Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

Um pontinho azul , no meio do Mar Vermelho

Categoria de post:  política americana

 

Estamos falando de Austin,  a capital do Texas .

Aqui estamos praticamente isolados, no meio deste estado ENORME e majoritariamente  Republicano! {#emotions_dlg.confused}

Sim, Austin,  sendo uma cidade de maioria democrata,  é uma exceção ( E muitos  republicanos diriam mesmo :  uma aberração!  Lol )

 

Daí que esta semana,  a  poucos dias das eleições presidenciais entre o democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney... Eis a capa do Austin Chronicle  - o jornal oficial dos programas culturais da cidade. 

 

Pois é . Mitt Romney, de capeta,  e descrito como o  "Príncipe das Mentiras". lol

 

O fato é que  existem basicamente  dois tipos de americanos:  os “CAPITALISTAS - e ponto final ” . Quer dizer, os Republicanos  , ou  aquelas pessoas  que são 100% da direita - e que também  inclui muitos religiosos carolas e antiquados e, é claro, os militares...-  , e “Os capitalistas,  com uma certa consciência social”  , ou Democratas.   Em outras palavras :  aquelas pessoas com uma visão de vida mais liberal , incluindo muitos  artistas e intelectuais.

 

Os Republicanos são frequentemente “ricos e poderosos” ( embora nem sempre).  Já os Democratas são principalmente “a classe média americana”.

Quanto ao  "americano comunista” ( ou mesmo socialista) ... Taí  uma coisa inexistente na América! lol  

Na, na, na , aqui  todo o mundo gosta MUITO  de dinheiro, trabalho, sucesso, democracia e é claro,  o “American Dream” – embora este ande meio capenga nestes últimos tempos ...

Mas ainda assim, o sonho nunca morre.  Muito menos o sonho e o otimismo americanos.  

 

Mas voltando ao Texas...

Se ao invés de um estado ,  se tratasse de  um mar... Com  certeza  ele seria de um  vermelho INTENSO ! ( Lembrando que o vermelho representa os republicanos e o azul os democratas...) 

Já a cidade de Austin seria uma ilha , com o céu tão AZUL  quanto os olhos do Daniel Craig!

 

  

Vista do Centro de Austin, com o Capitólio ( o Congresso)  ao fundo e o céu, muito, muito AZUL neste dia de outubro... {#emotions_dlg.smile}     

 

   

 

 

sinto-me: Divertida com o "Chronicle"...
publicado por Pâmelli às 00:19
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Domingo, 16 de Setembro de 2012

Novo México, porta de entrada para o faroeste americano

(Escrevendo do carro)

 

O estado do Novo México é vizinho ao Texas,  indo na direção oeste.  É a partir dali que começa o American Southwest, ou , como dizemos em português,  o faroeste Americano.

 

Este fim-de-semana estamos comemorando nosso aniversário de 9 anos de casamento, então estamos seguindo para o estado do Colorado, para passarmos a semana em Breckenridge. (Para saber mais sobre este belo estado americano, sua história e as estações de esqui na região,  clique nos tags do Parada intitulados de  "Colorado"...) 

 

Como sempre,  estamos fazendo nosso percurso de  carro (dois dias de viagem!) e hoje cruzamos o estado do Novo México, com sua paisagem bem de filme de faroeste.

 

São várias horas  dirigindo por esta espécie de  “deserto americano” , onde até o final do  Século XIX,  os índios e os búfalos ainda  habitavam a região. 

Hoje, apesar da cultura indígena ainda ser a marca do estado,  sobram poucos índios  e muitos moram em reservas – embora não sejam mais obrigados a fazê-lo, como foi o caso no passado. 

Já quantos aos milhares de  búfalos que habitaram  os Great Plains Americanos  - o homem branco acabou com quase todos, pois sabiam que deles dependiam os índios.   (Sim,  este é um dos momentos mais tristes e  vergonhosos da História Americana! ) 

 Hoje, existem apenas algumas poucas fazendas de búfalos na região, criando uma meia dúzia deles...{#emotions_dlg.sad}

--

 

O noroeste do estado do  Novo México  ( perto da fronteira com o Colorado)   é conhecido como o “Campo Vulcânico de Raton-Clayton”, e de fato, ali há vários vulcões extintos!  O mais interessante e bem preservado deles é o Capulin Volcano   , por onde passamos hoje, durante nossa viagem. 

( A vista do alto do vulcão)

 

O Capulin Volcano foi formado após uma erupção, cerca de  60 mil anos atrás,  e hoje é um monumento nacional. Tem cerca de 300 metros de altura e há uma estrada asfaltada para subirmos até o seu topo, de carro. A vista lá de cima, como vêem,  é algo  inspirador!  

Do alto de sua cratera ( foto) , podemos ver toda a região em volta e , para quem gosta de caminhar,  há várias trilhas a serem percorridas. 

Os geólogos não sabem bem como nem porque a vegetação cobriu boa parte do vulcão . O fato é que ,  hoje extinto,  ele abriga várias  espécies de árvores e animais, tais  como esquilos,  salamandras, coiotes, águias,  gatos selvagens, cobras  e até ursos negros! ( Estes últimos aparecem raramente por lá , mas quando chegam,  costumam catar comida no lixo - Igualzinho ao Zé Colmeia no Parque de Yellowstone! lol) .

 

 O  Capulin Volcano fica a uns 10 minutos da estrada principal e é impossível  passar despercebido, já que muito antes, podemos avistar  sua forma de cinder cone no horizonte. Uma vez chegando lá,  há um pequeno Visitor Center onde podemos comprar guias e livros da região , lindos postais com fotos dos animais locais, além de assistir a um video sobre a história do lugar e a formação do seu mais famoso vulcão.

 

 Quer dizer,  o estado do Novo México é, sem dúvida, um lugar bastante interessante de se visitar : rico em arqueologia, cultura indígena Americana e uma excelente porta de entrada para o  American Southwest.

 

 

( As "mesas" são estas montanhas em forma de mesa...{#emotions_dlg.smile} ) e na região encontram-se vários outros vulcões menores e menos preservados.

Aqui ,  um "shield volcano" - ou vulcão em forma de escudo- , que avistamos ao longo da estrada. 

 

 

E agora,   Colorado, aqui vamos nós! 

 

 

  

sinto-me: Fascinada com o Southwest
publicado por Pâmelli às 19:48
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Domingo, 29 de Julho de 2012

Dos estudos, da vida e da decadência do Império Americano

 

Categoria de post:  pensamentos,  desabafo

 

Tenho andado meio ocupada… Mas nem tanto. Lol

As “férias”  do verão já estão quase no fim ,  mas como sempre ,  me inscrevi em dois cursos durante este período, a fim de adiantar meu programa no Community College. 

