Domingo, 16 de Março de 2014

Sorria, você está na Flórida!

St. Augustine

Durante a semana de Spring Break  fiquei em St. Augustine,  a cidade mais antiga dos E.U.A. ( fundada em 1565 – a mesma data de fundação da cidade do Rio de Janeiro,  imagina!) e que fica na costa do Atlântico.  (Para saber mais , veja os posts que escrevi aqui no blog com tags de "Flórida" ou em maio de 2010…)

 

Meu marido aproveitou os dias que fiquei lá para  visitar sua mãe  nos arredores de Tampa,  cerca de 4 horas de lá.  E levou a pequena figura - ,lol , já que o local onde minha sogra  mora é simplesmente um paraíso para os cães :  o condomínio é fechado,  super arborizado, rodeado de campos de golfe  e livre de crianças! (Na verdade trata-se  de um retirement community ,ou um “condomínio para aposentados”) .

O fato é que a Lila (mistura de chiuaua e rat terrier)  é traumatizada com crianças e foi claramente abused  por seus antigos donos :  a “família flip-flop e sua “prole do terror”, que depois de a torturarem, a abandonaram  no abrigo de animais  de onde a resgatamos 5 anos atrás.

Nota: eu costumo chamá-los de “família flip-flop” pois  estou  certa de que era o tipo de gente, bem brega, que só  vive de chinelo de dedo.  Os biltres certamente  deviam usá-lo como “corretivo” no cachorro sempre que este fazia alguma “besteira”.  Isto explicaria , entre outras coisas,  a IMPLICÂNCIA que a Lila tem com chinelos de dedo (os flip-flops).

Anyway,  os dois se foram para o outro lado da península, e eu fiquei no meu apart,  na minha cidade preferida, aproveitando a praia todos os dias! {#emotions_dlg.smile}

No primeiro dia fui à praia em Vilano Beach , que é  a mais próxima de minha casa.  No segundo,  dirigi até os arredores de Jacksonville ( a maior cidade da região e cerca de meia hora de St. Augustine) e segui até a praia de Ponte Vedra.

A praia em si é a mesma de Vilano,  mas Ponte Vedra é um local bem mais  upscale,  com belas casas e alguns condomínios de luxo.  Outra coisa interessante que descobri por lá:  foi o local onde Ponce de Leon supostamente desembarcou, quando descobriu a Flórida em 1513. 

Exatamente neste local e latitude/longitude. 

  Eis sua estátua e o monumento colocado lá em 2013, celebrando  os 500 anos do descobrimento. 

Pois é.  A Flórida foi descoberta 13 anos depois do Brasil!  lol

 

 Outra coisa que fiz questão de conhecer em Saint Augustine desta vez foi o cinema da cidade. (Eu adoro cinema e sempre que chego num lugar, tenho que descobrir onde fica o “cineminha local”…)

Já  sabia que existia um em Saint Augustine, mas nunca tinha ido. Afinal,  descobri que ele fica na rodovia 207, em um grande complexo chamado Epic Cinemas e com 16 salas de projeção!

O filme que assisti foi “Son of God” -  a mais recente estória de Jesus e que aparentemente foi tirada de uma série de T.V. chamada "The Bible". Gostei,  principalmente do ator português, Diogo Morgado, ( belíssimo por sinal!) e que faz o papel de Jesus. lol

 

 Na quarta-feira à noite meu hubby voltou e  saímos para jantar na mais nova steakhouse de St. Augustine , a “Centro” .   A comida é boa, mas nada de excepcional.  Contudo,  o “ambiente” é nota dez , com música ao vivo e  um bom pianista tocando todos os clássicos Americanos como  “As time goes by” , “Moonlight Serenade” e “ I left my heart in San Francisco”. Só que depois das dez chega a “galera do merengue” e avacalha com  tudo!  A música fica alta e o ambiente decai consideravelmente (com aquelas tipinhos falando Spanglish bem  alto e requebrando as ancas diante da sua mesa…).  Arree!

Felizmente , como já tinhamos comido, pedimos a conta de demos o fora.  (Just in time!)

 

No dia seguinte  conhecemos a Villa Zorayda,  um dos vários museus da cidade e certamente um dos mais interessantes.Trata-se de uma villa do século 19 , construída por um milionário de Boston , e que era usada como “residência de verão”.  Mas o mais interessante é que o homem era apaixonado pelo castelo de Alhambra , em Granada, então mandou construir  sua mansão inspirada  nele!

Dentro,  a decoração consiste de vários móveis e preciosidades mouriscas e orientais, mosaicos e azulejos antigos trazidos da Espanha e até um tapete egípcio,  feito de pelo de gato e com mais de dois mil anos!  Ou seja:  a Villa Zorayda é definitivamente um must a ser visitado em Saint Augustine.    

 

Por fim na sexta começamos  a dirigir de volta ao Texas. *suspiro*

Contudo,  antes de deixarmos o  Sunshine State, fizemos uma parada nas praias de Grayton Beach e Destin, na região da Flórida conhecida como o Panhandle, no Golfo do México.

 

Grayton Beach

 

 

Esta é sem dúvida a praia mais perfeita em toda a Flórida e a água é tão limpa que você pode até usar pra  fazer gargarejo!  lol

Fica  no Parque Estadual de Grayton Beach (Grayton Beach State Park)  e é  a coisa mais linda,  com sua areia branquíssima (que até estala quando você pisa…) e o mar cor de esmeralda.  Aliás, não é a toa que  esta região se chama Emerald Coast!

No fim da tarde   descobrimos um ótimo lugar  ( “The Red Bar”) no vilarejo de Grayton Beach  para jantar e ouvir música.  Os pratos de peixe e bolinhos de siri (crab cakes) estavam muito saborosos e bem preparados,  e havia até um conjunto de jazz/bossa nova!

 O dono do Red Bar é um  belga e a “conexão francesa” está bem clara em vários posters e avisos  no local.   O ambiente é informal e bem descolado.  Mas prepare-se para esperar um bom tempo  na fila pois o lugar é bem popular com os locais!

Se quiser se hospedar por ali,  além de  Grayton Beach (que tem apenas umas poucas pousadas…),  os balneários de Fort Walton Beach,  Destin ou Seaside , a poucos quilômetros do parque, oferecem várias opções de hotéis para  todos os  gostos e preços.

A única coisa é que,  ao contrário da praia em St. Augustine,  nesta região da Flórida não se pode levar cachorro para a areia.  (Como não estava quente,  deixamos a Lila dormindo no seu crate, dentro do carro , com as janelas abertas).

 

Agora  estamos novamente  com o pé na estrada,  rumo ao Texas e o dia  fechou e começou a chuviscar.  A Flórida parece triste porque estou indo  embora…lol

Mas eu continuo sorrindo.  Pelo menos até cruzarmos a fronteira  com o Alabama…

 

 

 

 

sinto-me: Devidamente energizada
publicado por Pâmelli às 19:34
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Segunda-feira, 10 de Março de 2014

De novo rumo à Flórida

Yehei, we’re on the road again!

 Ontem depois de dirigirmos o dia todo (cerca de 10 horas!) através do Texas e da Louisiana,  afinal chegamos  em Gulport , no estado do  Mississippi.  Nosso destino final é naturalmente a Flórida – e desta vez ficaremos no meu próprio apart em St. Augustine!

Acontece que minha inquilina resolveu não renovar o  contrato após um ano - e eu não achei  nada ruim já que  o timing não poderia ter sido melhor :  esta semana é Spring Break (a semana de ‘férias’ nas universidades americanas e que marca o começo da primavera) e como meu marido agora é um “desempregado voluntário”, lol  (depois de quase quinze anos ele finalmente  se livrou da Dell Hell…) , aqui estamos nós,  na estrada e rumo ao belo Sunshine State.

