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Parada Essencial

Benvindos ao "Diário politicamente incorreto da Pâmelli" - uma brasileira/americana childfree, residente nos E.U.A. desde 2003 Viagens, cultura, desabafos e muito mais!

Parada Essencial

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Bye, Bye Veja Brasil

Pâmelli, 01.06.12

 

Este ano,  depois de mais de quatro anos de leitura dedicada e ininterrupta, resolvi  cancelar minha assinatura da revista VEJA.  Pois é. Justamente eu,  que adorava a revista , sempre bem escrita e informativa.  De fato,  mais de uma vez até vim ao Parada escrever um post sobre algum artigo que tinha lido por lá.

Acontece que neste começo de  ano,  a VEJA me decepcionou em duas frentes: primeiro , com a desculpa de que "alguns leitores no exterior ( pelo menos aqui, nos E.U.A...)   estavam reclamando da demora da entrega das revistas" , passou  a usar o sistema de UPS de entrega ( que é mais caro) e com isso,   simplesmente,  assim,  sem mais nem menos,  aumentou o preço da assinatura anual  de  duzentos e poucos dólares ( que já não era exatamente “baratinho”…) , para mais de $ 500!  Isso mesmo.  Mais do que o dobro, ou seja:  um aumento de mais de 100%!     E isso, detalhe,  num país onde,  DIZEM,  que a inflação de 2011  ficou em torno de 6,5%... Humph.  Segundo,  ao interrompermos nossa assinatura, diante de tamanho ROUBO ( a palavra é essa mesma),  o que eles fazem?  NADA.   Sequer uma carta  tentando saber ao menos porque  o leitor parou de assinar,  uma contraproposta,   quem sabe uma promoção no futuro.  Nada.  NienteRien.   

 Quer dizer, simplesmente deixaram um velho e fiel cliente sumir no pó !   Um cliente,  diga-se de passagem,  que mora há anos no exterior , e que por estas alturas,  já nem deveria mais assinar qualquer revista brasileira!   Aliás, eu duvido muito que tenham tantos brasileiros por aqui  assinando  revistas do Brasil e pagando em dólar por elas.  Quando muito, o povo assina a Globo Internacional. Por isso mesmo,  a meu ver,  estes poucos leitores fiéis e morando tão longe , deveriam ser tratados com um pouco mais de consideração.

 

Mas a  verdade é a seguinte: É típico do brasileiro ,  não estar nem aí pro cliente – principalmente para o cliente , QUE DEIXA DE SER CLIENTE.   Os comerciantes brasileiros  não têm o menor interesse em cultivar o antigo cliente;  aquele que sempre foi fiel,  consumiu regularmente o seu produto e fez propaganda para os amigos.  Só o que importa é o de HOJE e AGORA  e o seu  lucro imediato.    Como diz o outro :  “A fila anda!”. 

Isto alias, me lembra do que uma amiga minha do Rio me contou há alguns anos:   Ela,  que fora uma cliente fiel ( e bastante consumidora!) da loja FOLIC ,  ( pra quem não sabe,  a Folic é uma loja de roupas femininas  boas e caras no Brasil…) há ANOS, e que sempre era atendida pela mesma vendedora ( que , certamente recebia comissão sobre as vendas)…  Pois bem,   um belo dia,  ao voltar na loja poucos dias após ter comprado uma calça comprida bastante cara ,  que , segundo minha amiga,  “rasgara de cima a baixo justamente no TRASEIRO,  na primeira vez que a vestiu ( detalhe,  minha amiga não é gorda!),   o que é que ela ouviu  da vendedora:

 

-Esta era a última que tínhamos.   Você pode escolher outra coisa na loja…

 

Minha amiga respondeu que não queria outra coisa pois não estava precisando de mais nada.  O  que  ela queria, era ficar com o crédito  para uma futura  compra.   Pensa que conseguiu?    Aquela mesma moça,  sempre tão prestativa , que puxava o seu saco há anos  e lhe sorria toda vez que ela entrava  na Folic , simplesmente  lhe fechou a cara e foi atender outra cliente. 

Desde então , minha amiga nunca mais voltou na loja .

 

Já o Americano pensa e age completamente  diferente.  A satisfação e a preservação do cliente antigo,   já conhecido e confiável,   é a coisa mais importante.   Não “ queimar o filme” com ele, essencial.   Vamos à alguns exemplos  que eu mesma já vivenciei,  sempre que lidei com empresas, lojas ou  companhias americanas ,  tanto quando ainda residia no Brasil, como hoje em dia , aqui em Austin, Texas.

 

1)      Me lembro quando ainda morava no Rio e durante seis meses fiz a assinatura da TIME Magazine.   Pois bem.   Passados os seis meses ,eu não refiz a assinatura  ( já que dentro de poucos meses estaria seguindo para a Europa, onde iria passar um semestre estudando).   Bem,  guess what : Durante pelo menos uns DOIS  meses,  me lembro que a TIME continuou  me enviando exemplars da revista, DE GRAÇA ,   além de novas opções de assinaturas,  novos planos de pagamento parcelados etc.  Isso  durou vários meses!

 

2)      Sigamos  agora para a excelente e chiquerésima  loja de utensílios domésticos “Williams & Sonoma”, com franquias por todos os E.U. e uma filial  aqui do shopping de Austin.   Eh bien,  há cerca de uns três anos atrás,  minha mãe me comprou na loja  uma COLHER  ( isso mesmo,  uma simples colher…) com braço  de aço inoxidável e a ponta de plástico,  para cozinhar molhos, sopas etc.   A colher deve ter custado perto de $20 dólares – bastante cara para uma simples colher -  mas a coisa era realmente de boa qualidade e é claro,  comprada  na famosa  “Williams&Sonoma”, lol.

         Pois bem,  poucas semanas depois,  a parte  de plástico da colher soltou e eu,  apesar de indignada,  resolvi  esquecer o caso.   Seis meses depois, contudo,  quando minha mãe voltou a nos visitar ( naquele ano ela veio duas vezes) e soube do ‘caso’ ,  um dia ao falarmos do assunto com meu marido ele replicou:

 

-Voltem lá , digam o que aconteceu e eles lhes darão uma colher nova.

 

Eu tive de rir.  Ora essa,  até parece!  Já havia se passado meses desde a compra,  nós nem tínhamos mais o recibo ,  e além do mais,  tratava-se apenas de uma  colher !  -  mesmo que fosse uma colher “metida” , lol . Mas minha mãe resolveu seguir seu conselho e voltou  à ‘Williams&Sonoma’, com a colher decapitada, e lhes explicou o ocorrido.   Adivinha o que aconteceu?   Troca imediata,  pedido de desculpas e nem se importaram dela não ter mais  a nota de compra!