O primeiro (o de “Governo do Texas” – ai que PORRE!)  era obrigatório ,  mas graças à Deus já terminou.  Coisa mais chata :  curso de política local… – e ainda mais texana !   TUDO.  TUDO, o  que eu sempre sonhei.

 

Agora, finalmente estou seguindo meu último curso .  Sim,  depois de terminar este , tiro o meu Associate’s Degree em Antropologia!  (Acredito que no Brasil este tipo de diploma não exista .  Pelo menos na minha época lá não existia.)   O  A.A.  corresponde ao segundo ano da faculdade,  mas só é dado pelas Community Colleges.  Aqui é um diploma como se fosse o "primeiro nível" nos diferentes estágios de uma educação  universitária -  Associates’,  Bachelor’s, Master’s, Doctorate  etc… 

Em geral, quem tira o A.A.,  depois segue para uma faculdade convencional ( já ingressando no  terceiro ano),  podendo então  tirar o seu Bachelor’s Degree  após dois anos.  É o que estou pensando em fazer – mas ainda não decidi ao certo.

 

Mas, voltando ao meu último curso no Community College neste verão…

Este sim, está sendo bem interessante , pois trata-se de “Astronomia: o Sistema Solar” . {#emotions_dlg.smile}

É que eu ainda precisava de mais um  crédito na área de “Ciências” para terminar o programa. Então escolhi este, já que a última vez que estudei algo parecido, foi no final da década de 70!   -  quando estava no 3 rd  Grade  ( Terceiro ano primário) na Escola Americana no Rio!!   Pois é.  Plutão, então, ainda era considerado um planeta… lol

 

Anyway,  meu professor atual  é um senhor de certa idade e ,  como todo astrônomo,  um personagem interessante.  ( Uma amiga minha no Rio,  louca por astronomia e que vive fazendo os cursos do Planetário da cidade, sempre me disse que os astrônomos costumam ser pessoas muito cultas e interessantes – além , é claro,  de inteligentes! - e ela tem razão).

 

  Professor R.  não foge  a regra.   A única coisa,  é que  como é Americano ( e ainda por cima,  Texano!),  está naturalmente MUITO acima do peso.  Ele  sofre de artrite – provavelmente de gota tambem…- e anda e senta  com dificuldade.  Enfim,  está um caco para a sua idade ( que nem é tanta assim,  pois imagino que ele esteja entre os 60 e 70 anos).   

 

Mas basta olhar para ele para imaginar o estilo de vida que leva. 

Professor R.  já  entra na sala de aula carregando sua garrafinha de Coca-Cola  ( não duvido nada que sofra também de osteoporose,  já que refrigerante é péssimo para os ossos...)  e seu abdômem tem a circunferência quase tão vasta quanto os anéis  de Saturno!

Tenho certeza que ,  como a maioria dos americanos,  deve viver dentro de um carro,  levar uma vida ultra sedentária e comer muito mais do que deve - principalmente carnes.  Afinal,  estamos no Texas. {#emotions_dlg.confused}

 

É mesmo  terrível como as pessoas aqui nos E.U.  se acabam  antes do tempo!

É verdade que em geral vivem bastante -  afinal isto aqui é o Primeiro Mundo e remédios e tecnologia é o que não falta …-  Mas como vivem mal!!  E é tanta gente ainda relativamente “jovem” -  nos seus quarenta e poucos anos …-   já sofrendo de MONTES de doenças!  Um horror.

 

 Eu,  quando morava no Rio,  não  me lembro  de ouvir dizer que alguem com menos de 50 ou 60 anos,   sofria de gota , diabetes, pressão alta  etc.     Ora, uma mulher carioca de mais de quarenta anos,  classe média ( nem precisa ser rica) e  morando na Zona Sul,  muitas vezes parece uma moça de pouco mais de trinta!

Já aqui,  muito antes de bater os quarenta , o povo  já está todo gordo,  flácido,  cheio de pneus, celulite, vivendo com  problemas de coluna,  com o joelho arrebentado, com a pressão alta demais, sofrendo de  diabetes tipo 2  e o escambau.

 Viva  “The American Way of Life” no Século XXI!

 

O fato é que 99% dos americanos  comem mal e em excesso, vivem  com a B*NDA sentada  no sofa da sala ou dentro do carro,  não andam,  não se exercitam, praticam pouco sexo,  se matam de trabalhar, raramente saem de férias e vivem grudados  na internet e em seus malditos i-phones. 

Outro dia eu vi um anúncio no cinema que me deixou deprimida.  O cara dizia para o público: " Quem é que tem tempo hoje em  dia de ler um livro?  Faça o seu download no seu i-phone e OUÇA os livros que quiser... " 

 Arre,  quanta pobreza intelectual!

 

É nessas horas que eu lembro dos Founding Fathers.  Daqueles filósofos deístas ( Ben Franklin,  Thomas Jefferson...),  que fundaram este país e que eram  tão cheio de idéias brilhantes , de sonhos , coragem e determinação.  Eles acreditavam na América!  Mas hoje, devem estar se revirando em seus túmulos...

 

Enfim,  penso que minha aula de Astronomia com Professor R.  deveria ter sido muito, muito boa uns dez anos atrás -  quando suas veias, seus ossos e  suas pernas  estavam em melhor estado.   Hoje em dia ele mal se aguenta em pé e até fala com certo esforço, como se seu coração suspirasse em cada final de frase.  Sua cabeça de astrônomo é tudo de bom que lhe resta.   Uma pena, pois afinal o cara é gente fina. 

 

É quase certo que  se Professor R.  ensinasse Astronomia no Rio,  com certeza gozaria de uma saúde muito melhor  e aparência física muito mais jovem.  Por outro lado,   se morasse na “Cidade Pavorosa”,   estaria muito mais sujeito a morrer durante um assalto ou levar uma bala perdida quando fosse dar suas aulas no Planetário ou  em alguma universidade local. {#emotions_dlg.sad}

 

Como vêem… Não há lugar perfeito.

Ok.  Talvez o Lago de Como , onde mora o George Clooney,  ou  a Monte Carlo da Princesa Caroline ainda  se salvem...

 

 

 

sinto-me: Deprimida com os E.U. em 2012
publicado por Pâmelli às 20:54
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Sábado, 30 de Junho de 2012

Washington- uma jóia neo-clássica nas Américas!