 Nossa parada em  Gulfport fica exatamente na metade do caminho de nosso percurso.  Como desta vez trouxemos a pequena figura   (Lila),  não pudemos ficar no nosso hotel preferido (o Holiday Inn Express),  na Praia de Long Beach . Pois é.  Tivemos de nos contentar com um mais moquifo -  o Ramada, de Gulfport -  que aceita hóspedes do gênero  “Canis”.

 

Os balneários de Gulfport e Biloxi são bem próximos um do outro e dividem a mesma longuíssima  praia (que está sempre deserta! lol)l   O primeiro é o “primo pobre” do segundo,  que por sua vez possui  vários hotéis-cassino, além de alguns marcos turísticos da História Americana durante o período da Guerra Civil ( 1861-65).  Se tivesse de fazer  uma comparação com o Brasil e o estado do Rio, eu diria que Gulfport é a  “Rio das Ostras” e Biloxi a “Búzios” da Costa do Sol brasileira.   Só que com CASSINOS, pois no estado do Mississippi,  assim como na Louisiana, o jogo é legal. 

Sim,  Biloxi é uma espécie de  mini Las Vegas no Golfo do México. {#emotions_dlg.happy}

 

Ontem à noite,  graças ao meu excelente guia Eyewiteness (que nunca me decepciona),  descobrimos um ótimo e charmoso restaurante  em uma ruazinha histórica , em frente aos enormes Hotéis–Cassino Beau-Rivage e Hard Rock. Uma bênção! - ainda mais depois de mais de dez horas de viagem só comendo nos Waffle Houses e Subways  no meio da estrada.  Quelle difference!

 Já passava das oito da noite quando chegamos ao hotel em Gulport.  Então  tomamos uma doucha vapt-vupt e seguimos até Biloxi, onde para a nossa surpresa,  o restaurante  “Mary Mahoney’s Old French House” não só estava aberto (afinal isto aqui é a América e o Americano  costuma jantar cedo…), mas tinha lugar para nós,  mesmo sem reserva.  Que sorte, pois afinal estamos falando de um lugar com meio século de tradição! (É sempre bom lembrar que  na América,  qualquer lugar com  mais de 20 anos de existência já é considerado “histórico”,  lol).

Mas neste caso é mesmo: 

A construção do restaurante atual data de  1737 ;  da época quando toda  esta região dos E.U. pertencia à França!   Foi só em 1803 que os E.U.A. compraram o território – o Louisiana Purchase – de Napoleão, que estava falido com todas suas guerras na Europa e precisando de dinheiro.  ( O babaca vendeu um território que hoje engloba perto de 15 estados americanos ( 1/3 total dos E.U.A.!) por meros $15 milhões, pode?)

Anyway,  a casa  foi construída para  um colono  francês chamado  Louis Frazier e na época já era um “elegant  outpost of European culture” .  De fato ela lembra muito as belas e antigas  casas, com o  pé-direito alto, do Vieux Carré de New Orleans.

 A família Mahoney , (já na terceira geração…) adquiriu a propriedade em 1964 e então abriu o restaurante , que este ano  celebra seus 50 anos. (How cool is that, huh? )

 A comida é no estilo de New Orleans (que lembra a comida baiana no Brasil, com especialidades em frutos do mar e com alguns pratos picantes).  Ontem eu fiquei com o suflê  duplo de siri e camarão  e meu hubby pediu a truta que vinha acompanhada de massa com molho étoufée (uma especialidade da Louisiana).  Tudo aliás excelente e muito bem servido.

 Finalmente,  hoje de manhã  antes de seguirmos viagem,  demos um pulo até a longa praia de  Gulfport/Biloxi e lá eu trotei na areia durante vinte minutos acompanhada do ratinho preto e branco do deserto de Chiuaua. Lol   Meu hubby, que ainda está se recuperando de um resfriado,  preferiu descansar no carro.

A temperatura está por volta dos 20 graus e o dia está lindo.  Nada como passar a semana de Spring Break na Flórida.  Aliás,  por que não o ANO TODO?  Lol

 

Nota: 

Os Americanos adoram sacanear o Sunshine State,  dizendo que é o um estado “cheio de velhos reumáticos” .  A mais recente gozação veio com o  filme  “Last Vegas”, onde o Kevin Kline  “coitado”,  parece muito entediado em morar na Flórida. (Tambem o filme tem Las Vegas como o seu palco principal...) 

   De fato, muitos  aposentados resolvem  se mudar para a Flórida. (Eles bem sabem o que é bom!)  e por isso o estado  é cheio de retirement communities ( condomínios fechados para pessoas aposentadas), assim como o que mora minha sogra.

  E daí? – eu pergunto.   SORTE  das pessoas que podem se mudar pra lá algum dia! (Mesmo que seja já no final da vida…)

 Pra mim , este tipo de “desprezo” no fundo  reflete mesmo é aquele velho ditado:

 "Quem desdenha, quer comprar”.   

 

 

          

 

sinto-me: Feliz rumo ao Sunshine State
publicado por Pâmelli às 02:39
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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014

Safari Africano, Texas style...

Ufa! Hoje finalmente volto ao blog para deixar aqui uma nota.

Acontece que  minhas aulas na U.T.  andam bem puxadas e ontem mesmo  tive um BAITA  teste no curso sobre o Império Romano.  Arre.

Bom,  pelo menos agora estou finalmente gostando do meu programa de "estudos de meia-idade", lol. 

 

Mas guess what... Ontem foi o meu aniversário!  (48,  Wow!!)

Pois é.  Faço  aniversário justamente  no dia seguinte ao  de “Valentine’s”  (Dia dos Namorados nos E.U.A.). 

A vantagem é que ganho presente duplo.{#emotions_dlg.smile}  A 'des', é que não dá para sairmos as DUAS noites seguidas. (Afinal, ninguém quer ficar GORDO e POBRE em menos de 48 horas!! lol) Então,  normalmente no dia 14 (Valentine's ) saímos para assistir à algum show, e no dia seguinte (meu aniversário) aproveitamos para jantar fora - sem precisar sequer reservar lugar e muito menos pagar os olhos da cara!

 

Acontece que este ano não teve nenhum show realmente  bom  para assistirmos no dia de Valentine's.  Então eis o que fizemos:

Fomos ao Alamo,  que preparou um menu especial  (Couscous Marroquino) para combinar com o filme ( “Casablanca”)  que  eles mostraram. (Para quem não sabe, o Alamo é um cinema diferente em Austin, que serve  comida durante a projeção…). 

Tanto eu quanto meu hubby  já tínhamos visto o filme , ANOS atrás,  muito antes de nos conhecermos.  Me lembro que na época não gostei tanto, mas ontem sim!  Desta vez pude apreciar bem mais a estória, os diálogos, assim como o charme e a elegância de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman… Definitivamente um "clássico"!

 

Quanto ao dia de meu birthday…  

Ah, este ano resolvemos simplesmente  dirigir até o countryside ,  entre as cidades de  Austin e San Antonio,  e fazermos um SAFARI!  Lol  Isso mesmo.  Um safari em pleno Texas. {#emotions_dlg.smile}

 

O lugar que visitamos  se chama Natural Bridge Wildlife Ranch e tem animais  de mais de cinquenta espécies -  a maioria deles "imigrantes", lol,  da África ou Ásia.