 

Por fim,   meu ultimo caso , e talvez o mais emblemático: 

Minha loja de departamentos preferida aqui é a Nordstrom,  com filiais em todas as principais e grandes  cidades americanas. 

A Nordstrom é uma bela loja, muito classuda,  com pianista no lobby e um  excelente café no estilo dos que se vê nas  elegantes lojas de departamentos na Europa.  A comida alí, alias, é ótima. ( Na filial aqui de Austin,  tem um prato de ‘salmão ao molho de gazpacho’ que é de você comer rezando! Lol) .

Apesar disso tudo,   ao contrário de  outras lojas de departamentos de "peruas e patricinhas de nariz empinado"   ( tipo “Neuman Marcus”, por exemplo),  a Nordstrom  não tem APENAS  produtos de griffes  famosas e caríssimas.  Tudo alí é excelente,  mas existe  também muita coisa a preço  razoável.  Sem falar que,   há sempre promoções e as vendedoras são  gentis e prestativas.

 

Pois bem,   há cerca de dois anos eu comprei uma sandália muito bonita e não exatamente barata  (($100) para padrões americanos  ( sempre lembrando que por aqui, as coisas são MUITO  mais em conta do que no Brasil…),  que eu amei a primeira vista.  Era de couro,  com algumas pedras em azul turquesa. 

O fato é que eu usei  esta sandália durante uns dois  meses – MUITO.   Afinal ela era confortável,  bonita e dava com tudo.  Mas aí aconteceu uma coisa:   a parte de couro ( as tiras que seguravam a sandália) começaram a ceder e logo eu não pude mais andar com elas sem que elas ficassem sambando no pé!

Fiquei chateada e uma noite, ao jantar,  ao mencionar o caso para o meu marido, mais uma vez ele me saiu com:

 

-Volte lá, que eles lhe darão outra.   Afinal, quanto melhor a loja,  maior é a chance deles fazerem a coisa certa, pois não querem perder a cliente.

 

Então no dia seguinte lá fui eu,  de volta ao Mall e ,  já sem a nota de compra depois de tantas semanas,  mostrei a sandália com o couro cedido para a vendedora no setor dos sapatos lhe dizendo:

 

-Está vendo o que aconteceu com a sandália que eu comprei aqui recentemente?   ( Eu não lhe disse que já fazia dois meses,  mas mesmo assim ,  sem nota de compra , que diferença podia fazer??  O mais provável, pensei,  era que ela não aceitasse a troca...)

 

Oh,  I’m very sorry to hear that…  ( Sinto muito em ouvir isso…) - foi o que a moça me respondeu.   E acrescentou:  Você quer seu dinheiro de volta ou deseja trocar por uma sandália nova?

 

Assim que me recompus da surpresa  ( afinal, brasileiro, mesmo morando fora há anos, não está acostumado a  tanto!),  ao olhar em volta na loja  e ver que ainda restavam alguns exemplares da minha querida sandália de contas turquesa ,  resolvi  arriscar uma segunda tentativa :

 

-Acho que prefiro uma igual , nova.

 

E assim foi.   Eu troquei por uma novinha em folha , depois de ter usado a ‘velha’  durante mais de dois meses!   E dessa vez a sandália durou uns bons dois ou três  anos. ( Sim, eu realmente a adorava e só me livrei dela depois que ela já tinha quase se decomposto! Lol).

 

Moral da estória:   Eu continuo comprando e frequentando a Nordstrom mais do que nunca e sempre que posso digo e repito:  isto é uma loja de classe e que respeita realmente o consumidor.  O mesmo eu digo sobre a “Williams&Sonoma” .

 

Já quanto à revista Veja ...  BYE, BYE!  Agora,  só quando minha mãe vier de férias e me trouxer um ou outro exemplar – de graça.

 

Minha próxima assinatura?  

Será ou da  "National Geographic" ou então da revista  “Archaeology” .   Ambas excelentes - e thank God,  Americanas.

 

 

 

Massacrando o português

Pâmelli, 19.04.12
 

 

( A Mônica ainda existe??   Faz tempo que estou fora do Brasil e já nem me lembrava mais...lol)

 

Volta e meia um amigo no Rio  me envia um texto que eu simplesmente tenho de colocar no Parada!  

Voilà o último que recebi {#emotions_dlg.smile}:

 

"SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA"

 

O Diário Oficial da União adotou o vocábulo  “presidenta”  nos atos
e despachos iniciais de Dilma Rousseff.
As feministas do governo gostam de “ presidenta” e as conservadoras
(maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão ( afinal os veículos de comunicação têm a
ética de escrever e falar certo).

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma.  Ela  quer ser chamada
de Presidenta e  ponto final.

Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
intitulado “Olha a Vernácula".

Vejam:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
mendicar é mendicante.

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é
PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz a estudante, e
não "estudanta"; se diz a adolescente, e não "adolescenta"; se diz a
paciente, e não "pacienta".

Quer dizer,

 
"A presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
pacienta  e nada eleganta.  Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, com suas ideias  barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
português, apenas  para ficar contenta e parecer mais  inteligenta e menos jumenta.”

 

P.S.   Sorry  se isto ofende a "sensibilidade" de alguns petistas, but for my part,  it made my day!! lol

 
  


--

 

A oncinha de Jundiaí

Pâmelli, 23.09.11

Nestes últimos dias esta  coisinha fofa foi resgatada pelos bombeiros durante um  incêndio na Mata Atlântica  nos arredores de São Paulo .  Ela agora se encontra em um centro de recuperação de animais em Jundiaí ( interior de São Paulo).   

A figurinha tem cerca  de dois meses e foi encontrada na mata,  ao lado da mãe morta pelo fogo.

Agora está sendo cuidada, mas infelizmente  terá de viver o resto de sua vida em cativeiro pois sem  os ensinamentos da mãe, não poderá mais aprender a sobreviver ( e caçar!) no meio selvagem.

 

Assim que vi a reportagem no Jornal Nacional , pensei:   este filhote sobrevivente de Jaguatirica ( uma   espécie em extinção) deveria se chamar VIDA {#emotions_dlg.smile} e levada para o ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO ( a capital)  -  o antigo SIMBA SAFARI . Este é  o maior do Brasil e considerado um dos 10 melhores do mundo.  Aliás,  é o único na América Latina onde os animais podem ser vistos SOLTOS em seus habitats.