   Semana passada estivemos de volta à Costa Leste ( mais especificamente no estado de Maryland)   para  o casamento da filha de um grande amigo de meu marido.

Como sempre,  ficamos hospedados na casa de meu sogro , na cidade  de Columbia ,  a cerca de meia hora  de Baltimore.  ( Para saber mais sobre esta charmosa e antiga cidade nos E.U.,  dêem uma olhada no post de 20 de maio de 2011:  "Baltimore- exemplo ou inspiração para o Rio").

Eu sempre gosto de ir para a Costa Leste,  pois lá a América é muito mais “civilizada”  - que dizer,  as pessoas são muito mais sofisticadas e cultas  do que por aqui, pelas bandas do  “Velho Oeste” .  Pelo menos nos grandes centros .   Afinal foi na Costa Leste  onde ‘tudo começou’ :  as 13 colônias originais,   as primeiras cidades, Washington - a capital,  NYC… Além do que,   é a parte mais “europeia” dos E.U.

Sim,  ali, em alguns lugares,  você realmente sente que está em ‘New England’ ( a Nova Inglaterra).

 

   Nesta visita passamos apenas uma tarde em Baltimore e,  no dia do casamento , seguimos para a cidadezinha de Frederick onde estava marcada a cerimônia , que aconteceu  em uma  bela casa  de 1888.

 Mas o melhor mesmo foram os três dias que fugi pra Washington , lol -  ou simplesmente  como dizem os locais :  “D.C.”  {#emotions_dlg.smile}

 

 Ah, isto sim  é uma cidade!  Uma capital.  Um cartão de visita para o país.

 

   Nesta minha terceira  visita à capital Americana, finalmente pude ter uma boa noção  do que é realmente Washington.  Da primeira vez, alguns anos atrás, pude ter apenas uma ideia geral , percorrendo os principais pontos turísticos da cidade de bondinho;  da segunda ( dois anos atrás), passei o dia no Museu de História Natural ,  que eu sempre tive vontade de conhecer.  Já desta vez,   os três dias que passei ali,  finalmente puderam me mostrar  tudo o que a cidade tem a oferecer em termos de história,  cultura,  diversão e lazer.  

 

   O fato é que Washington é uma  SUPER cidade.   É linda,  classuda,  elegante,  cheia de monumentos imponentes, muita área verde, muitas delas com as suas reflecting pools ( seus lagos e "piscinas")  ,  e sobretudo,   muito, muito espaço aberto.  Em suma: uma maravilha de lugar, principalmente para claustrofóbicos como eu.  Lol 

 

  Sua arquitetura neo-clássica  lhe dá um aspecto muito europeu,  mas suas avenidas largas e todo o  imenso espaço aberto que se tem em volta,  são sua marca bem ‘americana’.   Ali,   ao contrário de Nova Iorque,  ( tirando o metrô em horário  de pico)  não há tumulto – nem mesmo nos seus pontos mais turísticos,  porque a cidade é realmente descongestionada de prédios !  Oh, sim,  eles estão ali,  principalmente na área do centro ( o Old Downtown) , mas sempre com muita área livre em volta.  Washington é a antítese de Copacabana!! lol   

Fora isso tudo, a capital americana ainda tem um  bônus : diferentemente de Miami e N.Y. , quase não tem turistas brasileiros!! lol  (Eu bem sei que tem muito brasileiro que detesta cruzar com outros brasileiros quando está no exterior...) 

 Já aqui  em  Austin, apesar de não ter turista brasileiro ( ou de qualquer outra nacionalidade...) ,   a comunidade de residentes tupiniquins  é considerável.

 

Enfim,  eis aqui alguns dos  highlights de minha visita de três dias em  Washington:

 

 

 O Washington Monument visto do Tidal Basin ( O "lago" em volta) .   Um dos símbolos da cidade.

 

 A National Gallery de Washington é um dos magníficos  museus do Smithsonian Institute.  Seu acervo é simplesmente fantástico!  Eis alguns poucos exemplos:

Este quadro do Da Vinci é supostamente o único do pintor nos Estados Unidos. 

Este quadro, do Murillo ( se me lembro bem...) foi um dos que mais gostei.

 

 E este Raphael... Simplesmente um "clássico". {#emotions_dlg.smile}

 

 E este Renoir,  que tal?

 

 O famoso prédio do FBI ,  na Pennsylvania Avenue  - que aparece no meu seriado favorito ,  "Bones". Será que o agente Booth estava lá, interrogando algum suspeito? lol

 

 O belíssimo prédio do Capitólio ,  a sede do Congresso americano.  Esta foi uma das visitas mais interessantes que fiz,  com direito a um  filme contando  a história do Congresso , além de um tour com uma guia excelente!  E,  como todos os  museus do Smithsonian Institute ,  a entrada ( acredite o não) é gratuita.

 Aqui,  um dos salões que visitamos dentro do Capitólio.

 

 O Ford's Theater, onde o Presidente Lincoln foi assassinado em 1865.  Hoje o teatro é aberto a visitação pública, mas continua tendo peças encenadas.  O Presidente morreu no prédio em frente - na época uma pensão-  e o local hoje virou igualmente  ponto turístico.

 

Um dos monumentos mais belos da cidade é o dedicado à Thomas Jefferson ( o Jefferson Memorial),  um dos autores da Declaração de Independência dos E.U. e o seu terceiro presidente.  O templo,  em estilo neo-clássico fica localizado no Tidal Basin , formado por um braço do rio Potomac. 

 

No último dia não resisti e tive de voltar ao Museu de História Natural, que estava com uma exposição especial sobre a Titanoboa - uma cobra prehistórica que viveu há 60 milhões de anos atrás e que tinha mais de 15 metros de comprimento! Era duas vezes maior do que a maior cobra que existe hoje em dia.

 

Voilà

Como vêem,  Washington D.C.  é SHOW!  {#emotions_dlg.smile}

 

 

sinto-me: Tirando o chapéu para D.C.!
publicado por Pâmelli às 20:24
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Bye, Bye Veja Brasil

 

Este ano,  depois de mais de quatro anos de leitura dedicada e ininterrupta, resolvi  cancelar minha assinatura da revista VEJA.  Pois é. Justamente eu,  que adorava a revista , sempre bem escrita e informativa.  De fato,  mais de uma vez até vim ao Parada escrever um post sobre algum artigo que tinha lido por lá.