Eu, que detesto zoológicos , (não suporto ver bichos em cativeiro!{#emotions_dlg.annoyed})  neste caso adorei o programa, já que  no parque os animais  estão todos soltos no meio da natureza, enquanto passamos de carro ao lado deles. O percurso dura cerca de duas horas.

 

Na volta,  paramos na  cidadezinha de New Braunfels,  que foi fundada por imigrantes alemães por volta dos 1840.  Lá  jantamos no Hotel Faust, de 1929, e  que tem um ótimo cardápio com algumas especialidades da cozinha alemã.  Tanto o meu  prato "Faust Wellington" ( salsichas envoltas em massa folheada, com molho de cerveja e queijo...)  , quanto o Reuben  (sanduíche de  rosbife com chucrute) que meu hubby pediu, estavam uma delícia!

Então aí fica  a dica:  Se um dia você estiver no meio deste descampado chamado Texas,  somewhere between  Austin e San Antonio… Não perca a oportunidade de dar um pulo até o Natural Bridge Wildlife Ranch e fazer o safari mais famoso do Lone Star State. Depois, siga até New Braunfels, que fica  a poucos quilômetros dali.

No primeiro lugar, você poderá  apreciar de perto os mais belos animais selvagens e até alimentá-los da janela de seu próprio carro! ( Você ganha um saquinho de ração logo na entrada do parque).  No segundo, poderá aproveitar um “pedacinho da Europa” em estilo alemão, com direito a cerveja artesanal e bratwurst em um pub ou hotel histórico.  

New Braunfels tem cerca de 60 mil habitantes e mais de um  saloon em seu centrinho ; além de alguns restaurantes alemães, incluindo um bem procurado:  O Alpine Haus ( Não conseguimos jantar lá pois não tínhamos feito reserva).

Existem também várias lojinhas de antiguidades ou thrift shops

Eu, por exemplo, hoje voltei pra casa com mais duas xícaras de porcelana inglesa para a minha coleção, que costumo chamar  de "Jane Austen", lol. (Adoro essas coisas de antigamente...)

 

E agora,  vamos ver alguns dos belos animais , livres e felizes, que vivem no Natural Bridge Wildlife Ranch?  ( As fotos eu tirei de dentro do carro, enquanto fazíamos o safari)

 

1)

 

O Aoudad ( bode?) . Eles vêm comer perto dos carros, de onde lhes jogamos a ração. (Algumas pessoas lhes dão comida na boca, mas não é recomendado pela direção do parque...)

 

2) 

 

Como bem podem ver,  tá todo o mundo bem "cheinho"...{#emotions_dlg.smile} 

 

 

3)

(Scimitar Horned Oryx)  "Em família" ,lol

 

4) 

 

Avestruz - a maior ave do mundo.

 

5) 

Grupo de Scimitars Horned Oryx... Eles usam seus longos chifres para se defender dos predadores ( Só que no parque estão a salvo deles)

 

6) 

O famoso Bison (bisão americano?).  Um dia eles encheram todo o Midwest (faroeste) americano, até serem quase totalmente dizimados pelo 'Homem Branco'.{#emotions_dlg.sad}

 

7) 

 

Como diriam os Cassetas, lol   "A Zebra é um animal TÃO vigarista... Mas TÃO  vigarista... Que já nasce com uniforme de presidiário!

Essa aí, da foto acima, enquanto comia da mão do motorista de repente simplesmente  meteu a cara toda  DENTRO do carro e roubou o saquinho  inteiro de ração, comendo tudo (incluindo o papel), bem na nossa frente! {#emotions_dlg.happy}

 

 

P.S.  Como vêem,  no Texas não está fazendo aquele frio horroroso lá do East Coast dos E.U.A.  Ontem , aliás,  o dia estava lindo e com a temperatura por volta dos 20 graus C. Que sorte a nossa!!

 

 

sinto-me: Em boa companhia no dia do meu birthday
publicado por Pâmelli às 17:33
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Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

A última escapulida do ano

Pensacola,  Flórida

THANK GOD estamos de  volta ao meu estado favorito! 

O "Sunshine State",  mesmo sem sunshine, é TUDO de bom. {#emotions_dlg.smile}

 

FELIZ ANO NOVO and all the best à todos os leitores do Parada!

 

Até o ano que vem galera!!

 

sinto-me: Energizada na Flórida!
publicado por Pâmelli às 19:19
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Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

Natal texano, mas com bacalhau...

Ai, finalmente terminei de arrumar a casa e preparar meu último bacalhau do ano! Ufa! {#emotions_dlg.tongue} Se querem saber,  o que eu mais sinto falta do Brasil aqui , é a EMPREGADA!   Pronto, falei. 

Só quem nasceu e cresceu tendo empregada a vida toda é que sabe a falta que faz!

 

Quanto ao bacalhau...

Este ano resolvi comprar o congelado (pra facilitar a vida) , já que o  salgado é muito mais trabalhoso de se fazer.  Já experimentei e sei que fica tão bom quanto.  Pois é, mesmo no Texas , podemos encontrar um bom  bacalhau (do Alasca!). 

 

Meu truque é preparar  o jantar da ceia cedo. Então à noite só o que tenho de fazer é esquentar no forno.  Voilà:  1) "O clássico", feito com legumes, azeite e  leite de coco... e 2) Uma versão meio texana,lol.   Parecido com o outro, mas spicy (ligeiramente apimentado) , com azeite de trufas e ovos.( Este último meio que invenção minha...)

Vejamos qual dos dois vai fazer mais sucesso. ( Espero que pelo menos um deles faça!)

Seremos apenas cinco: eu , meu marido, minha mãe ( que sempre vem nesta época do ano) e mais dois vizinhos - ele, um senhor que ficou viúvo este ano, e uma amiga minha que tambem mora no bairro.

 

Na verdade, os americanos celebram mesmo o Natal no dia 25, no almoço.  Já aqui em casa, fazemos como no Brasil: ceiamos no dia 24 e almoçamos as "belas sobras" no 25!  

 

Anyway,  agora o que  preciso fazer é descansar as pernas, os braços e a alma.  Essa manhã inteira de faxina e cozinha realmente me deixou acabada!

Talvez um cochilinho à tarde, antes de me aprontar para o jantar, não seja má idéia... 

 

Então, FELIZ  Natal à todos os leitores do Parada e , em especial,  à todas as empregadas brasileiras - que são , sem dúvida alguma,  as melhores do mundo! 

 

 

sinto-me: Pronta para uma siesta!
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publicado por Pâmelli às 21:23
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Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

De volta à Santa Fé

Nossa segunda estadia em Santa Fé, New Mexico, foi tão boa quanto a primeira.  Desta vez encontramos com uma amiga, que mora em Albuquerque,  a uma hora dali .

Como da outra vez,  ficamos no excelente e charmoso Hotel St. Francis , bem pertinho da “Plaza” central,  com todas as suas atrações turísticas.  Sua construção data dos anos 1920 e o lugar  mais se parece “um monastério chique” ,  com os seus arcos em estilo ‘romanesco’, seus pisos em pedra, seus corrimões em ferro trabalhado , as enormes  cruzes de Malta ( também em ferro trabalhado ) decorando vários ambientes – sem falar  em alguns bustos do próprio  São Francisco! ( Ao que parece, ele é o santo  padroeiro da cidade…).   Até seus quartos  são decorados lembrando um monastério , lol, . But,  don’t  get me wrong:  o Hotel St. Francis não é um lugar “religioso” .  É apenas uma construção histórica e original , mas com todo o conforto e as amenidades de um excelente hotel – incluindo um bar animado e um bom restaurante. 