 

Quando criança nos anos 70,  fui ao Simba Safari com meus pais e nunca mais me esqueci da experiência.  As grades são colocadas nas janelas dos carros, ( ou seja,  quem fica dentro das jaulas somos NÓS!) , pois é neles que percorremos os habitats dos animais , que vivem soltos, no meio da natureza.  Não é um zoológico {#emotions_dlg.sad} (eufemismo para : 'Penitenciária de Animais Inocentes' !) ;   é na verdade  um mini-safari...

 

Leitores do Parada e amantes dos animais,  ESCREVAM UM E-MAIL  à administração do Zoo em São Paulo e peçam para que  a oncinha  seja levada para lá pois este será o melhor lugar onde ela poderá viver em cativeiro.   Eu já mandei o primeiro.

 

Eis o endereço eletrônico:  administraçãozoo@zoologico.sp.gov.br

 

Para ler mais sobre o lugar,  vá para www.zoologico.sp.gov.br/zoosafari 

 

P.S.  Se forem estrangeiros, mandem seus e-mails em inglês, não importa.   Com certeza vai ter gente por lá que lê em inglês.  Afinal estamos falando de São Paulo , Capital. 

 

Vamos torcer para um final feliz para a pequena VIDA!!  ( O nome eu acabei de inventar, mas quem sabe ele não pega?? lol )

SENNA, 17 anos depois ...

Pâmelli, 18.09.11

Após muitos anos,  a Fórmula 1 vai voltar aos E.U. and guess what...

A cidade escolhida para o Grand Prix americano será a capital do Texas,  Austin! 

 

Já há algum tempo há uma grande controvérsia por aqui , com aqueles TOTALMENTE  a favor da idéia...E outros que pensam que ‘corridas de carros barulhentos e poluidores não combinam com o espírito desta  cidade''.

 

Pra mim,  pessoalmente,  sou indiferente ao assunto por duas razões:  Primeiro;    penso que o crescimento e desenvolvimento de Austin  agora não têm mais volta.   Gostem ou não,  hoje  Austin  é uma grande cidade, cheia de gente,  de trânsito, de prédios altos , shoppings,  viadutos e freeways.  Continua , e vai continuar, crescendo.  Quer dizer: aquela  cidade de 20, 30 anos atrás... Pequena e meio provinciana , cheia de áreas verdes e com uma famosa universidade,  já era!  Get over it. ( Ok,  as áreas verdes e a Universidade do Texas  ainda existem...)    

A segunda razão de minha indiferença com a vinda da F1 para cá é de origem pessoal:    minha paixão pelas corridas  morreu exatamente no dia Primeiro de Maio  de 1994 , quando o Senna bateu naquela fatídica curva da Tamburello.   Desde então,  nunca mais assisti à nenhuma corrida e hoje em dia não sei  o nome de um único  corredor.  ( Na época, com recortes de jornais em uma pasta -  incluindo uma foto autografada do Senna-  eu sabia TUDO sobre o esporte: quem eram os pilotos, suas nacionalidades, quem era campeão e quantas vezes,  as escuderias, os motores etc ).

 

Anyway,  o fato é que com todo esse burburinho aqui por conta do Grand Prix dos E.U. em  2012,  o  documentário  ‘Senna’ , do diretor Asif Kapadia,  que entrou em cartaz há pouco mais de um mês,  está BOMBANDO ! ( Pelo menos em Austin, a futura "sede" da F1 nos E.U...)    Aliás, hoje faz exatamente  quatro semanas  que estreou na capital texana e  as salas continuam lotadas. 

 

Estranho  é que  o filme não tenha feito sucesso no Brasil, onde passou há quase um ano.

Pelo que lí,  foram pouco mais de 200 mil expectadores... Mas tambem,  brasileiro não tem o hábito de ir ver documentário no cinema.  E costuma ESQUECER – dos "bons",  e principalmente dos SALAFRÁRIOS!

Quer dizer,  muita  gente por lá não deve nem  mais  se lembrar de quem foi Ayrton Senna...{#emotions_dlg.sad}

 

O fato é que 17 anos depois,  muitos americanos que nunca ouviram falar de  Ayrton Senna , agora têm a oportunidade de conhecer um pouco da vida e da incrível  carreira do genial piloto brasileiro.

 

Abaixo,  alguns comentários do pessoal que foi à pré-estréia do filme no mais novo e badalado cinema de Austin  ,  o Violet Crown.  

(Aliás, o lugar é uma delícia,   com um restaurante e bar  anexos - e dentro da sala  as poltronas têm  mesinhas, 'no estilo avião' ,  pra quem quer comer vendo o filme.  Há inclusive  pontronas do tipo 'espreguiçadeiras', com apoio para os pés! lol

 

 Nota:  Eu tambem estava na noite da estréia e apareço  (de blusa e casaquinho claros) mais séria do que de hábito,  pois tinha chorado muito durante a projeção...

 

 

Para ver o vídeo,  clique neste endereço:   http://www.theaustingrandprix.com/news/   e procure  o título  'Senna returns to Austin'.

 

SENNA,  ontem, hoje e sempre!!

 

 

 

Viagem improvisada ao Brasil

Pâmelli, 21.08.11

Categoria de post:  diário/viagem/turismo

 

Pois é, demos uma escapulida de última hora  e aqui estamos gastando os últimos dias que ainda temos de férias. 

Nossa chegada em São Paulo ( mais de 9 horas de voo do Texas) foi seguida de outra viagem ( mais 6 horas)– dessa vez de ônibus , até Varginha,  no interior de Minas Gerais.   Ufa! 

Como  bem podem imaginar , chegamos em Minas  ACABADOS  -   além de literalmente  fedorentos!

É que o ônibus era do tipo  ‘pinga pinga’  ( que vai parando em todos os buracos no interior e pegando  a mais braba  peãozada…)    e pra completar a desgraça,  bem ao nosso lado sentaram três  cachaceiros cheirando a pura carniça!  No kidding.   Me senti a própria Fernanda Montenegro viajando de ônibus em ‘Central do Brasil’’!   Como diria o Sebá ( alguém ainda se lembra dele??) :   Chose de loque,  Madalena! 

 

Anyway,  apesar de nossa chegada nada glamorosa à ‘Princesinha do Sul’  (assim é conhecida Varginha em Minas;  já no resto do Brasil,  ela  é a 'Cidade do E.T. ' lol)  ,  o  almoço dos 80 anos de meu pai foi bastante agradável, além de  prestigiado  por toda a família .   Aliás foi esta a razão de termos ido  ao Brasil este ano e nesta época.