Acontece que neste começo de  ano,  a VEJA me decepcionou em duas frentes: primeiro , com a desculpa de que "alguns leitores no exterior ( pelo menos aqui, nos E.U.A...)   estavam reclamando da demora da entrega das revistas" , passou  a usar o sistema de UPS de entrega ( que é mais caro) e com isso,   simplesmente,  assim,  sem mais nem menos,  aumentou o preço da assinatura anual  de  duzentos e poucos dólares ( que já não era exatamente “baratinho”…) , para mais de $ 500!  Isso mesmo.  Mais do que o dobro, ou seja:  um aumento de mais de 100%!     E isso, detalhe,  num país onde,  DIZEM,  que a inflação de 2011  ficou em torno de 6,5%... Humph.  Segundo,  ao interrompermos nossa assinatura, diante de tamanho ROUBO ( a palavra é essa mesma),  o que eles fazem?  NADA.   Sequer uma carta  tentando saber ao menos porque  o leitor parou de assinar,  uma contraproposta,   quem sabe uma promoção no futuro.  Nada.  NienteRien.   

 Quer dizer, simplesmente deixaram um velho e fiel cliente sumir no pó !   Um cliente,  diga-se de passagem,  que mora há anos no exterior , e que por estas alturas,  já nem deveria mais assinar qualquer revista brasileira!   Aliás, eu duvido muito que tenham tantos brasileiros por aqui  assinando  revistas do Brasil e pagando em dólar por elas.  Quando muito, o povo assina a Globo Internacional. Por isso mesmo,  a meu ver,  estes poucos leitores fiéis e morando tão longe , deveriam ser tratados com um pouco mais de consideração.

 

Mas a  verdade é a seguinte: É típico do brasileiro ,  não estar nem aí pro cliente – principalmente para o cliente , QUE DEIXA DE SER CLIENTE.   Os comerciantes brasileiros  não têm o menor interesse em cultivar o antigo cliente;  aquele que sempre foi fiel,  consumiu regularmente o seu produto e fez propaganda para os amigos.  Só o que importa é o de HOJE e AGORA  e o seu  lucro imediato.    Como diz o outro :  “A fila anda!”. 

Isto alias, me lembra do que uma amiga minha do Rio me contou há alguns anos:   Ela,  que fora uma cliente fiel ( e bastante consumidora!) da loja FOLIC ,  ( pra quem não sabe,  a Folic é uma loja de roupas femininas  boas e caras no Brasil…) há ANOS, e que sempre era atendida pela mesma vendedora ( que , certamente recebia comissão sobre as vendas)…  Pois bem,   um belo dia,  ao voltar na loja poucos dias após ter comprado uma calça comprida bastante cara ,  que , segundo minha amiga,  “rasgara de cima a baixo justamente no TRASEIRO,  na primeira vez que a vestiu ( detalhe,  minha amiga não é gorda!),   o que é que ela ouviu  da vendedora:

 

-Esta era a última que tínhamos.   Você pode escolher outra coisa na loja…

 

Minha amiga respondeu que não queria outra coisa pois não estava precisando de mais nada.  O  que  ela queria, era ficar com o crédito  para uma futura  compra.   Pensa que conseguiu?    Aquela mesma moça,  sempre tão prestativa , que puxava o seu saco há anos  e lhe sorria toda vez que ela entrava  na Folic , simplesmente  lhe fechou a cara e foi atender outra cliente. 

Desde então , minha amiga nunca mais voltou na loja .

 

Já o Americano pensa e age completamente  diferente.  A satisfação e a preservação do cliente antigo,   já conhecido e confiável,   é a coisa mais importante.   Não “ queimar o filme” com ele, essencial.   Vamos à alguns exemplos  que eu mesma já vivenciei,  sempre que lidei com empresas, lojas ou  companhias americanas ,  tanto quando ainda residia no Brasil, como hoje em dia , aqui em Austin, Texas.

 

1)      Me lembro quando ainda morava no Rio e durante seis meses fiz a assinatura da TIME Magazine.   Pois bem.   Passados os seis meses ,eu não refiz a assinatura  ( já que dentro de poucos meses estaria seguindo para a Europa, onde iria passar um semestre estudando).   Bem,  guess what : Durante pelo menos uns DOIS  meses,  me lembro que a TIME continuou  me enviando exemplars da revista, DE GRAÇA ,   além de novas opções de assinaturas,  novos planos de pagamento parcelados etc.  Isso  durou vários meses!

 

2)      Sigamos  agora para a excelente e chiquerésima  loja de utensílios domésticos “Williams & Sonoma”, com franquias por todos os E.U. e uma filial  aqui do shopping de Austin.   Eh bien,  há cerca de uns três anos atrás,  minha mãe me comprou na loja  uma COLHER  ( isso mesmo,  uma simples colher…) com braço  de aço inoxidável e a ponta de plástico,  para cozinhar molhos, sopas etc.   A colher deve ter custado perto de $20 dólares – bastante cara para uma simples colher -  mas a coisa era realmente de boa qualidade e é claro,  comprada  na famosa  “Williams&Sonoma”, lol.

         Pois bem,  poucas semanas depois,  a parte  de plástico da colher soltou e eu,  apesar de indignada,  resolvi  esquecer o caso.   Seis meses depois, contudo,  quando minha mãe voltou a nos visitar ( naquele ano ela veio duas vezes) e soube do ‘caso’ ,  um dia ao falarmos do assunto com meu marido ele replicou:

 

-Voltem lá , digam o que aconteceu e eles lhes darão uma colher nova.

 

Eu tive de rir.  Ora essa,  até parece!  Já havia se passado meses desde a compra,  nós nem tínhamos mais o recibo ,  e além do mais,  tratava-se apenas de uma  colher !  -  mesmo que fosse uma colher “metida” , lol . Mas minha mãe resolveu seguir seu conselho e voltou  à ‘Williams&Sonoma’, com a colher decapitada, e lhes explicou o ocorrido.   Adivinha o que aconteceu?   Troca imediata,  pedido de desculpas e nem se importaram dela não ter mais  a nota de compra!

 

Por fim,   meu ultimo caso , e talvez o mais emblemático: 

Minha loja de departamentos preferida aqui é a Nordstrom,  com filiais em todas as principais e grandes  cidades americanas. 

A Nordstrom é uma bela loja, muito classuda,  com pianista no lobby e um  excelente café no estilo dos que se vê nas  elegantes lojas de departamentos na Europa.  A comida alí, alias, é ótima. ( Na filial aqui de Austin,  tem um prato de ‘salmão ao molho de gazpacho’ que é de você comer rezando! Lol) .