Nosso jantar de Thanksgiving também foi bastante original,  uma vez que ao invés de irmos à um restaurante bem “Americano” ( o que seria o mais normal nesta data…) optamos por um restaurante   espanhol, especializado em tapas!

O El Farol, fica na Canyon Road,  que é “ a rua das galerias de arte de Santa Fé ” ( e são tantas que você precisaria de um dia inteiro só para conhecê-las!).  O local é  super charmoso e em dias normais , além das tapas,  há tambem música flamenca,  ao vivo .  Contudo,  na noite de Thanksgiving ( pois afinal isto aqui é a América e este é o feriado mais importante para muitos Americanos,  até mais do que o Natal!)   não houve show e sim um menu  especial para a ocasião : tapas de peru com o típico molho de cranberries, purê de batatas , vagem com amêndoas e nozes tostadas.  Yummy!  Imagino que em dias normais a comida original ( espanhola)  ali  deva ser muito boa!

Desta vez também aproveitamos para conhecer alguns lugares diferentes,  que não tínhamos conhecidos da última vez,  como a Capela de Loretta ,  que data do século 19 e que tem uma escadaria em forma de caracol , considerada um “verdadeiro milagre da arquitetura”.  O local hoje em dia pertence ao complexo do Spa e Hotel Loretta e tem uma lojinha “religiosa”, lol,  que vale a pena visitar.  

Outro lugar que visitamos em S. Fé ,  desta vez,  foi o Museum of Contemporary Native Arts -  com obras contemporâneas  de artistas (índios) locais.  Trata-se,  na verdade, de uma enorme galleria de arte contemporânea, já que o local só abriga  exposições temporárias.  Eu, que não sou muito fã de arte contemporânea,  ainda assim,  achei algumas peças bastante  interessantes.

Nossa amiga,  que viera passar o dia  conosco ( há um trenzinho  super gostoso que faz o percurso diário entre Albuquerque e Santa Fé em pouco mais de uma hora…) aproveitou a carona que lhes oferecemos na volta, no final do dia,  e nos mostrou um pouco de sua cidade.  No caminho até lá,  passamos por várias reservas indígenas ( hoje subsidiadas pelo governo americano) – cada uma mais pobrinha e deprimente do que a outra. 

A sorte é que muitos desses “native Americans” se tornam artistas e vão vender suas belas bijuterias em prata e turquesa para os turistas ricaços de  Santa Fé.  Aliás, os precinhos para os caras-pálida são “mui amigos”.  Por exemplo,   um colarzinho básico  sai na faixa dos 70 dólares e os menores brincos na faixa dos 45.  Ponto para os índios.

Anyway, quando chegamos em Albuquerque , que é a maior cidade do estado do Novo México, já havia escurecido.   Então nossa amiga nos mostrou a Central Avenue ( a rua principal no centro) e também o centrinho histórico ( The Old Town), aliás,  muito fofo. 

Albuquerque não é tão antiga quanto Santa Fé ( fundada em 1610) ,  mas ainda assim é uma cidade antiga  nos E.U.A  ( f. 1706). , portanto,  com um centro histórico.

De fato são poucas, MUITO  poucas,  as cidades nos E.U.A.  que gozam de uma personalidade própria - além de uma boa dose de  charme.  O fato é que  90% delas são todas muito  parecidas,  cheias das mesmas franquias, os  freeways, os  malls , os subúrbios e a sua inevitável   Wal-mart e Home Depôt.  São raríssimas aquelas  cidades que podemos afirmar terem TANTO personalidade quanto charme.  Aliás,  na minha seleta e restrita lista eu poria apenas:  New York, New Orleans,  São Fancisco, Saint Augustine e Santa Fé! Lol  ( Miami,  um dos destinos preferidos dos brasileiros na América, certamente  tem  personalidade  – além de ser uma bela cidade….- , mas ali  falta charme.  Austin, a capital do Texas,  definitivamente tem uma personalidade bem característica – mas infelizmente  neste caso,  tanto a beleza quanto o charme ficam  a dever.  Já  Las Vegas é outra cidade bem característica e única, mas apesar de todo o seu  brilho e luxo,  charme, mais uma vez,  é algo que passou a milhares de quilômetros de distância…)   Nota:  Vejam que estou falando  apenas das CIDADES na América; o que não quer dizer que não tenham muitos belos locais   a serem visitados -  como vários de seus parques nacionais,  a começar pelo belíssimo Grand Canyon, ou lugares totalmente diferentes e especiais,  como o Alasca ou o Havaí.

Quanto à Albuquerque  e Santa Fe , especificamente falando… Se tivesse de fazer uma comparação com
duas cidades no Brasil,  eu diria que a primeira é Cabo Frio e a segunda Búzios ( embora no caso brasileiro tratem-se  de cidades de praia).  O que quero dizer é que , apesar de  Cabo Frio ser muito maior do que Búzios,  não possui o mesmo charme, a mesma beleza  e nem a mesma fama.  Ainda assim, trata-se de um balneário com suas próprias atrações e que ,  caso você se encontre na Costa do Sol,  definitivamente  vale a pena dar uma parada para conhecer.

Enfim, em Albuquerque  nossa amiga nos levou para jantar  em um café  muito interessante e com uma comida excelente! O lugar se chama “Flying Star” ,  fica perto do Centro ( downtown) e aparentemente tem várias redes pela cidade,  incluindo uma em Santa Fé.  ( Infelizmente não há nenhuma no Texas…).  Sua decoração é  do tipo Art Déco,  lembrando muito aqueles hoteizinhos neste estilo na Av. Collins em Miami.  Já sua comida é bem variada,  com alguns pratos bem típicos e populares na América ( saladas, sanduíches, massas etc.) e uma coleção de tortas deliciosas.  Como estava perto dos 3 graus lá fora,  resolvemos experimentar  a sua Matzoh  Ball  Stew (uma saborosa sopa judaica, feita com legumes e uma bola gigante feita de migalhas de matzoh ) e o seu Reuben ( sanduíche também da culinária judaica, de rosbife e chucrute ( sauerkraut) .  Estavam ambos excelentes e servidos bem quentes! ( o que nem sempre acontece na América…)

 

Voilà.  Eis o resumo de nossa  mais recente escapulida até Santa Fé – uma cidade  no American Southwest  (o faroeste Americano,lol) , que definitivamente vale a pena visitar !  


E agora, mais algumas fotos de nosso fim-de-semana em Santa Fe e Albuquerque:

1) Uma das várias galerias de arte na Canyon Road.  Há de todos os tipos, desde as mais sofisticadas, até as mais simples ou simplesmente fofas ( como esta  da foto {#emotions_dlg.smile})


2) A igreja antiga de Albuquerque, na parte histórica da cidade ( Old Town)


3) Arte contemporânea indígena no Museum of Contemporary Native Arts em Santa Fe.  A mesma escultura , com duas caras...


4) Índio bem que sabe o que é bom, lol.  Que tal este conjunto de arco e flecha da Louis Vuitton?


5) Estátua de São Francisco ( o padroeiro da cidade) , diante da St. Francis Cathedral na Plaza Central de Santa Fé





sinto-me: Satisfeita ao retornar à S.F.
publicado por Pâmelli às 04:44
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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

No meio do nada - ou quase...

(Véspera de Thanksgiving)

 Amanhã é Thanksgiving Day  (Dia de Ação de Graças nos E.U.A.)  e  já estamos na estrada,  rumo ao estado vizinho do Novo México.  Nosso destino:  a cidade de Santa Fé – alias, onde estivemos pela primeira vez ( e gostamos muito!)  não faz muito tempo.