 

Depois o Rio:

Já faz alguns dias  que estamos  aproveitado o ‘inverno’ na capital carioca. 

A surpresa agradável  foi ver que  o  ‘inverno’ aqui é como se fosse um  verão agradável - o céu tem estado azul todos os dias e a temperatura  girado em torno dos 24 graus.   Nada mal ( principalmente para quem tem sempre pego chuva  no verão e na primavera, todas as últimas vezes que viemos ao Rio) !

Nossa programação aqui é simplesmente acordar cedo e caminhar na Praia de Copacabana,  rever os amigos e parentes e aproveitar a boa comida.   Já devo ter engordado uns dois quilos, but what the hell. Bem, pelo menos tenho caminhado uma média de 7 quilômetros todos os dias. ( Só a Praia de Copacabana  tem cerca de 4!) Coisa boa e saudável, que ninguém faz nos E.U…

E agora,  algumas fotos dessa nossa  mais recente ( e a mais curta de todas!)  escapulida  até  o Brasil.

 

 

 1) Praia  de Copacabana, no bairro do mesmo nome.  ( O cenário é do meu livro, 'Copadrama' -a Brazilian Tragicomedy' lol)  É lá que sempre ficamos pois é onde mora minha mãe.

O melhor é sair bem cedinho para caminhar pela areia , entre 8 e 10 da manhã, de preferência durante a semana quando tem menos gente e ninguem jogando frescobol em cima de você. ( Eta coisa pra me irritar -até porque a bola sempre dá um jeito de vir bater em mim!! {#emotions_dlg.evil})

 

 

 2)  O bom de se ir à praia no Brasil - ou pelo menos nas praias do Rio...- é isso.  Em termos de Homo Sapiens ,  alí  vê-se de TUDO : Gente gorda, gente magérrima,  gente pelancuda, gente com cicatrizes horrorosas , faltando um braço ou perna... E o melhor é que ninguem se incomoda, se ofende ou acha ridículo.  As mulheres  ( independente da idade ou corpo) TODAS usam biquínis  ( geralmente minúsculos)  e caminham numa boa ao longo da orla.   Já aqui nos States  a maioria das mulheres que já passou dos 35 usa mesmo é maiô inteiro ou então aqueles biquinis  MONSTROS no estilo anos 30.  Depois dos 50 então...esquece.  A maioria nem vai à praia !   

Nota:  a carioca de cima devia  estar beirando os 70 anos ( velhésima de rosto!) ;  já a de baixo devia estar lá pelos seus 50 e muitos e como vêem,  era  muito 'bem nutrida'.   THAT's   Rio folks!

 

 

3) Vida saudável:   Hidroginástica  no final do Posto 6 ( ao lado do Forte de Copacabana) para as pessoas  da meia e terceira idade..  Pelo visto o pessoal só não tem aula em dia de ressaca...  

 

  

 4) Ainda na Praia de Copacabana, o elegante e tradicional Copacabana Palace.  Uma das poucas coisas 'européias' que ainda resta no Rio...

 

 

5) E os hotéis Marriott e o antigo Méridien ( infelizmente comprado e agora chamado de 'Windsor'). Dois  lugares onde 'cenas inesquecíveis'  se passam no meu romance do   'Copadrama' , lol. 

 

6) No Leme ( no outro extremo do Forte de Copacabana ),  o famoso Quiosque dos Gays da novela 'Insensato Coração'.  Quando chegamos lá ( já pelas 10:30 da manhã ), soubemos que  tinham acabado de filmar um dos capítulos  e já  retirado os enfeites do arco-íris ...{#emotions_dlg.smile}

 

7) Após uma longa caminhada,  um pit-stop mais do que merecido em um dos quiosques, com direito a água de côco e desinfetante para as mãos . lol  ( Eu sempre levo um dentro da bolsa)

 

8)   

Já nas ruas da cidade,  os bueiros estão com suas instalações defasadas .  Já foram mais de 28 explosões desde o começo do ano - e o carioca,  gozador de tudo por natureza,  decorou vários deles ou com um ponto de interrogação,  ou  com uma bomba prestes a explodir. 

O jeito é rir , pra não chorar... 

 

Impressão, dicas e conclusão final:

 O Rio,  fora de temporada  ( o verão, as férias e o Carnaval...) é bem melhor pois tem menos turistas e a maioria dos cariocas está no trabalho ou nas aulas.   A cidade parece menos tumultuada e estressante.  O mar, bem mais limpo.  O sol,  gostoso, não te  racha a pele mas apenas lhe dá um bronzeado colorido. 

 O 'outono' ou 'inverno' ( meses de junho à agosto) são as melhores estações para se estar lá.

Minha dica:  Acorde cedo e aproveite a praia durante a semana antes das 11 da manhã.

 

Conversando com os cariocas que , ao contrário de mim,  não desistiram de sua cidade e continuam morando nela...,  parece que com a pacificação das favelas mais perigosas,   'a coisa melhorou bastante '.  ( Pelo menos é o que ouvi de mais de uma pessoa ).

Pode não ser a cura definitiva  para a doença que aflige o Rio há tantas décadas, mas  já é um coquetel poderoso que permite que se continue  vivendo com ela,  com relativa qualidade de vida e ainda por muitos e muitos anos...

 

Que país é ESSE ??

Pâmelli, 24.06.11

Categoria de post:  Denúncia/desabafo/vergonha

 

Hoje ,  celebrando o fim do meu  abominável curso  de ‘Composition 1’  do ACC , no qual tivemos de aprender , entre outras coisas,  como  citar corretamente  os dizeres de um autor ao escrevermos o nosso próprio texto… , resolvi vir ao ‘Parada’ para deixar alguns quotes (muito inconvenientemente verdadeiros, diga-se de passagem…)  que andei lendo por aí  nesta última semana.

 

Em seu ensaio  “O ministro não conta”   na  VEJA de 8 de junho, por exemplo,   J.R. Guzzo nos diz que ( e pros diabos com as regras de Professor S. , que isto aqui é apenas um blog! ) “Todo país subdesenvolvido tem mosca;  não há exceções.  Os aeroportos , em vez de terem a sua volta hotéis operados pelas grandes cadeias internacionais ( o que me fez lembrar do aeroporto aqui de Austin, com o Hilton  , a poucos  METROS  de distância…) , são cercados de favelas.” Last but not least, "Homicidas confessos ( tal qual o Sr. Pimenta Neves, só para citar um exemplo bem recente…) podem começar o cumprimento de suas penas onze anos após o crime que cometeram, quando não são ‘cidadãos comuns’."