Apesar disso tudo,   ao contrário de  outras lojas de departamentos de "peruas e patricinhas de nariz empinado"   ( tipo “Neuman Marcus”, por exemplo),  a Nordstrom  não tem APENAS  produtos de griffes  famosas e caríssimas.  Tudo alí é excelente,  mas existe  também muita coisa a preço  razoável.  Sem falar que,   há sempre promoções e as vendedoras são  gentis e prestativas.

 

Pois bem,   há cerca de dois anos eu comprei uma sandália muito bonita e não exatamente barata  (($100) para padrões americanos  ( sempre lembrando que por aqui, as coisas são MUITO  mais em conta do que no Brasil…),  que eu amei a primeira vista.  Era de couro,  com algumas pedras em azul turquesa. 

O fato é que eu usei  esta sandália durante uns dois  meses – MUITO.   Afinal ela era confortável,  bonita e dava com tudo.  Mas aí aconteceu uma coisa:   a parte de couro ( as tiras que seguravam a sandália) começaram a ceder e logo eu não pude mais andar com elas sem que elas ficassem sambando no pé!

Fiquei chateada e uma noite, ao jantar,  ao mencionar o caso para o meu marido, mais uma vez ele me saiu com:

 

-Volte lá, que eles lhe darão outra.   Afinal, quanto melhor a loja,  maior é a chance deles fazerem a coisa certa, pois não querem perder a cliente.

 

Então no dia seguinte lá fui eu,  de volta ao Mall e ,  já sem a nota de compra depois de tantas semanas,  mostrei a sandália com o couro cedido para a vendedora no setor dos sapatos lhe dizendo:

 

-Está vendo o que aconteceu com a sandália que eu comprei aqui recentemente?   ( Eu não lhe disse que já fazia dois meses,  mas mesmo assim ,  sem nota de compra , que diferença podia fazer??  O mais provável, pensei,  era que ela não aceitasse a troca...)

 

Oh,  I’m very sorry to hear that…  ( Sinto muito em ouvir isso…) - foi o que a moça me respondeu.   E acrescentou:  Você quer seu dinheiro de volta ou deseja trocar por uma sandália nova?

 

Assim que me recompus da surpresa  ( afinal, brasileiro, mesmo morando fora há anos, não está acostumado a  tanto!),  ao olhar em volta na loja  e ver que ainda restavam alguns exemplares da minha querida sandália de contas turquesa ,  resolvi  arriscar uma segunda tentativa :

 

-Acho que prefiro uma igual , nova.

 

E assim foi.   Eu troquei por uma novinha em folha , depois de ter usado a ‘velha’  durante mais de dois meses!   E dessa vez a sandália durou uns bons dois ou três  anos. ( Sim, eu realmente a adorava e só me livrei dela depois que ela já tinha quase se decomposto! Lol).

 

Moral da estória:   Eu continuo comprando e frequentando a Nordstrom mais do que nunca e sempre que posso digo e repito:  isto é uma loja de classe e que respeita realmente o consumidor.  O mesmo eu digo sobre a “Williams&Sonoma” .

 

Já quanto à revista Veja ...  BYE, BYE!  Agora,  só quando minha mãe vier de férias e me trouxer um ou outro exemplar – de graça.

 

Minha próxima assinatura?  

Será ou da  "National Geographic" ou então da revista  “Archaeology” .   Ambas excelentes - e thank God,  Americanas.

 

 

 

sinto-me: Decepcionada com a Veja
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publicado por Pâmelli às 18:08
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Blog Update

Ok,  o Parada anda bem parado ultimamente, mas  também não tenho tido nada de tão excitante pra contar neste ultimo mês.

 

No curso de Regional Geography tivemos duas excursões aqui por perto , nos arredores de Austin:  uma até a formação rochosa de Enchanted Rock  e a outra nas "cachoeiras" ou "quedas"  no Parque estadual de Pedernales Falls. 

 A subida até o topo da rocha até que foi legal (mais ou menos uma meia hora de caminhada moderada).    

Nota:   Esta  rocha  , em forma de cogumelo,  ficava na metade do caminho, lol.

 

 Já  a tal   "cachoeira" ou as  "quedas" no Parque de Pedernales Falls…   Arre, que coisa mais pobre !!

 Ainda assim,  era proibido nadar no local, supostamente porque não havia qualquer salva-vidas por perto... ( Sinceramente,  mais fácil seria alguem se afogar na banheira da  própria  casa!) 

 

Ok,  eu não estava esperando nenhuma Catarata do Iguaçú ou Niagara Falls,  mas ISSO!  

    

( Quem não achou nada ruim for a Lila , que adora qualquer pretexto pra sair de casa...  E sim,  estas são as 'cachoeiras' de Pedernales Falls!! )

 

Mas os dois passeios organizados por Professor J.  até que foram divertidos. 

Programa de Índio mesmo está sendo a tal  "excavação"na  fazenda de Boggy Creek, aqui nos arredores de Austin,  e  que faz parte obrigatória do nosso curso de Field Methods in Archaeology.

 Já faz duas semanas que seguimos pra lá nas terças-feiras no final da tarde  {#emotions_dlg.confused} - o dia de nossa aula.

No primeiro dia  choveu -  e eu dei Graças à Deus!  Lol

Já na semana passada fez tempo bom {#emotions_dlg.sidemouth} - então tivemos mesmo que colocar a mão na pá, na terra e no balde! Sem falar nas  telas gigantes onde fazemos a seleção dos materiais  "altamente arqueológicos’ que encontramos no solo da tal fazenda. (Cacos de vidros, cotocos de árvores, minhocas e ocasionalmente algum pedaço de brinquedo…) E detalhe:  o local é CHEIO de galinhas ciscando em volta da gente.  Mais de 50.  ENORMES , assim como tudo o mais no Texas.  Tudo.  Tudo que eu sempre sonhei!

 

Naturalmente a pseudo-arqueóloga aqui vai  se arrastando na "Operação Indiana Jones"  e fingindo que está  contribuindo.  Fazer o quê? O curso é obrigatório para o meu degreeBut, let's get something straight here:  Estou seguindo o curso de Antropologia, mas minha ideia é , algum dia,  num futuro não muito remoto,  passar a trabalhar em algum museu ou cidade histórica ( naturalmente na beira do mar…) - como guia.  Deus me livre de sair por aí,  me metendo no meio do mato , do deserto e sei lá mais aonde,  cavoucando na terra a procura de  "artefatos arqueológicos"!  Não, muito obrigada.  Prefiro falar sobre eles uma vez que já estiverem limpos, devidamente analisados e dispostos em alguma prateleira de museu ( de preferência com ar-condicionado e um belo café...lol).