 Esta charmosa cidade alta (são cerca de 2 mil metros de altitude), de clima seco e com uma forte influência hispânica e indígena,  reduto de aposentados  bem de vida e muitos artistas e artesãos,  é tudo de bom.  Trata-se também da “terra das  lindas pulseiras, brincos e colares com a pedra local - a turquesa”.   (Até  já trouxe as que comprei lá da última vez pois em S.F.  o negócio é desfilar pelas ruas da cidade  coberta de  prateado e azul...lol)

  Pois é. Foi  pra lá que fugimos  neste feriado, para comermos o nosso bendito peru - o prato clássico do Dia de Ação de Graças .

 

Santa Fé está  a cerca de 11 horas de Austin, a capital do Texas.  Daí que faremos  a viagem em duas etapas, dormindo hoje já perto da divisa dos dois estados.

Estamos na estrada há umas boas seis horas e , como estamos cruzando o estado do Texas….Ai! Só o que temos em volta é  a mais pura feiura :  um monte de  cidadezinhas moquifos no meio da mais negra escuridão!  Em suma: cada  buraco mais deprimente  do que o outro.

No caminho conseguimos parar para jantar numa delas -  Brownwood-  que  tinha ao menos um shoppinzinho (“Heartland Mall”)  iluminado,  com uma loja da  JC Penney e uma “pracinha de alimentação”  com DOIS   lugares de fast food  -  um quiosque  de hot dogs e um Chick Fil-A .  Nada impressionante, certo?  Mas, believe me,   no meio de tanto lugar  “economically depressed” , o mall de Brownwood  parecia o próprio Casino de Baden-Baden!  

Seguimos então  para o  fast food  “especializado em galináceos”  e meu marido,  que nunca tinha estado lá ( ele detesta restaurantes de franquia e ainda mais de fast food!)  teve uma surpresa agradável : a moça do caixa lhe perguntou se era a sua “primeira vez”  no Chick Fil- A e quando ele respondeu que sim, ela lhe informou que ele era o “convidado da casa”.

 Pois é,  acabamos jantando de graça e  tanto o sanduíche de filé de frango de meu hubby,  quanto o meu cole slaw (saladinha de repolho com cenouras) e meus chicken nuggets estavam muito saborosos. Quer dizer,  os religiosos do Chick Fil- A ( que são notoriamente  contra os gays) foram muito gentis conosco .( Já se soubessem que se tratava de um casal childfree  [ não procriadores,  e portanto pecadores mortais!! ],  era bem capaz que tivessem  retirado o convite!  Lol )   Dentro do mall,  ainda avistamos uma lojinha toda  enfeitada com doces e balas de Natal e aproveitamos para comprar umas nozes tostadas, já que lá fora o frio está de rachar. (Sabiam que o  mallzinho fuleira de Brownwood tem até cinema?!)

Anyway,  agora estamos de volta ao  carro,  novamente no  meio da estrada e da mais negra escuridão ,  e já  são quase dez horas da noite.  Não é a toa que de vez em quando algum E.T. resolve aterrissar por estas bandas.  ( Alguem ainda   se lembra do “episódio”  de Roswell??  Pois não fica muito longe daqui, sabem?)

Quanto às  paradas no meio do caminho, nos postos… Arre égua!  São verdadeiros “shows de horrores”:   Não se vê uma única pessoa com o corpo normal por estas bandas.   Imagino que o índice de obesos por aqui deva bater nos  90%.  Mas tambem,  no meio  desse descampado árido e fedorento,  a milhares de quilômetros de uma praia, uma lagoa, uma serra ou mesmo um riachinho simpático… Só o que  resta na vida mesmo é COMER pra preencher o vazio na alma!

Pra não dizer que só vimos feiura e buracos de cidadezinhas deprimentes  desde que saímos da capital…  Ok,  houve um momento na estrada ( já estava escuro) em que  avistamos um belo e iluminado muro de pedra,  com um portão em ferro trabalhado ,  que eu imagino deva ser a entrada  do “rancho” de algum fazendeiro milionário  texano.  Vai ver era o rancho do J.R.  ,do seriado “Dallas”!  lol

 Já esta  noite vamos dormir em Lubbock – uma das maiores cidades aqui no noroeste do  Texas;  nesta terra de gado, petróleo  ( e MUITO  fedor , arre!)  que os Americanos chamam de Panhandle.  ( O fedor é por causa do estrume das fazendas em volta e da produção de gás pela exploração do petróleo) . 

Bom, pelo menos amanhã já amanhecemos bem pertinho da fronteira com o novo México,  que ao contrário do Texas,  tem uma bela e pitoresca paisagem.  São quilômetros  e mais  quilômetros  de deserto, sem  ninguém em volta, nenhuma cidade,  nada.  E nesta época do ano, muitas partes vão estar cobertas de neve.  Definitivamente,  um  cenário hollywoodiano de filme de índios e cowboys.

--

Lubbock, na manhã seguinte:

Surprise,  surprise

No meio de tudo isto, imaginem que hoje de manhã,  ao irmos tomar café no “ Denny's” ( uma franquia bem popular em toda a América e que  serve um café-da-manhã bem básico…) , em  plena Lubbock, in the heart of the Texas Panhandle…  não é que topamos com um garçom super gente boa!

  O rapaz,  coitado,  deve ser o próprio E.T. da região : Negro e meio cheinho ,  com o cabelo tingido de um vermelho vivo ( penso que talvez ele seja gay),  ele falava francês super bem pois morou na França um bom tempo e antes de voltar para Lubbock ( onde mora com a mãe) , trabalhou para a Delta Airlines de Minneapolis,  acolhendo os passageiros do Canadá francês ( Quebec).  

Simpático, inteligente e cheio de joie-de-vivre, ele  adorou ter alguem com quem falar francês.  Então,  quando  lhe perguntei o que ele fazia em Lubbock, ele respondeu : “NADA.  Além  de comer, dormir e trabalhar, pois não tenho um único amigo por aqui…”   No wonder!

  Então eu lhe disse que ele devia ir conhecer New Orleans, pois ali ele se sentiria num pedacinho da França do século 19…lol  De fato, pensei,  aquele rapaz, ao invés de estar servindo ovos mexidos no Denny's  de Lubbock,  poderia perfeitamente trabalhar como concierge no luxuoso Hotel Monteleone de New Orleans!

 What a shame

Enfim,  espero que siga o meu conselho e pelo menos dê um pulo até lá, nem que seja  só para conhecer. Alguem como ele certamente combina muito mais com uma cidade turística e sofisticada como New Orleans, do que com Lubbock ,no Texas!

Ok,  esta era a nota que faltava para fechar este post.


Agora,  Santa Fé,  aí vamos nós e Happy Thanksgiving para todos!

 

P.S.  Se este post sair no Parada,  significa que sobrevivi ao ar infecto com cheiro de estrume e cheio de gases venenosos  do “Texas Panhandle” …







 

 

  

 

 

 

sinto-me: Feliz por voltar à S.F.!
publicado por Pâmelli às 00:50
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Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013

Na Terra dos Puritanos

Aviso aos navegantes:  Se você é o tipo de pessoa meio puritana,  religiosa ou desprovida de senso de humor e a capacidade de rir de si mesmo,  recomendo que pule este post e espere até o próximo –  que será sobre Washington ( onde eu estive neste último final de semana) , e  que alias,  terá muitas belas fotos.  Contudo, terá de aguardar alguns dias até eu ter novamente o tempo de vir aqui para postar

 

Introdução:   Às vezes parece que Deus está “ lá em cima”,  simplesmente criando situações  para se divertir às nossas custas.  De fato, o  Cosmo parece  um lugar bastante chato, solitário , escuro… , e um pouquinho de diversão de vez em quando deve ser mais do que bem vindo!