  Ah,  e só para fins de ‘contraste’ (  um dos vários estilos literários que tivemos de estudar com a ‘pequena ditadora’…),  vale a pena lembrar o que aconteceu com Dominique Strauss- Kahn,  o super chefão do FMI , (que não  deu nenhum tiro , nem muito menos matou ninguem!) depois que andou se metendo a engraçadinho com uma camareira de hotel em Nova Iorque.  

Oh, well...

Mas talvez o maior sinal de subdesenvolvimento de um país seja mesmo  o seu baixo ( ou talvez devessemos dizer: baixíssimo!)  nível de educação .  E, ( pasmem!) ,  no caso do Brasil, o  próprio Ministério da Educação,  o MEC ,  em sua última  tirada de gênio,  resolveu  promover o livro  “Por uma Vida Melhor”  ( escrito com milhares de erros de  português)  e distribuí-lo  a 500 000 estudantes  ao custo de milhões de reais  para o bolso dos brasileiros. É sério.

 A ideía brilhante  por tras disso tudo é a de " transformarem  o português em uma língua ‘democrática’ e livre de regras criadas pela elite".

Que tal?  Não é de se tirar o chapéu?

 

Por fim e só para coroar,   dêem só uma olhada neste e-mail que recebi de um amigo professor no Brasil.  (Agora, depois de tirar o chapéu, nem que quisesse você conseguiria colocá-lo de volta pois depois de ler isto, seus cabelos estarão assim: {#emotions_dlg.leiria}

 

    

“ É lamentavel , mas  infelizmente é verdade...

São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!

EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO

Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.

Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:

 

‘Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .

Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.

Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.

Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.

Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.

Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu honestamente acho que não.

Por isso recorri à Justiça.

Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.

Estou revoltado.

Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está completamente falido.

Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.

A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.

E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.

Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.

Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.

Se essa  moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..

Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.

A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.

Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.

E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

 

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.

Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.

Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.

Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...

E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.

O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa  Empresa Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz'

 

 "No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos estão tristes. Na  educação é o 85º e ninguém  reclama..."

EU  APOIO ESTA TROCA

  Troque 01 PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES 

                                         Salário de 344 professores que ensinam  = ao  de 1 parlamentar que rouba 

Repasso  com solidária preocupação"

 

 

Agora me digam , diante de tudo isso,  de que adianta se ter um PIB que passa dos 2 trilhões de dólares??

 

 

 

 

 

Queria ter as mãos ( e a manicure) da Fátima Bernardes!

Pâmelli, 23.02.11

 Categoria de post:  Vida fútil  mas nem tanto...

 

Hoje estava eu ali na minha  penosa aula  de matemática ouvindo a  Professor  J. falar sobre ‘investimentos, C.Ds, mutual funds’ e sei lá mais o quê... quando de repente me peguei observando suas mãos.   Isso mesmo. ( Apesar de tudo, eu ainda continuo ‘brasileira’ , pelo menos em alguns aspectos...lol)

 

Desde que me mudei para os E.U. , oito anos atrás,  uma das coisas que me deixa extremamente frustrada aqui é o estado das mãos das mulheres – inclusive as minhas!

A verdade é que no ‘Primeiro Mundo’ ( Sorry, mas eu continuo usando os termos antigos  ‘Primeiro’ e ‘Terceiro’ Mundo , ao  invés dos bem mais politicamente corretos ‘ País Desenvolvido’,  ‘em desenvolvimento’  ou  ‘emergente’... ),  tirando algumas poucas  milionárias , celebridades ou dondocas de carteira assinada... ,  as mãos da maioria das mulheres são  um CACO!

   Secas, prematuramente envelhecidas , raramente pintadas ( ao contrário dos pés – o que aliás, eu nunca entendi...) e quando o são,   PESSIMAMENTE !

 ( E isto se aplica tanto aos países da Europa quanto aos E.U...)

 

Vida de Primeiro Mundo é assim.  

 Nada de empregadas, faxineiras, cozinheiras de forno e fogão...

Aqui, quem quiser comer direito e não virar uma ORCA já  no seu  segundo ano de E.U.  , tem mais é que ir para a cozinha fazer sua própria comida  fresca, saudável e não engordativa.

Pra começar, na maioria dos restaurantes a comida é ruim, excessivamente salgada e servida em quantidade para alimentar um T-Rex !    Por outro lado,  comprar na rua e trazer para comer em casa também não ajuda muito – nem no seu bolso , nem na balança.

Resultado:  Você tem duas opções:  ou fica magra  e com as mãos a-ca-ba-das ( por viver na cozinha dia sim e o outro tambem...) ;  ou fica gorda , mas com suas mãos com a pele ‘direita’  ( mesmo que não esteja com as unhas feitas e pintadas...) .

 

Mas voltando à Professor  J...

Trata-se de uma senhora nos seus sessenta e poucos anos  -  e magra. ( Coisa rara por aqui...)

Sim,  pode-se dizer que Professor  J. é uma ‘americana à moda antiga’.  E , apesar de saber muito sobre matemática ( ela é formada em West Point e tem um PhD...) , suas mãos mais se parecem as de uma faxineira !

  Minha conclusão:  ela deve cozinhar para a família regularmente -  assim como eu aqui em casa.  Comida descente,  saudável , feita com legumes frescos e molhos feitos em casa...  Eis a explicação para o seu corpo direito ( em um país onde a maioria  das pessoas é OBESA...) e  suas  mãos horríveis.

 

 

Ainda na minha aula de College Math , existem pelo menos mais duas mulheres ‘velhas’ ( assim como eu , lol) ,  na faixa dos 40.     E guess what:   As duas são gordas (  grande novidade...) ,  MAS   têm as mãos ‘direitas’!  (  Não digo que sejam pintadas e bem cuidadas, como seria o caso se elas morassem no Brasil... – mas têm a pele boa, sem estar  prematuramente ressecada , enrugada ou cheia de veias.)

Ou seja:  em minha aula de matemática, as duas mulheres magras ( eu e a professora) , têm as mãos acabadas.  Já as duas gordas,  têm as mãos direitas .  

Caramba, dá até pra fazer uma fórmula :  Mulher gorda = mãos normais ;  mulher magra = mãos acabadas !

( As mocinhas de vinte e poucos  não contam pois,  com certeza, ainda não cozinham para a família - além de  ainda estarem com o tempo totalmente à  seu favor ! )

 

Quanto à  mim,    procuro fazer o que posso com minhas mãos.  

