de ' clássicos americanos e franceses dos anos 70 e 80 '  !!  )  

  Last but not least,  havia  nossa anfitriã  A. -   a vietnamita francofônica,  criada em Paris  e hoje casada com um tímido americano e morando no Texas!  

Em suma:  uma troupe realmente bem variada e bastante animada . 

 

Na verdade   gostei mais deste Réveillon do que o ano que passamos em Búzios,  o da Praia de Copacabana no Rio ( dentro de um hotel, naturalmente...) ou mesmo o de Las Vegas.

Este foi definitivamente o  mais divertido!!

 

E o seu ,  como foi?

Tudo muito 'familiar' e bem comportado?  Ou algo totalmente wild , em algum bar ou rua animada de sua cidade?

 

Há muitos anos que  desisti de  passar o Réveillon na rua.   

É que cheguei a conclusão que tanto faz se estar na Av. Atlântica no Rio,  no Champs Élysées em Paris ou na Times Square em NYC!  

 Rua é rua...  e na noite do Réveillon,  estes lugares ficam todos cheios de gente até não poder mais - sendo que muitas destas pessoas se encontram  em um estado no mínimo deplorável. 

Esta triste conclusão eu cheguei no dia 31 de dezembro de 1996 - o ano em que passei o Réveillon em Paris com minha mãe e uma amiga . 

Até a meia-noite tudo correu muito bem.  Jantamos em um belo restô no Champs Élysées, ao som de , believe it or not,  Bossa Nova cantada por uma cantora PORTUGUESA!

Tudo ótimo.  Tudo lindo.  Até a hora de voltarmos pro hotel...

Eram cerca de 2 horas da manhã e nossa primeira surpresa foi saber que não teríamos nem metrô , nem táxi para voltar pra casa.  Detalhe: estávamos hospedados no bairro do Opéra,  a muitas e muitas estações de metrô da famosa avenida parisiense...

O resultado foi termos de voltar pra casa  À PÉ  ( e  no dia 31 de dezembro,  isto naturalmente significa de SALTO ALTO...) .

Nossa caminhada de volta durou mais de uma hora,  debaixo de neve e um frio de 10 graus negativos ( Sim, aquele foi um dos invernos mais rigorosos em Paris...).   Pra completar,  ao sairmos do restaurante e caminharmos no meio da 'galera' no Champs Élysées,  um turco bêbado ( e nem de longe parecido com o George Clooney...) de repente surgiu do nada e , como um morcego gigante,  abriu seu velho e roto casacão bolorento ,  enlaçando e abraçando minha mãe  enquanto lhe desejava  'Bonne Année' .   Ela  naturalmente  quase morreu de susto pois , como uma legítima carioca,  teve certeza de que estava  sendo assaltada.   Eu, em meio a minha surpresa ,  só o que consegui fazer foi gritar ' Sai fora cara! , em português,  já que por um momento  tambem  me esqueci que estava na França.

Enfim,  depois deste episódio em plena Champs Élysées ,   eu conclui que não haveria mais nenhum lugar no mundo onde eu gostaria de passar o  Réveillon NA RUA .

Pois é.   Living and learning... 

Talvez , no final das contas ,  as melhores festas de Réveillon  sejam aquelas passadas na casa de uma pessoa amiga ou pelo menos conhecida...