 

Enfim,  pelo menos meu marido resolveu se juntar ao grupo  - minha professora achou ótimo ter mais um ‘voluntário’  nesse baita  programa de índio…- o que pra mim é duplamente bom:  tenho carona pra ir na tal fazenda ( que fica meio afastada do centro da cidade…) e companhia no sufoco!  lol   Alem do mais,  resolvemos que nas terças à noite,  após o trabalho em Boggy Creek,   paramos pra jantar em um café argentino que fica naqueles arredores e cujas empanadas  (deliciosas!)  são uma boa ‘recompensa’ depois da tortura. ( Já no carro,  damos umas espanadas na poeira , trocamos de roupa e disfarçamos um pouco a aparência texano-selvagem antes de seguirmos para o Buenos Aires Café ).  

Afinal, minha política é a seguinte:  Sempre que tenho de fazer algo de chato ou desagradável, pelo menos tento 'enfeitar' a desgraça de alguma forma! 

 

Thank God,   faltam apenas mais dois meses para terminar o  curso e então estou livre! 

Saudade deste semestre no Community College só vou ter mesmo do curso de Regional Geography do Professor J.   Nesse,  pelo menos,  o meu  A  já está garantido. {#emotions_dlg.smile}

 

 

 

sinto-me: Empenhada apesar de penando...
publicado por Pâmelli às 20:51
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Terça-feira, 13 de Março de 2012

Com o pé-na-estrada

 Pois é.  Já estamos  on the road again e ( naturalmente) de volta a Flórida!

Acontece que esta é a semana de Spring Break ( as ‘férias da primavera’ dos Americanos ) e portanto quando  as escolas e universidades por aqui interrompem suas aulas por uma semana.   É a chegada oficial da primavera!

Somente hoje cruzamos  TODO  o norte do  estado da Flórida , do  oeste ao leste, ao longo de uma única rodovia em linha reta - a Interstate 10.  Nosso destino?  O charmoso balneário de Saint Augustine, onde já estivemos em 2010, e que é  minha cidade preferida , no meu estado preferido.

 

A viagem  do Texas até a Flórida ( de carro)  leva dois dias.

Ontem,  cruzamos os estados da Louisiana, Mississippi e Alabama e chegamos até a cidade de Pensacola, já na Flórida.  Quase ninguém faz isso aqui na América :  viajar de carro!  Lol  ( Ainda mais uma distância dessas…).  Mas nós gostamos de dirigir entre os estados – afinal as estradas são ótimas,  quase todas em linha reta,  com motoristas responsáveis e sem o perigo de assaltos. É uma ótima maneira de se conhecer verdadeiramente o país,  suas estradas e a topografia típica de cada estado.

 

Então hoje deixo aqui algumas fotos que tirei pelo caminho  enquanto cruzávamos  a  Louisiana.  – o mais ‘francês’ de todos os estados Americanos.   Dessa vez não deu tempo de pararmos em New Orleans ( que eu adoro!) mas ainda assim,  a influência francesa está por toda parte , até mesmo nas estradas!   

A Louisiana é uma espécie de” Bahia dos Estados Unidos ”,  e New Orleans,   a sua Salvador!  Lol .  Afinal ali uma grande parte da população é negra,   sua  culinária  exótica  e apimentada é  conhecida nacionalmente,  assim como a sua música.  Só que no caso de New Orleans não estamos falando de axé, e sim de jazz! {#emotions_dlg.smile}

  

Ao cruzarmos o estado do Mississippi,   fizemos um pit-stop mais do que merecido na  cidade-cassino de Biloxi ( que não é nenhuma Las Vegas , mas ainda assim é bem charmosa e agradável…). Ao chegarmos ali, e ainda no carro ,  trocamos  por uma  roupa melhor,  pusemos um perfuminho , lol , e bem disfarçados de 'civilizados',  ( ninguem diria que estávamos dirigindo há mais de dez horas!!)  aproveitamos para jantar no Hard Rock Hotel & Cassino.  ( Há cinco restaurantes no hotel , inclusive um Hard Rock Café , é claro…  Mas o que recomendo é o ‘Vibe’ -  aconchegante, romântico,  com pianista e um excelente cardápio de sushi  além de outro com  comida internacional.  E o melhor:  com preços super razoáveis! )

A verdade é que lá em casa ninguem é chegado à jogo, mas pessoalmente,  adoro os hotéis-cassinos  - que são  sempre animados,  com bons restaurantes e casas de shows.

 

Por fim,  ao  deixarmos Biloxi, ainda dirigimos umas duas horas até cruzarmos a fronteira e chegarmos à Pensacola, na Flórida. 

De lá até Saint Augustine são cerca de sete horas a mais, mas podem crer que vale a pena.  A cidade é linda - e única.   

 

 

Eis  alguns shots de nosso longo percurso através de  quatro estados americanos:

 

 

 1) Na estrada, ao cruzarmos a fronteira do Texas e entrarmos na Louisiana, a placa de 'benvindos' nas duas línguas - inglês e francês - e a flor de lis , que é o símbolo da monarquia francesa...

 

2) Tambem vimos vários  anúncios de estabelecimentos que vendiam boudin, um tipo de salsicha bem típica francesa...

 

 

3) Visão de um dos vários pântanos da região.  Mais uma 'marca' da Lousiana...

  

 

4) E já no Mississippi,  o Hard Rock Hotel Cassino .  A guitarra, naturalmente,  é o seu símbolo.

 

 

 

5) O cassino dentro do hotel - com guitarras em néon por todos os lados...lol  O lugar fica muito cheio e animado no sábado à noite.

    Para o pessoal mais jovem ou informal,  o Hard Rock Café é uma boa pedida.  Já para os mais exigentes ... o Vibe Restaurant é a melhor opção.

 

 

 

E agora ficaremos em St. Augustine a semana toda. 

É aguardar o próximo post.

 

 

 

 

 

 

sinto-me: Na minha praia: a Flórida!
publicado por Pâmelli às 04:45
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Diário de Bordo- Primeira Parada: Miami

Categoria de post:  turismo, diário

 

Pois é.   Tenho andada sumida do blog  nestas férias, mas foi  por um BOM motivo:  estávamos no Triângulo das Bermudas!! Lol

Mas, como podem ver,  sobrevivemos e  voltamos. {#emotions_dlg.smile}

 

Tenho muito o que contar sobre nossa viagem  a bordo do transatlântico Holland America e o cruzeiro que fizemos,  acompanhados de minha mãe e minha tia ( que moram no Rio) ,  ao longo de algumas das mais belas ilhas do Caribe.