O post de hoje simplesmente PRECISA ser escrito.  Afinal daqui há alguns anos, talvez num dia chato e chuvoso ,quando  estiver me sentindo meio só ou entediada,  quem sabe eu não queira me lembrar  desse dia.  Então só o que terei de fazer é vir até o Parada Essencial e procurar nos tags “Vida” ou “diário” e reler este pequeno capítulo da minha estória.  Será como assistir à uma cena de um "clássico" WoodyAlleniano…

 

Background:

Ok,  vejamos por onde começo…

Como mencionei acima,  no final de semana passado seguimos mais uma vez para o estado de Maryland,  na costa leste,  para irmos ao casamento do sobrinho de meu marido. 

A cidade onde ficamos se chama Columbia e fica a uns 40 minutos de Baltimore,  onde meu marido cresceu.   Já o casamento mesmo,  foi em uma cidadezinha no campo  chamada Westminster . Um charmoso, embora  despretensioso,  “marriage à la campagne”…

Naturalmente,  como sempre faço quando vou para aquelas bandas sem graça de Columbia ( é lá que moram o meu sogro e sua segunda mulher),  dou minha escapulida , nem que seja de um dia, até Washington -  pois a capital americana fica a cerca de uma hora e meia de ônibus de lá  e,  believe me,  o sacrifício VALE A PENA.  ( Mas deixemos esta parte da viagem  para o próximo post…)

Bom,  então aí vai o resumo da minha “aventura” na terra dos puritanos  - pois afinal,  Maryland está a um passo de New England,  que é  a verdadeira  “terra dos puritanos” na América!

 

O Casamento:

Então, a cerimônia saiu como o  previsto;  num final de  tarde de sábado,  seguida de  jantar e festa.  O evento se deu em uma casa no campo,  bastante espaçosa e confortável – estes tipos  de casas que se alugam para eventos . O jantar foi no estilo  buffet, com uma comida simples mas digna,  e a decoração  do ambiente toda  em branco e roxo . Nada de  muito glamoroso , já que não se tratava do casamento de pessoas de posses.   Contudo,  tudo foi  muito decente,  com uma  simplicidade delicada e até um certo toque romântico,  já que foi  a própria noiva  quem preparou toda a decoração e os enfeites das mesas.  Imagine!

 

Após a festa:

Já passava das dez da noite quando pegamos o carro e voltamos ao nosso hotel em Columbia,  cerca de uma hora dali.  No caminho, lembrei ao meu marido que estávamos sem o nosso “gelzinho sexual” , lol – sim,  eu estou falando de KY!  Pois é,  esquecemos de levar.

-Paramos numa farmácia ao chegarmos em Columbia…- disse ele.

Well,  guess what….  Columbia NÃO TEM UMA FARMÁCIA!  E olha que estávamos hospedados no Sheraton, que é bem no centro de tudo,  inclusive do Mall.  Ok.  Nada de farmácia e já passava das 11 da noite.  Então avistamos um supermercado local – o Safeway.

-Que ridículo ter-se que ir à um supermercado às 11 horas da  noite para se pegar um tubo de KY… - pensei..

O supermercado estava completamente às moscas e com apenas uns dois caixas funcionando.

Seguimos para o setor da “pharmacy” ali e nada.  Tampouco no de "family planning" ( estes tipos de gel normalmente  estão ao lado dos preservativos).    Nada.  Ok.  Que tal o setor de "feminine care" ?  Tambem não.   

Ou seja,  dentro do TODO  o enorme supermercado,  não havia um único setor para se comprar nenhum tipo de gel da família KY ( ou outra marca qualquer) ou mesmo camisinhas!

Meu marido então foi perguntar ao caixa onde estavam os ‘condoms’ ( preservativos) -  pois sabíamos que se encontrássemos os primeiros,  os gels estariam no mesmo setor.  

Resposta:

“ Eles ficam trancados.  Mas posso ir com o senhor até lá para destrancar…”

 

Dá pra acreditar??   Pois continuem lendo pois ainda tem mais…

Eu,  que nunca vi nem ouvi falar nada parecido com isso , ( Nem mesmo em Varginha, Minas Gerais , onde mora o meu pai!!) , certa de que isto deveria ser um supermercado filiado  à alguma igreja,  virei-me para o meu marido e disse:

 

-Deixa pra lá.  Vamos procurar em  outro lugar.  Isto aqui CERTAMENTE não é New Orleans!!  ( Para quem não sabe, muitos Americanos consideram New Orleans a terra da perdição na América…lol)

Saimos do Safeway.  

Por estas alturas vocês imaginam que nós  deveríamos voltar para o hotel e simplesmente esquecer o assunto, certo?

Errados!  Agora estávamos determinados a ir até o fim.

 

-Não volto para o hotel sem o meu gel -  informei  ao meu marido,  só de pirraça.

 

Como em Columbia não havia mais nada aberto aquela hora,  resolvemos seguir até Ellicot City – uma cidadezinha vizinha,  a uns vinte minutos de distância.  

Nota: ( Eu tenho um casal de amigos do Rio -  ela chilena e ele um brasileiro /Americano – que mora em Ellicot City há alguns anos.  Na noite anterior, eles vieram nos encontrar em Columbia para jantar e ficamos batendo altos papos sobre nossos velhos tempos de Rio de Janeiro, nos anos 80 e 90, até de madrugada. Falamos também bastante sobre o Texas, incluindo o seu atraso,  a breguice e o provincianismo das pessoas. ( Muita gente na Costa Leste,  principalmente a medida que se vai chegando próximo de Nova Iorque, costuma ter o maior desprezo por lugares como o Texas…lol)

 

Mas voltando à nossa pequena aventura…

Próxima parada:  Ellicot City.   ( Eu já estava começando a me divertir com tudo aquilo pois estava me sentindo no meio de um filme do próprio Woody Allen…)

Afinal avistamos um outro supermercado, bem grande e iluminado, e igualmente às moscas aquela hora.

Nova pelegrinação pelos setores de “family planning”,  “feminine care” ,  “pharmacy”  e NADA! 

Havia apenas uma caixa trabalhando;  uma mocinha, e foi para ela que perguntamos:

“Onde está o setor dos condoms?”

Detalhe,  nós ainda estávamos vestidos para o casamento:  meu marido de terno e gravata e eu de vestido e pedrarias.  Um digno casal de meia idade.

A moça perguntou se tinha ouvido direito.  Se queríamos mesmo o setor dos preservativos

Meu marido confirmou .

Então ela disse que ia chamar o gerente,  que é quem tinha a chave do ‘cabinet’  ( Eu juro que não estou inventando isso) e ligou para ele, já  que se encontrava em outro setor.

Enquanto o homem não chegava,  meu marido continuou perambulando pelo supermercado completamente vazio, com a esperança de miraculosamente encontrar o que procurávamos ,  e eu fiquei conversando com a caixa.   A moça , muito animada e divertida com o par de ET’s de meia idade procurando camisinhas ( na verdade o gel KY) perto da meia-noite,  num supermercado totalmente  às moscas numa cidadezinha no meio do nada…,  confessou que “suas noites de trabalho não costumavam ser tão divertidas”.  