Ando sempre com um creminho na bolsa – e outro permanentemente no porta-luvas do carro. Ao fazer serviço doméstico ,  sempre uso luvas.  Mas na hora de cozinhar....Fazer o quê?  São várias as vezes que lavamos as mãos enquanto cozinhamos, cortamos os legumes, lavamos uma fruta... ( É  ou não é?) .  E a prova que  é a COZINHA o que acaba com nossas mãos, eu tenho cada vez que saio de férias e fico vários dias sem cozinhar:  a aparência de minhas mãos melhora consideravelmente!

 *Suspiro*

 

Se você ainda é uma  daquelas mulheres que tem algum talento para pintar as próprias unhas, ainda conseguirá  disfarçar o dano imposto às suas mãos por suas excursões pela cozinha. 

Infelizmente para mim,  não sou uma delas.  Meu talento como manicure é ZERO.    Portanto só o que faço é lixar e passar uma base.  ( De uns tempos pra cá comecei a pintar com uma cor clarinha, tipo cintilante,  para pelo menos fingir que passei perto de uma manicure...)

 

Aliás, as manicures por aqui são dignas de um post por si só.

A maioria é vietnamita e cada uma é pior do que a outra.  Não sabem lixar,  não sabem tirar  a cutícula e muito menos pintar.  E cobram no mínimo $20 dólares a manicure!

 

Se você é brasileira , ( mesmo que não seja rica) saiba que é muito mal acostumada em termos de manicures, cabeleireiros e empregados.  E no dia em que se mudar para o ‘Primeiro Mundo’ ( seja para trabalhar, estudar ou casar...), pode apostar que  vai se lembrar deste post.

 

Já as outras mulheres nascidas e criadas a vida toda no ‘Primeiro Mundo’ ( e portanto sem jamais terem conhecido estes serviços ótimos e baratos que gozamos no Brasil...)  vão concluir  que não passo de uma  fútil dondoca.  Que seja.

(A  verdade é que  quem viveu a vida toda comendo filé mignon , no dia que tem que comer um hamburger torce o nariz.  Já quem  foi vegetariano a vida toda,  não percebe a diferença e acha que tudo não passa de coisa de carnívoro metido a besta.)

 

Então é isso colegas.

Se algum dia  uma de vocês se mudar para  o lado de cá,  lembre-se que ,  a  menos que passe a servir sopas enlatadas Campbell's  e  coxinhas  fritas  do KFC  ( esquentadas no microondas ) ,como ‘jantar’ para sua família ( o que fatalmente  deixará você, seus filhos e seu marido com o corpo parecido com o  de uma ORCA ... )  , é bom se preparar:

Na  melhor das hipóteses ( isto é, se você viver  eternamente com um creminho dentro da bolsa e se der ao trabalho de  passar um esmalte de vez em quando...) ,  suas mãos ficarão ASSIM !  {#emotions_dlg.sad}   

Ou seja:  NADA,  NADA parecidas com as da Fátima Bernardes  ( só queria saber que manicure é a dela! Lol) , ou mesmo a de qualquer colega  ou conhecida sua no Brasil.

 

P.S.

Looking at the bright side... Não importa o quão horrível estejam , aqui  ninguem  repara. 

  Sem falar que  você pode  sair às ruas com seu solitário,  sem medo nem culpa...

 

 

 

 

 

Um bom romance para o verão!

Pâmelli, 04.05.10

 

Categoria de post:  propaganda e networking

 

 

Ok, já que vivem enchendo minha caixa de mensagens com anúncios de desconhecidos, spams e o diabo...

Hoje eu venho aqui ( no meu próprio blog) para fazer o anúncio do meu livro 'Copadrama- a Brazilian Tragicomedy'!!

 

Afinal,  as férias de verão estão  chegando .  Então, se você gosta de ler o 'Parada',  romances de um modo geral,  tem algum interesse em especial pelo Brasil, sua cultura e seu  povo,  voilà :  COPADRAMA - uma obra de ficção mas nem por isso um retrato menos fiel da vida e realidade classe média carioca...-  é  seu livro 'de cabeceira',   'de avião' ou 'de beira da piscina' ! lol

 

Romance, drama, cultura brasileira,  humor e uma boa dose  de  ironia sacana ... lol

 COPADRAMA - A BRAZILIAN TRAGICOMEDY  só pode ser comprado pela Amazon.   É só clicar no anúncio do livro aqui no blog para entrar na página de vendas .  ( É claro que se você me conhecesse pessoalmente , poderia encomendar o livro  diretamente comigo e receber um exemplar  autografado, hehe. ) 

 

 

Nota:  Recomendo o romance especialmente para aquelas mulheres viajadas, com senso de humor e o espírito romântico. 

Mas se você fôr homem e não gostar do gênero 'chick-flick' , sempre  pode encomendar um exemplar para a  namorada, mãe, irmã, colega de trabalho... -desde que ela leia bem em inglês,  pois é somente nesta língua que o livro foi publicado até o dia de hoje.

BTW :  a tradução foi feita por alunos meus  de português avançado - todos eles native English  speakers :-)

 

Taí.    Enjoy the ride, guys

 

COPADRAMA -  A Brazilian Tragicomedy  is   a great 'Summer novel' to help pass your time on the plane,  to enjoy with a glass of cairpirinha by  the pool ...- or simply to be read in your 'little depressed  corner of the world' ...  lol ( Sometimes we just need to 'get away' from it all, don't we ??)

Note:  It's only available in English  ( but has a great little glossary of Portuguese terms and  cultural expressions - including some pretty  BAD ones at the end of it !!)   

 

 

Fui!

 

 

                                           Pâmelli -  a autora 

 

 

P.S.   Para a galera lusófona... Sorry, mas o  livro só está disponível em inglês. 

         ( Quem sabe um dia não publico o original em português ??)   

 

E a propósito...

Continuo esperando topar com o Bruno Barreto em algum lugar e convencê-lo a transformar o livro em um filme com o Gianecchini e o Santoro nos papeis principais! lol

 

 

 

Entre o Lago de Como e Monte Carlo...

Pâmelli, 13.01.10

 

 

( Bellagio,  no Lago de Como. Bem pertinho de onde mora o George...)

 

 

Categoria de post:  Verdade inconveniente 

 

 Outro dia a seguinte cena (e diálogo )   se passou comigo e uma amiga brasileira aqui dos E.U.  Não é ficção.