Decidi que farei isso em uma série de  ‘diários de bordo’ ,  já que cada lugar por onde passamos realmente  merece um post somente para si. E sim,  é claro que eu registrei cada momento com minha velha e boa camera!

 

Miami: 

Nossa saída se deu de Fort Lauderdale,  Flórida.  

Contudo,  primeiro passamos duas noites em Miami,  onde minha tia  veio nos encontrar para embarcarmos no cruzeiro.( Minha mãe já estava conosco no Texas,  desde o começo de dezembro ).

 

Não sou nenhuma expert em Miami ( só estive lá umas poucas vezes,  sempre por um ou dois dias…), mas desta vez acho que pude ter uma ideia mais clara de que tipo de cidade realmente  é. 

Eu sempre disse que considerava  o estado da  Flórida  ‘ o Rio de Janeiro que deu certo’   e Miami  ‘ a Barra da Tijuca do Primeiro Mundo’  e esta visita apenas serviu para confirmar isso.

A cidade é  realmente muito bonita e lembra muito o Rio da Zona Sul -  especialmente a Praia de Ipanema e Barra.   Na verdade eu diria que Miami toda  lembra a Vieira Souto,  com seus belos prédios de luxo,  salpicados de varandas.  Tudo moderno,  colorido e alegre. 

O South Beach é a mais pura animação , com bares, cafés, restaurantes e turistas do mundo todo passando de um lado pro outro  a toda hora.  É a orla do Rio em plena noite de Réveillon!   A diferença fica por conta da limpeza das ruas,  a falta de  mendigos dormindo pelas calçadas,  a total ausência de  favelas nos morros  (alias, alí a topografia é totalmente plana!) ou pivetes te abordando nas ruas.  Em suma:  ali você anda tranquila,  usa suas jóias sem qualquer  receio ou complexo  de culpa ,  passeia  em carros abertos e para nos sinais sem olhar receosa  para os lados,  com o batimento cardiaco abaixo dos 120.

Mas nem tudo são flores em Miami.   Os motoristas alí estão LONGE de ter a  civilidade , a  educação e o  respeito  no trânsito ( tanto pelos pedestres quanto pelos outros motoristas…) que se vê nas outras cidades da América  ( afinal  a cidade é  cheia  de cubanos  e,  vamos combinar,  brasileiros!!) .  Mas,  se você mora e dirige no Brasil,  vai achá-los “normais”  e não mais agressivos e impacientes do que os cariocas ou paulistas – afinal tudo é relativo. 

Contudo,  a coisa  mais ‘ estranha’  e que me chamou a  atenção  em Miami,   é que alí simplesmente não há AMERICANOS!! Para onde você  se vira,  ouve  turistas e famílias falando todas as línguas do mundo , menos inglês.  (Ou quando ouve alguém  falando inglês,  é com um forte sotaque latino -americano). 

 

Pois é.  Pelo visto os americanos  não são lá muito fã da ‘Barra ‘ ou da ‘Cuba’ do Primeiro Mundo ,  e eu até entendo por que:   Miami é uma cidade bastante ‘show off’  ( Olha gente,  estou aqui,  ó !!!),  demasiada intensa  e  latino-americanizada para o gosto do americano médio. 

No entanto,  para quem mora no Brasil ,  Miami deve ser  mesmo uma espécie de 'paraíso' pois afinal tem todas as qualidade do Rio (a  alegria , belas praias,  sensualidade, shoppings, a cultura do corpo  e da praia etc.) ,  sem os seus piores problemas e mazelas.  Isso sem falar nas compras que , como no resto dos E.U. , TUDO é muito  mais barato do que no Brasil!!  Então,  No wonder que tantos brasileiros ( endinheirados ou simplesmente remediados) viagem  todo ano enlouquecidos para  lá  - muitos inclusive , com um one-way-ticket.

 

Anyway, no dia 26 de dezembro seguimos para Fort Lauderdale,  de onde nosso navio  partiu para um cruzeiro de dez dias pelo Caribe. 

Nos próximos posts,  escreverei mais sobre os lugares por onde passamos  e o que vimos de interessante por lá.   É aguardar.

 

 Alguns prédios em South Beach.  Vai dizer que não lembra a Barra ?

 

sinto-me: Relaxada depois das férias
tags: , ,
publicado por Pâmelli às 14:06
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

O belo estado do Colorado

 Categoria de post:  turismo,  diário

 

Depois de 5 dias no Colorado , já estamos de novo com o pé na estrada e voltando  para o Texas.

Em Breckenridge,  aproveitamos para encontrar  com meu cunhado e sua mulher,   esquiar direito  ( meu marido)  ou praticar o  “esqui dos bundões” ( Eu, lol, que  só fiquei  no setor dos iniciantes,  na parte baixa da montanha...).  Tambem comemos bem  ( cá entre nós, a comida no Colorado  é BEM  melhor do que no Texas!) e claro,  relaxamos no hot tub  do nosso  hotel , que fica ao lado da piscina e com  uma linda vista para as montanhas.   

 

Como já escrevi em detalhes sobre a região ,  (A ver os posts com tags de “Colorado”) ,  hoje deixo aqui  principalmente as fotos que tirei de Breck e seus arredores.

 

1)      A Main Street  - a rua principal da cidade com suas construções típicas  no estilo Western ,  muitas das quais datam de meados de 1900’s ( a época da descoberta do  ouro na região e da fundação da cidade).  Nesta época do ano fica tudo decorado para o Natal, com direito a snowmen e tudo :-) 

 

2)      Os arredores de Breckenridge,   onde há várias outras estações de esqui   ( Keystone,  Arapahoe  Basin , Copper Mountain ,  Beaver Creek, Winter Park etc. ), menores e menos conhecidas, mas igualmente charmosas.

 

3)       O Lago Dillon  nesta época parcialmente congelado .

   

4) A pequenina Frisco , que fica  a apenas  nove milhas ( cerca de 15 km)  de Breckenridge, tem o excelente  Steak House  ‘Silverheels’  ( o nosso preferido na região) , assim como um ótimo  pub/cervejaria  chamado  Backcountry Brewery.  O lugar é  perfeito para um happy hour no final do dia.  Nota : as potato skins  ( batatas de forno) e a pizza  são  muito boas ( mas atenção: as porções são ENORMES!).  O lugar tem um ar de pub rústico aconchegante,  com vista para a Marina no  Lago Dillon.