Eu lhe disse que morávamos no Texas e que nunca tinha visto ou ouvido falar de “trancarem os preservativos atrás de uma prateleira de vidro”.  Ao que ela me respondeu:

-Aqui nós trancamos porque senão eles são roubados.  As pessoas põem nos bolsos e saem sem pagar…

Que tal?

 

Nesse ínterim aparece o gerente.  Um homem enorme de gordo,  se arrastando nas suas pernas de brontossauro,   segurando um molho de chaves numa mão e ao mesmo tempo  nos informando que ‘aquelas não serviam’ , mas que ele ia procurar a chave certa…

( Juro que não estou inventando isso)

Eu gostaria muito de ter visto a minha própria expressão naquela hora , mas infelizmente não havia nenhum espelho por perto.  Pena.

A moça,  que já tinha virado minha camarada,  então se virou para mim e disse:

-Sabe,  tem uma Wal-Mart a duas quadras daqui.  Que eu saiba, ao contrário da maioria dos lugares por aqui,  eles lá não costumam trancar os condoms

 

Estão pensando que desistimos e voltamos para Columbia?

Nananinana.  Agora,  voltar para casa com o nosso KY era  uma questão de honra! 

No carro,  virei-me para o meu hubby e lhe disse:

-Deus realmente deve estar se divertindo muito conosco esta noite.  É como se ele estivesse assistindo à um filme do próprio Woody Allen.  Bem,  vamos ver como termina.

Assim que chegamos na Wal-Mart e entramos na gigantesca loja ( já prontos para recomeçar a peregrinação pelos aisles de ‘family planning” ,  “feminine care” , “pharmacy” etc…  , vimos logo ali,  a poucos metros dos caixas, um container imenso, cheio dos mais diferentes produtos em promoção  (pastas de dente, loções, giletes e guess what...  Um gel chamado “Warm Touch”! lol )   

-          Wow, - exclamei em português,  enquanto pegava o produto.  - olha só isso aqui!  Não é o KY, mas é o mesmo tipo de gel.  Diz até que ele ‘aquece’ .  Taí.  Palmas para a Wal-Mart!  Vamos comparar pra ver qual dos dois é melhor…

Foi aí que uma moça,  que se encontrava de costas para nós  próxima aos caixas , se virou  e exclamou

-Pâmelli!  Vocês por aqui ,  a esta hora??

Imagine!  Era a minha velha amiga de escola, do Rio,  com quem tínhamos jantado  na noite anterior em Columbia!  Ela e o marido,  que moram em Ellicot City,  tinham justamente ido fazer compras na Wal-mart aquela hora da noite…  Ele já tinha passado pelo caixa e se encontrava do outro lado,  com o carrinho cheio de compras.

-M! – foi a minha vez de exclamar.

-Eu ouvi alguém falando em português e olha só vocês por aqui…

Então eu lhe mostrei o que tinha nas mãos  e expliquei  como tínhamos vindo parar  na Wal-Mart,  em Ellicot City,  aquela hora da noite.  No caixa , meu hubby  acabava de pagar  pelo raro e controvertido produto na terra dos puritanos . Então seguimos os três para encontrarmos o seu marido do outro lado .  Enquanto ouvia o meu relato,  minha velha amiga mal se aguentava de tanto rir.

  

-E depois vocês dizem que o Texas é que é atrasado…  Lá pelo menos se compra camisinhas e KY em qualquer mercado, farmácia etc. e SEM tranca!

 

-Que estranho.   Eu não sabia que aqui era assim -  respondeu M.   – É o meu marido quem compra essas coisas…

 

Afinal nos juntamos à ele, que depois de ouvir sobre o nosso ‘ordeal’ e dar sua própria gargalhada,   nos informou que de fato só na Wal-Mart e no CVS  eles não trancavam os produtos.

 

-Mas eu não entendo por que alguem vai roubar uma coisa tão barata! – exclamou minha amiga.  Tem coisa muito mais cara para se roubar nos supermercados…

 

-Eu sim.  -  respondi. -  O problema não é a falta de dinheiro.  O problema é a cabeça de puritano do povo aqui,  que fica com vergonha de pagar pelo  produto na hora de passar pelo caixa.  Então prefere roubar.

 

- Deve ser isso mesmo.  E os  supermercados acabam tornando a coisa ainda mais constrangedora  ao forçar as pessoas a pedirem para destrancarem o “condom cabinet” e assim , se exporem ainda mais!

 

-E nós, ontem que falamos tanto dos filmes do Woody Allen, heim,  e do ótimo “Blue Jasmin”! – concluí. Este episódio, com certeza,  poderia ser uma cena de um dos seus  filmes...

 

Todos concordaram comigo.

--

 

Conclusão:

Bom,  pelo menos fomos pegos “ com a boca na botija” pelos meus  velhos amigos de infância,  um carioca e uma chilena, que viveram boa parte de suas vidas no Rio , assim como eu,  e que de puritanos não têm nada, lol. Pior seria se tivéssemos topado com o pastor que casou os dois pombinhos algumas  horas antes, a  poucos quilômetros dalí!

Enfim, no final tudo virou uma grande piada. 

 

Pois é, minha gente.  O fato é que  em New England e arredores, uma conhecida minha da Pennsylvania - que é  childfree –   jamais poderia se divertir às custas de algumas mega-famílias como ela já me confessou ter feito algumas vezes ao ir ao supermercado. ( Ela diz que quando vê uma família cheia de pimpolhos,  costuma, só de sacanagem,  pegar uma meia dúzia de camisinhas e jogar dentro do carrinho  entupido de compras da mamãe , quando esta e o marido estão distraídos  pegando algo  das prateleiras.  Depois ela segue o pessoal  discretamente até o caixa e vê a reação dos pais quando começam a colocar os produtos na esteira e de repente topam com os preservativos…lol )

 

Não em Maryland, chérie.  Aqui,  é tudo debaixo  de CHAVE !

Quer dizer,  quando o gerente da loja  encontra a chave…         

 

 

sinto-me: Divertida com os puritanos
publicado por Pâmelli às 22:12
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Sábado, 13 de Julho de 2013

Relembrando o Método Silva

 Esta semana estou em Houston para um curso de quatro dias.

Alguem ainda se lembra do Método Silva de Controle Mental??  Lol  

Bem,  se você já existia nos anos 80 ou começo dos anos 90, deve se lembrar , já  que o método era super famoso então.  Naquela época eu fiz o meu primeiro curso, ainda no Brasil.  Agora  resolvi refrescar a técnica - principalmente a da meditação, para relaxar.

 

Eu vinha andando bastante ansiosa e cansada nestes últimos tempos;  daí fui ao médico e descobri que estava com a progesterona baixa e a tiróide lenta. ( Pois é, eu estou "naquela idade" , a do menosprezo , oops,  quer dizer, da perimenopausa). Anyway,  comecei um tratamento a base de suplementos naturais , alimentação e programa de exercícios específicos para o meu caso , and  guess what, já melhorei 90%! {#emotions_dlg.smile} 

Mas o “tratamento natural” tambem recomendava algum tipo de técnica de relaxamento  -  ioga ( que eu não suporto!) ou meditação.  Foi aí que me lembrei do antigo Método Silva.