 Estávamos no mall e como ela queria comprar alguns artigos de maquiagem, fomos até o balcão da Lancôme da Nordstrom.  ( Minha amiga, ao contrário de mim , que me contento com a 'maquiagem básica' da Wallgreens...lol,    só compra seu  'arsenal de beleza' na Clinique ou na  Lancôme...)

 

A vendedora era muito gentil e amável ( provavelmente imaginando a bela comissão que levaria...) mas ao perceber  seu  sotaque de estrangeira ao falar inglês,  de repente  lhe fez a seguinte pergunta:

 

- Qual é a sua língua nativa?

 

-Português ...- respondeu minha amiga meio a contra-gosto.

 

Então,  para a nossa surpresa  ,  a moça continuou :

 

-Português de Portugal?

 

-Não.  -  foi a única resposta que obteve de minha amiga, que,  logo em seguida ,  mudou de assunto perguntando-lhe  sobre um produto novo de sua coleção.

 

Mais tarde, enquanto tomávamos café no Café da loja ,   não resisti e resolvi perguntar POR QUE ela não tinha dito à vendedora que era do Brasil. 

 

-Você percebeu é?

 

- É claro que eu percebi!  E até agora a moça deve estar imaginando de onde você  é , já que não lhe respondeu a pergunta.

 

-É que não digo mais à ninguem aqui que sou brasileira.  Desde uma festa onde fui esnobada assim que souberam de onde eu era...

 

Ao invés de responder, eu apenas levantei as sobrancelhas , como que lhe dando o sinal para continuar.

 

-Outro dia estive em uma reunião  na casa de uma amiga.  Então,  a um certo momento ,  conheci um  americano,  aliás  bastante  interessante  e muito bem vestido ...,  que me abordou diante da mesa dos canapés.  O tipo havia se  interessado pelo meu nome (  minha amiga tem um nome meio  'literário-artístico' , do tipo 'Giselle',  'Penélope' , 'Cassandra', 'Marguerite' etc...) e logo eu descobri porque.   O cara era  muito entendido  e gostava de literatura.  Talvez fosse professor universitário, sei lá... 

 

-E então?

 

-Então que conversamos muito animadamente durante algum tempo até ele   me fazer a pergunta inevitável :   Este seu sotaque é daonde?

 

 Nota:  Minha amiga , que aprendeu inglês já adulta , tem um sotaque bem perceptível.

 

-E você?

 

-Lhe disse que era do Rio de Janeiro, Brasil...

 

-E?

 

-Primeiro ele não fez qualquer comentário.  Logo depois, virou-se discretamente como que para se servir de algo e nunca mais voltou sequer a me dirigir um olhar e muito menos a palavra!

 

Por estas alturas eu já estava rindo.  Por fim eu lhe disse:

 

-Mas você não pode simplesmente não responder quando lhe perguntam de onde é!

 

 -No futuro vou mentir.  Digo que sou de outro lugar.

 

-Diz que é de Portugal.  A maioria das pessoas  aqui nunca vai saber a diferença...

(Rindo mais )

 

-Que Portugal , que nada.  Portugal é a cozinha da Europa!

 

-ERA a cozinha da Europa.  Agora é a varanda , com vista de frente.  A cozinha agora são os países do Leste Europeu.  Em todo caso ,  é melhor do que dizer que é brasileira....

(Rindo, mais e mais...)

 

-O homem até que era interessante.  E pareceu tão interessado até saber de onde eu vinha!

 

-Estranho a reação dele.  Em geral aqui nos E.U. , quando alguem ouve que sou brasileira recebo uma destas três reações:  1)  a exclamação naive   -   ' Eu sempre quis  viajar para o Brasil e conhecer o Rio  !'  , ( Daí  eu penso , mas não digo :  ' BOA SORTE então. E não se esqueça de fazer um bom seguro de vida pra sua família  antes  de tomar o avião...'   2)  a  exclamação babaca  -  ' Ah, as mulheres brasileiras são as mais bonitas do mundo ! ' ( Em resposta a esta eu costumo apenas revirar os olhos , antes de responder:  'Depende do gosto pessoal de cada um...')  ou 3) a  exclamação 'puxa-saco' '  : '  Ah, o Brasil já  é uma grande potência econômica ! ' ( Ao qual eu costumo responder meio irritada , já que isto só me lembra o Lula cantando as  supostas 'glórias' do Brasil  mundo afora : 'Realmente, uma 'grande potência econômica'. E  tambem, nunca  na história daquele país,  houve tanta roubalheira  descarada , tanta impunidade e violência nas cidades...! '

Mas enfim..., o fato é que nos E.U.  os americanos AINDA tem uma impressão bastante favorável do Brasil , dos brasileiros e até das brasileiras.  Ao contrário da Europa. 

 Por isso  a esnobada do  seu ex-fã  na festa de sua amiga ,  pra mim,  é no mínimo intrigante...

 

-Vai ver ele foi traído e trapaceado  por alguma ex-namorada brasileira trambiqueira...

 

-Ou teve algum amigo assaltado ou morto na Praia de Copacabana...

 

-Ou então costuma viajar pra Europa ,  onde tem amigos portugueses que falam  mal dos brasileiros...

 

-Vai ver ele simplesmente lê o jornal e assiste à CNN !  Aquela estória do helicóptero da polícia sendo derrubado pelos traficantes é meio braba...

 

Agora nós duas já estávamos chorando de tanto  rir.

 Então, após uma pausa para enxugar as lágrimas:

 

-Queria  mesmo era poder dizer que sou norueguesa...

 

( Minha amiga tem uma admiração toda especial pela Noruega que, segundo ela,  é um país 'sério,  bem frio :-)),  limpo, civilizado e rico!'  -  sem falar que tem o mais alto nível de educação e as melhores escolas do mundo...)

 

 -  É simples.  Você diz que nasceu prematura de 8 meses,  em um navio norueguês, ( risos quase incontroláveis) enquanto  seus pais  faziam um cruzeiro de luxo  pelos fiordes...

 

-Mas eu não falo norueguês.

 

-Não.  Por isso tem que dizer que é 'uma norueguesa que  foi criada no Brasil....'

 

-Mas  isso estraga tudo!  A idéia é dizer que venho de um país rico,  desenvolvido...Chique.

 

Então após  uma pequena pausa ,  eu lhe disse:

 

-Hum... A Noruega não é exatamene 'chique'.  Mas na próxima vez que lhe perguntarem de onde  você é, você  diz  que nasceu em  um  lugar  pouco conhecido chamado ' Dom Pérignon' .

 

-Dom Pérignon??