                                                                                                                                                                             ( foto tirada ao pôr-do-sol)

 

5) Por fim,   a vista que temos ao longo da estrada   entre Breckenridge e  Denver, a  capital do estado.  ( Aliás,  a cidade definitivamente vale uma visita!).   O percurso dura cerca de duas horas  e  as várias cidadezinhas  incrustadas  no  meio das Rocky Mountains são  uma graça -  em especial Georgetown e Idaho Springs. Muitas delas são antigas cidades mineiras mas que hoje vivem do turismo ou , como Breckenridge,  do esqui. 

 

---

Cerca de duas horas após deixarmos  Breckenridge,   aproveitamos para dar uma parada  no centro de Denver e conhecer o Denver Art Museum.  É  que eu estava curiosa para ver  sua construção em estilo  Deconstructivist ( Arquitetura Desconstrutivista)  que acabei de aprender em meu curso de História da Arte. 

 Realmente vale a pena ir até lá  só para  ver o projeto! O acervo do DAM  é principalmente de Arte Contemporânea  (que eu não gosto nem um pouco).   Contudo,  há um setor de Arte Africana e da Oceânia bastante interessantes,   um de Arte Pré-Colombiana  (que não tivemos a ocasião de ver)  e um pequeno, mas excelente,  de Arte  Moderna, europeia e americana.  Vejam alguns de seus highlights :

  

Um Monet -  A ponte de Waterloo... , uma paisagem de Pissarro e uma camponesa de Millet...

 

Sem falar nestes dois   que tambem gostei bastante , mas cujos nomes dos artistas não me recordo .    O primeiro é de um americano;  o segundo (com o cachorro) , feito com pedaços de jornais,  é de um artista dinamarquês.

 

Mas,  a verdadeira estrela do Denver Art Museum  é,  sem dúvida, a construção em si - tanto por dentro quanto por fora !  

  

 

sinto-me: Inspirada pelo Colorado
publicado por Pâmelli às 16:48
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Escrevendo do carro, no buraco do nada...

Categoria de post: diário,  viagem

 

Ontem,  Graças à Deus, terminei minha última prova do ano no Community College e  até o ano que vem estou livre dos estudos! {#emotions_dlg.smile}

 

Agora estamos aqui no meio do NADA , na estrada,  e acabando  de entrar no estado do Novo México.  Nosso destino é a pequena Breckenridge  (estação de esqui), no belíssimo  Colorado.  ( Já escrevi mais de um post sobre o lugar,  portanto se quiserem saber mais ,  é só procurar nos tags de ‘Colorado’ …)    Alí meu  hubby aproveita pra pôr o seu esqui em dia e eu a leitura – e por  que não,  o blog!  lol -  em meio  às magníficas Rocky Mountains .  Ah,  o Southwest tem algo de mágico...

 

A viagem de carro de Austin ( Texas) até Breckenridge  dura dois dias – cerca de 9 horas cada. 

Saímos ontem de tarde,  e depois de dirigirmos mais de 11 horas (parando pra dormir  na cidade de Amarillo), só agora conseguimos deixar o Texas !  Dá pra acreditar??   Esse estado  MONSTRO  parece que nunca acaba…

Mas enfim,  o trecho do Novo México  ( o qual estamos percorrendo agora ) será  curto e logo depois entraremos  no Colorado. 

Belo, belo estado americano!!  Esse sim,  com suas montanhas imponentes e lindos lagos ( nesta época do ano congelados).   Cá entre nós, o Colorado,  em matéria de beleza, dá de 1000 no Texas!

 

Mas por enquanto  ( no estado do Novo México) , esta é a paisagem que temos a nossa  volta.    E só.

 Mas ainda estamos muito perto do Texas.  Daqui a pouco vai ficar bem mais bonito , com cara de filme de cowboy– o verdadeiro Southwest Americano! {#emotions_dlg.smile}

As ‘cidadezinhas’ que nos aparecem a cada duas horas…. Arre égua!  Cada buraco mais deprimente que o outro ,  com meia dúzia de barracos ( não barracos no estilo ‘favela brasileira’ ,  mas no estilo ‘casebres à la Chernobyl’ ) com nomes de lojas,  restaurantes e até hotéis  onde nem mesmo o mais cansado e esfomeado dos turistas jamais pensaria em entrar.   Os lugares parecem mesmo com Chernobyl   depois da explosão nuclear.  Só sobraram três gatos pingados pra contar a estória.

Quanto a comida na estrada…  Com sorte você topa com  um Mac Donald’s.  Com mais sorte ainda, um Subway...

 

Ok,  pelo menos os postos de gasolina têm banheiros decentes  - afinal isto é a América. 

A estrada tambem,  é de mão única e em linha reta, com  o asfalto  liso e perfeito  como a pele da Claudia Raia.  O céu está  azul e límpido , apesar da temperatura de 2 graus negativos.  Contudo, muitos trechos têm limite de velocidade de 55 milhas ( muito devagar).  E claro que há policiais na moita, só esperando pra lhe dar uma multa. Pelo visto é assim que se ganha um dinheirinho e se revitaliza um pouco a economia  nesses buracos no meio do nada! lol

 

Agora a pouco avistamos um Correctional Facility ( um belo eufemismo pra PENITENCIÁRIA…)   não muito longe da estrada.  Aliás,  o lugar é  ideal para se construir um presídio ,  não é?    Nota:  Ao  longo da estrada vemos mais de uma placa  dizendo  :    “ Favor não dar carona à ninguem”.   (Principalmente se estiver  usando  um macacão alaranjado  , suponho eu…)

 

Afinal agora  a paisagem melhorou  bastante.   Estamos no meio do deserto do Novo México  e a impressão que se tem é de que a qualquer minuto um bando  de índios a cavalo vai surgir no meio deste descampado ou no alto de um dos morros. 

 

 Ah e vejam só, um vulcão !   Este,  se me lembro bem do curso de geologia,  é do tipo ‘composite’ .  Deve ter sido perigoso no passado mas agora está extinto.  Seu nome é Capulin.  Pena que não temos tempo pra explorar, já que  temos um longo caminho até chegarmos ao  alto da montanha na bucólica Breckenridge...

 

Mais depois.

 

P.S.  Este post acabou de ser publicado de um Mac Donald's com Wifi , em uma dessas cidadezinhas no meio do nada...

 

 

sinto-me: Feliz por estar de férias!
publicado por Pâmelli às 21:58
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