 

Quanto à  Houston, que fica a três horas de carro de Austin…  Como já escrevi  algum tempo atrás,  a cidade ( pelo menos a parte que eu conheço, que é a região onde fica o  Museu de Fine Arts e o bairro da Galleria…)  é  a cara  do belo bairro dos Jardins em  São Paulo!   Digamos que Houston é “ a São Paulo do Primeiro Mundo” , lol -  muito classuda,  luxuosa,  sofististicada mesmo,  e com ótimos museus e restaurantes. (Assim como  S.P.) . A diferença é que aqui  as pessoas podem andar nas suas com  seus relógios e  jóias normalmente ,  sem culpa, sem medo  e principalmente sem correr risco de vida!  (Needless to say,  não existem favelas, nem pedintes,  nem crianças abandonadas perambulando pelas ruas de Houston – alias,  em nenhuma cidade nos E.U. ,  e olha que já viajei bastante por aqui…)

 

Já o hotel onde estou hospedada, é o mesmo onde o curso  do Silva Method  está acontecendo. Chama-se Indigo. É  moderno mas aconchegante,  charmoso,  limpíssimo … E fica  a dois passos do Galleria Shopping! ( Que diga-se de passagem,  é simplesmente fantástico de dá de mil em qualquer shopping de Austin). 

Nota:  Pra quem tem grana mesmo ( que não é o meu caso…),  há alí todas as lojas de griffes famosas do mundo -  Louis Vuitton, Chanel, Versace, Dior, Gucci  etc..  Já para o resto dos mortais,  resta o consolo das outras lojas  (bem mais em conta), a praça de  alimentação, o rinque de patinação no gelo e vários restaurantes decentes.  Em especial,  recomendo o “Café”  na Nordstrom,  que é excelente,  bonito e confortável,  além de ter os preços bem razoáveis.

 

Quanto ao curso em si...Tenho gostado bastante e,  é claro,   passado MUITO tempo "em Alpha"! Lol

Algo definitivamente muito bom para o corpo,  a mente ,  e também os  hormônios...{#emotions_dlg.smile}

 

 

1)

Chegando em Houston , de ônibus. O momento brega da minha viagem - já que não dirijo em estrada...

 

2)

O Galleria Shopping.  O momento classy da minha viagem .{#emotions_dlg.default}

 

 

 

 

 

 

sinto-me: Inspirada pelo Silva Method
publicado por Pâmelli às 04:23
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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013

O curso que saiu pela culatra

Categoria de post:  desabafo

 

Puxa,  faz séculos que postei algo no blog pela última vez!

Depois que voltamos da França,  já comecei  (e , thank God!)  estou quase terminando  meu primeiro curso de verão na U.T. -  um curso de “antropologia”  intitulado “ Política de raça e violência no Brasil” .  (Ai.   Já deu pra sentir o drama, né?)

Eu poderia ficar uma hora aqui só escrevendo sobre isso.  Mas o resumo é o seguinte: Depois daquele curso penoso e chatérrimo  de latim,  pensei em seguir um cujo o assunto eu  já “conhecesse razoavelmente”.  A idéia era levar a coisa de uma maneira mais light (mesmo que o tema  não fosse exatamente um romance à la Jane Austen…) e ganhar mais  3 créditos para o meu minor,  que afinal,  é Antropologia. Wow , ledo engano!    

Mas, como é que  eu poderia imaginar que, numa universidade Americana,  texana,  eu  toparia justo com  uma professora  TOTALMENTE radical,  petista, e 100% pró-favelados brasileiros?? {#emotions_dlg.barf}

 

Ok,  a moça é inteligente,  doutora , preparada… Mas , talvez por ser uma Americana  negra ,  vê racismo e preconceito  em TUDO!  Chega a ser paranóica.  Pior:    Os textos e artigos que nos faz ler são,  em sua maioria ,  escritos por “ scholars”  brasileiros, igualmente radicais, petistas e pró-favelados! (Há uma ou outra exceção).  Alguns,  apesar de seus PhD’s , são pessoas  visivelmente frustradas e complexadas; aqueles típicos intelectuais falidos, que pouco trabalham e muito estudam – e que DETESTAM  “pessoas que usam sapatos italianos e pisam em chão de mármore nos apartamentos dos  Jardins Paulistas”.     

Em suma,  o curso tem sido um outro martírio pra mim, que sou obrigada a ouvir a professora ensinar em classe que “todos os policiais no Brasil são criminosos e frequentemente membros do esquadram da morte” ;  que lugares como o Morro do Alemão não são favelas, e sim ‘bairros’ do Rio de Janeiro;    que a Baixada Fluminense não é um lugar perigoso;  que o BOPE é composto por  policiais sanguinários , que matam o povo inocente das favelas a torto e a direito;  ,  que o governo brasileiro vem sistematicamente,  desde os tempos da abolição, praticando o “genocídio” contra os negros no Brasil, entre outras coisas,  “esterilizando mulheres negras sem o seu conhecimento” ,  e por aí vai.   

Eu , é claro que não ouço essas barbaridades calada e ontem mesmo  soltei o verbo , quando não aguentava mais ouvir tamanha  apologia das favelas e dos “coitadinhos” dos favelados.  Então virei-me   para a a turma e disse:

“Minha gente,  eu cresci num bairro bom,  classe media ,  da cidade do Rio de Janeiro.  Não cresci no meio de tiroteio , nem de traficantes.   No entanto , como mesmo os bairros bons no Rio estão rodeados de favelas por todos os lados,  já fui atacada e assaltada mais de uma vez ao sair ou voltar para casa.  Mais:  todos os meus amigos e conhecidos,  já foram igualmente  assaltados pelo menos uma vez.  Vocês acham isso normal?? Pois esta  é a realidade da classe media no Brasil.    Acontece que nós lá,  ao contrário de vocês aqui nos  E.U.  , não temos uma segunda emenda em nossa Constituição,   que nos dê o direito de  comprarmos  uma arma e dar um tiro na cara de um ladrão que esteja invadindo  nossa casa,  para nos  assaltar, nos  estuprar ou quem sabe assassinar.  Tudo o que nós,  a classe media no Brasil ,  podemos fazer para nos proteger,   é colocar  uma grade de ferro envolta de nossas casas,  comprar um cachorro e rezar! “ 

O silêncio na sala foi total.  A professora reconheceu que eu tinha o meu ponto de vista, embora não tenha tomado o meu lado. ( Afinal ela está convencida que quem não é favelado no Brasil,  só pode pertencer a elite branca,  racista e opressora)

 

Outro dia  a "antropóloga ativista" nos mostrou  um pedaço do Show da Xuxa, numa cena que fazia troça de um casal de caipiras e uma negra. O  quadro, que era completamente  ridículo,  racista e de mal gosto, era para ser  ‘engraçado’.  Então ela  completou dizendo que “ milhares de brasileiros assistem e adoram o  programa” .  Eu repliquei dizendo que o show da Xuxa era igual ao do Jerry Springer nos E.U. – ou seja,  um programa visto principalmente por gente sem instrução e  de gosto bem duvidoso.     Ela revidou dizendo  que  “ pelo menos 80% dos brasileiros assistiam” , ao que eu respondi que   ‘não duvidava,  já estávamos falando de um país do terceiro mundo..’   e por aí vai. 

Enfim,  esse é o curso no qual eu me inscrevi , pensando que iria ter um break nesse verão.   Um verdadeiro tiro que saiu pela culatra!

 O jeito agora é esperar e rezar pro próximo ser mais agradável  , ou pelo menos neutro , lol .  O tema será sobre o Oriente Médio -  então só pode ser melhor!!

 Só espero desta vez pegar um professor árabe ,  original do lugar  -  e não um outro Americano   transplantado,  fazendo trabalho etnográfico nos piores antros do país e depois querer vir nos ensinar  o quão” injusta, horrível e permeada de racismo e injustiça é a vida de alguns pobres diabos por lá.”

E quanto a classe media?  Onde é que estão os seus aliados e defensores??   

 

sinto-me: Enervada
publicado por Pâmelli às 14:15
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