 

-É.  Você diz que é um  antigo protectorado português,  da época dos grandes navegadores, entre o Lago de Como e Monte Carlo.  Uma espécie de 'País do Vaticano' , só que sem o lado religioso...

 

-'Entre o Lago de Como e Monte Carlo'  soa muito bem.  O problema é a geografia que não convence...

 

-A maioria das pessoas aqui mal sabe onde fica a Itália - quanto mais o Lago de Como ou Monte Carlo ! Geografia nunca foi o forte dos americanos.

 

Então com  um meio sorriso e um novo brilho nos olhos, minha amiga falou  como se estivesse pensando em voz alta:

 

- D. Perignon...Entre o Lago de Como e Monte Carlo...  Gostei.  Vou pensar seriamente no assunto.

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil no 'The Economist'

Pâmelli, 18.11.09

 

Esta semana a capa da revista 'The Economist'  mostra a estátua do Cristo Redentor com sua base pegando fogo - assim como se fosse um foguete prestes a decolar.

 

A reportagem sobre o Brasil cobre 14 páginas e é bastante interessante -  e verdadeira.

 

De fato,  toda vez que  ouço alguem me dizer que o Brasil está indo muito bem e será a nova 'Grande  Potência do Futuro...' ,  não consigo  evitar  de sentir um calafrio - uma espécie de reação  automática que me passa pelo corpo,  como que dizendo:   Heim?  Says who??

 

É que quando penso em uma 'Potência Mundial'  -  e talvez minha definição pessoal de 'potência' não tenha nada a ver com a realidade...- imediatamente me vem a mente um país desenvolvido,  com  a maioria de suas estradas asfaltadas, onde raramente se ouve falar em assaltos dentro ou fora das cidades,  oferecendo educação gratuita e TÃO BOA  aos seus cidadãos, que raramente alguem ( mesmo alguem extremamente bem de vida !)  pensa em mandar seu filho para  uma escola particular;  um país com um sistema de saúde público excelente  ,  com as ruas de suas cidades  limpas e livres de pedintes e crianças abandonadas,  onde favelas são coisas que só se vê em  'cartões postais' de OUTROS países;  um  lugar  onde pessoas ricas e importantes TAMBEM vão presas e  onde  os políticos têm vergonha de roubar,  ou pelo menos MEDO de serem pegos!

 

Então,  analisando o  calafrio involuntário que costumo sentir em tais ocasiões  ,  sou obrigada  a chegar  a conclusão de que essa reação física  que experimento,  nada mais é  do que um  misto de  tédio, incredulidade, ceticismo ...  e talvez lá no fundo,   uma pontinha de esperança.

Mas logo as imagens de minha última estada ( geralmente de poucas semanas ou meses atrás ...)  no Gigante do Sul me vêem a mente como em um flashback desagradável  e,   assim como um balão de ar  picado por uma agulha,  estouro, murcho e é como se jamais tivesse existido. 

 

 

Mas voltando à reportagem que fala  sobre  o Brasil no 'The Economist'  desta semana...

Fazia tempo, muito tempo ,  que não lia algo tão claro, objetivo e sem falso sentimento de patriotismo ,  mas ao mesmo tempo com uma mensagem de esperança e otimismo.

Gostei especialmente da parte onde  o autor compara os Estados Unidos e o Brasil , no que cada país tem de parecido e diferente.  E da parte onde descreve o  Gigante do Sul  como sendo DOIS países separados:  1)   Um lugar  onde não há guerras,  onde se fala a mesma língua em todo  o seu imenso território,  onde não há conflitos religiosos, onde 1/3 da população vota (  mas cá entre nós,  sabemos que somos  OBRIGADOS a fazê-lo, não ? ) e onde o resultado das eleições sai no dia seguinte;  um país com um mercado financeiro sofisticado e com uma coleção cada vez mais crescente de companhias nacionais  de importância mundial   (Embraer, Petrobrás, Vale do Rio Doce, Odebrecht etc...)

2) O outro  Brasil é aquele com um número altíssimo de assassinatos ( 45,000 mil por ano)  e uma polícia  truculenta;  um em que muitos ( a maioria?)  dos seus políticos não vêem nada de mal em roubar e se recusam a renunciar quando são pegos com a boca na botija.  Um lugar onde 17% das casas não têm água corrente e onde milhões de pessoas  vivem em barracos no meio de  favelas.  Um lugar onde muita gente condenada por crimes hediondos ( muitos inclusive réus confessos , como é o caso do Sr. Pimenta  Neves...) nunca vai presa  e , por fim,   um lugar onde ocorre diariamente uma das maiores devastações ambientais .

 

Last but not least... O artigo do 'The Economist ' dá crédito àquele  personagem na história recente do Brasil,  VERDADEIRAMENTE  responsável por 'todo este atual milagre econômico'   - 'milagre' aliás, que só foi possível ocorrer graças à estabilização da economia com a  adoção do Plano Real em 1994 ;  aquele que , com sua troupe de experts econômicos , conseguiu   transformar um país com uma moeda completamente desmoralizada e inexistente no mundo lá fora e uma inflação com média anual de  764% entre 1990 e 1995,  no que  temos hoje : Um país com uma moeda forte e respeitada mundialmente e com uma  inflação anual na faixa dos 6% ( 5,9% em 2008)

Em suma,    aquele que deixou esta 'herança bendita'  para o  atual governo : 

Fernando Henrique Cardoso.

( Sim,  quem tinha pelo menos 20 anos em 1994,  se lembra  de um Brasil MUITO diferente deste que temos hoje em dia !!) 

 

Mas pra mim,  talvez a frase mais interessante  e a que resume melhor tudo o que foi dito ao longo da reportagem da revista  sobre o Brasil , seja esta: 

"Judged against its own past, Brazil is doing astonishingly well.  Judged against its potencial, it still fares poorly.'

( A julgar pelo seu passado , o Brasil está se saindo incrivelmente bem.  A julgar pelo seu potencial,  ele ainda está indo muito mal...'

 

 

Então,  PARABÉNS   'The Economist' ! - por um artigo tão bem escrito, informativo e  cheio de insight.

No futuro, quando ouvir novamente algum estrangeiro ( os brasileiros que conheço  costumam ser mais pessimistas...)  me dizer  ' Poxa,  ao que parece , o Brasil está mesmo indo muito bem e será uma das grandes potências nos próximos anos!' , é  possível que ao invés de sentir  um calafrio  me correndo  pela espinha,  eu apenas abra os olhos e levante as sobrancelhas numa ligeira expressão de incredulidade misturada à um certo  cinismo -  mas nem tanto.