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Parada Essencial

Benvindos ao "Diário politicamente incorreto da Pâmelli" - uma brasileira/americana childfree, residente nos E.U.A. desde 2003 Viagens, cultura, desabafos e muito mais!

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Explorando NYC a pé!

Pâmelli, 18.04.09

Nos quatro dias que passamos na Big Apple , visitei quatro  museus - além do Planetário. Todos maravilhosos e interessantíssimos! 

Hoje , contudo,  faço uma pequena pausa dos museus nova iorquinos e escrevo sobre os passeios À PÉ que fiz pela cidade.

 

Caminhar é um LUXO ! -  e é só quando se vive na América (  nos Estados Unidos da América , para não deixar qualquer dúvida...) que isto fica ainda mais claro.

Aqui não se anda para lado nenhum.  Se DIRIGE ! 

É assim em 99% das cidades americanas e não  adianta tentar nadar contra a corrente pois

você  simplesmente acabará morrendo na praia.

 

Logo que cheguei na América , até que tentei usar o transporte público, mas não há praticamente ninguem andando nas ruas.  Muitas delas sequer tem um  sinal  por perto  para se atravessar ! Os ônibus são raros e só passam de hora em hora.   Os táxis , absurdamente caros.

 Aos 16 anos  os americanos tiram suas carteiras de motoristas e depois disso somente quem é praticamente  homeless  ( mendigo) ,  é que continua usando  o transporte público.

Triste realidade que  nosso presidente Obama está tentando mudar , mas que suspeito,  será MUITO difícil  já que o americano típico  pode até  conceber viver sem as próprias pernas, mas jamais sem o próprio carro!

 

Sendo assim,  toda vez que viajo para a Europa, o Brasil ou mesmo alguma cidade americana onde é possível ANDAR até os lugares ,  confesso que costumo exagerar na dose. lol

Em NY isto não foi exceção e durante cada dia que passei lá,  devo ter caminhado uma média de 50 quadras ou algo como 10 quilômetros - mesmo debaixo do frio e com um casaco inadequado ( o único que levei, e que achei que seria o suficiente...) 

 

O primeiro dia que chegamos ( uma quarta-feira e o único dia em que meu marido não teve  que trabalhar ...) , seguimos com um amigo seu , residente nos subúrbios da cidade,   para o Soho,  pois eu estava curiosa para  conhecer o  famoso 'bairro dos artistas' ,  os seus lofts  (espécie de apartamentos/estúdios ENORMES...)  e ver os tais prédios com fachada de ferro ( the cast-iron buildings) que o meu guia recomendava.

( Sempre que viajo,  carrego comigo o guia , 'Eyewitness Travel' , que no Brasil é  conhecido como o Guia da Folha de São Paulo...-,   e  que  é de longe o  mais completo  ( para não dizer 'o mais sofisticado'! lol)   de todos. 

 

 

Enfim,  quando descemos do metrô no bairro vizinho do  Village ,  perto dos piers,  caminhamos  um bom tempo ao longo do rio Hudson .  Foi aí que pude ver , do outro lado do rio, alguns prédios na cidade de  New Jersey ( aquela mesma que o povo de Manhattan costuma olhar meio de cima pra baixo, assim como muitos cariocas da Zona Sul  costumam fazer com o  pessoal da Zona Norte... ).

 Um bom tempo depois finalmente chegamos à Greene Street ,  no coração do Soho,   onde se encontram  a maioria  dos prédios  em estilo Revival Neo-clássico,  construídos entre 1869 e 1895 .  

 

 1)  O belíssimo  Singer Building ,  (antigamente a sede da famosa marca das máquinas de costura)  que  data de 1904

 

2)

 Mais alguns exemplos interessantes, lembrando que tudo alí é ferro pintado...

 

3)

Este,  inclusive,  com uma bela galeria de arte por dentro...

 

 

Outra caminhada que fiz - desta vez por conta própria pois foi num dos dias que meu marido teve de ficar trabalhando no hotel e meus sogros foram explorar outra parte da cidade...- foi no dia em que segui pela Quinta Avenida em direção ao Central Park , ao norte.  Meu destino era o Moma ( o Museu de Arte Moderna)  que fica pela altura da rua 53, mas vários foram os pontos turísticos famosos que descobri pelo caminho até lá.

A própria Quinta Avenida , ( o 'Paraíso das Compras' ...)  cheia das mais famosas lojas de  griffe  e ENTUPIDA de gente por todos os lados!   

( Pessoalmente, preferi caminhar ao longo da parte NÃO comercial da famosa avenida,  apenas com belos edifícios residenciais e  de frente para o Central Park ... - Ah,  que não deve ser nada mal se ter tanto dinheiro assim!! lol)

 

Enfim,  no dia em que caminhei saindo de nossa rua na West 46 e segui pela Quinta subindo  em direção ao Moma,  naturalmente passei pelo Rockfeller Center,  o Radio City Hall e a Catedral de Saint Patrick.

O primeiro eu gostei demais pois me lembrou ,  com todas aquelas bandeiras dos diferentes países  que  eu realmente estava na 'Capital do Mundo' !     A área de patinação no gelo é especialmente charmosa e havia uma moça dando algumas piruetas e viradas bem radicais no meio dos patinadores.

O prédio do  Radio City Hall eu pude apenas  admirar por fora e imaginar como deve ser por dentro - Ah',  o  privilégio de se assistir à algum show alí!!

Já a Catedral de Saint Patrick  me impressionou  muito pouco pois afinal trata-se de uma construção de 1850, imitando as VERDADEIRAS  catedrais góticas na Europa.   Um ótima imitação ,  diga-se de passagem,  assim como aqueles relógios Rolex que vemos vendidos em alguns camelôs por aí...Mas para alguem que conhece uma Notre-Dâme de Paris ou alguma catedral realmente 'gótica' ( ou seja,  com pelo menos 1,000 anos de idade!)  européia ..., a coisa toda parece até meio ridícula.

 

A verdade é que  gostei  e apreciei bem mais o prédio do Empire State   de 1930  (  que visto de longe é bem mais bonito do que de perto...),   o do Chrysler Building  ( da mesma época) em estilo Art Deco,   e a  linda Grand Central Station  ( A  principal estação ferroviária de NY...)   que data de 1913 e    é no estilo que os americanos chamam de 'Beaux Arts'. 

Isto sim,   coisas originais e genuinamente americanas,  ao invés de uma imitação ou revival de alguma coisa européia que a América jamais viveu! 

Aliás, foi na Grand Central Station que minha excursão a pé terminou  naquele dia,  já que eu havia combinado de me encontrar com meus sogros no  excelente bar da estação  para um happy-hour de final de tarde.

Em seguida voltamos caminhando até nosso hotel , que ficava a apenas quatros quadras dalí  e onde meu marido, finalmente livre de mais um dia de trabalho,  nos aguardava para sairmos para  jantar...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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