Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Diário de Bordo- As duas últimas ilhas

Foi na ilha de St. Thomas que passamos a manhã  em  uma das praias mais perfeitas de todas as que até então havíamos visitado no Caribe.  ( E eu que pensava que não poderia encontrar uma ainda melhor do que a de Mullins Beach, em Barbados!)

 

Segundo o meu fiel guia Eye-Witness,  a  ‘praia mais popular com o turistas’  era a de Magens Bay ; já  ‘a mais popular com os habitantes locais’, era a de  Brewer’s Bay .  Naturalmente,  foi para esta segunda que seguimos. {#emotions_dlg.smile}

   

Brewer’s Bay  , ao contrário de Magens Bay,  não tem qualquer infra-estrutura  como  restaurantes, hotéis , bares, aluguel de barracas etc. . Aliás, o motorista da van  ficou bem surpreso quando lhe pedimos para seguir para lá, ao invés da outra praia,  e nos perguntou como tínhamos ficado sabendo daquele  local – o que me fez pensar que os nativos de St. Thomas provavelmente  preferem ver os turistas seguirem para a tumultuada Magens Bay, e guardam a paradisíaca Brewer’s Beach para si ! lol .  E de fato,  a praia  estava  praticamente deserta  ( é verdade que era  uma terça-feira), com apenas uma meia dúzia de habitantes locais ao longo de toda sua extensão.

 

Brewer’s  Beach não  é o tipo de praia para quem gosta de ficar bebendo cerveja, esparramado em uma cadeira  e debaixo de uma barraca.  Aliás, de construção ali mesmo,  havia somente uma casa pública , com banheiros e ducha.   Mas,  se você gosta mesmo de nadar,  tomar banho de sol e caminhar pela orla em  um  lugar sossegado e longe da multidão  , ali  é literalmente  a sua praia !   

Nossa ‘infra-estrutura’ em Brewer’s Beach  consistia apenas de nossas toalhas ( que colocamos ao lado da cadeira  elevada do salva-vidas e assim pegamos uma sombrinha…) e duas garrafas d'água  ( que sempre levamos quando saímos em nossas explorações fora do navio).  Mas era  tudo o que precisávamos .

Ai, que praia.  Que sossego,  que mar, que areia, e que limpeza!    Simplesmente PER-FEI-TA. 

    

Alí  conhecemos um salva-vidas muito simpático  e educado,  que nos falou sobre a ilha,  a faculdade  local ( logo ali , na praia,imaginem !  Lol) e nos indicou um restaurante de comida caribenha,  para quando fôssemos  mais tarde almoçar  na cidade.

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 A ilha de St. Thomas faz parte das Ilhas Virgens americanas e de fato, é como se estivéssemos em uma parte dos E.U.   No passado pertenceu à Dinamarca, mas em 1917 foi comprada por 25 milhões de dólares  -  e cá entre nós,  acho que os americanos fizeram uma ótima compra!

Foi com pena que lá pelas duas da tarde  deixamos nosso paraíso de Brewer’s  Beach , mas  como queríamos conhecer um pouco a cidade ,  tomamos uma ducha ali mesmo na praia, nos secamos e pusemos roupas frescas antes de pegarmos novamente a van de volta.

 

A capital de St. Thomas se chama Charlotte Amalie e é uma linda cidadezinha de cerca de 20 mil habitantes,  com uma longa e animada avenida a beira mar.  

Ali havia  uma espécie de ‘Feira Hippie’ , onde  eu aproveitei para comprar um colar de prata com a conhecida pedra na região - a Larimar-  ,  que tem o  azul do mar do Caribe.   

Por toda a cidade,  e principalmente na segunda rua paralela à da praia ( a rua comercial) , cruzamos com milhares de turistas do mundo todo, entrando e saindo  das  lojas ( a maioria delas joalherias, inclusive uma  H. Stern! )   Sim, pelo visto,  as compras  ( principalmente de jóias) )  são  o  Big Deal  em St. Thomas.  Ou talvez não.  Talvez o Big Deal mesmo sejam os bancos mui amigos de certos tipos de clientes...

Eu explico.

Nos poucos minutos que passamos cruzando a rua  comercial,   pudemos ouvir várias pessoas falando português ( do Brasil) . 

Por que será?  - pensei intrigada.  O que será que tanto turista brasileiro vem fazer por aqui?? Foi aí que me lembrei  que ali é nada menos do que  a região do globo CHEIA de  ‘paraísos fiscais’, incluindo as  próprias Ilhas Virgens Americanas!  Sendo assim,  não duvido nada que muitas daquelas pessoas que  ouvimos  falando português nas portas das  lojas e joalherias de St. Thomas , tivessem  os sobrenomes  Calheiros,  Sarney,  Maluf  e Collor de Melo.   

E por que não?  Você deixa um ‘dinheirinho esperto’  em algum banco de uma dessas ilhas paradisíacas ( tanto no sentido literal , quanto fiscal...)  e depois  segue para as joalherias de St. Thomas para levar uns 'souvenirs' pra casa.  De preferência, cravejados de esmeraldas e diamantes negros. 

  

Afinal , já famintos, seguimos  para o tal restaurante caribenho recomendado pelo salva-vidas em  Brewer’s  Beach  e lá  comemos um prato de camarão ao curry e frango ensopado.   O lugar se chamava ‘Cuzzins’  e ficava na Back Street  ( a terceira paralela à praia) e estava bem  animado,  cheio de  turistas e tambem  com  habitantes locais.   

Por fim,  seguimos até o famoso Forte Christian de Charlotte Amalie -  uma bela construção  de 1671 , com a fachada  vermelha  , e que hoje em dia abriga a biblioteca da cidade . 

Sim,  a Ilha de St. Thomas é certamente uma pequena  jóia na  região do Caribe e um must-see/ must-visit ( Independente de qual seja o seu sobrenome...). 

 

Half-Moon Cay

Por fim,  a última parada em nosso cruzeiro foi na ilha das Bahamas de Half Moon Cay.

A coisa interessante alí  é que trata-se apenas disso – uma ilha.  Não há cidade para se visitar.  Nem  creio que haja algum hotel ou resort. ( Pelo menos não vimos nenhum).  

Half-Moon Cay  aparentemente pertence à Holland America e parece ser usada como uma espécie de ‘ilha particular’ da companhia.

Seja como fôr,  o  fato é que ali nós descemos de barca ( o navio não tinha propriamente um porto para atracar) e passamos o dia inteiro  na praia.  Esta tinha toda a infra-estrutura necessária :   bares, restaurantes, cadeiras, barracas ,  banheiros e até  uma lojinha de souvenirs. 

 

Em Half Moon Cay , o  Amsterdam nos ofereceu um ‘churrasco’  no estilo self-service , de forma que ninguem  precisou voltar ao navio para comer.

 

Ali nós caminhamos ao longo de toda a praia  , que é em forma de meia lua , ( daí  o nome de Half Moon Cay) ,  avistamos alguns turistas andando a cavalo  ( no final da praia)  , passeando de   hobie cat ou praticando o parasail.  Em suma,  um dia perfeito, em uma ilha perfeita.

 

Conclusão:  Agora eu sei porque algumas pessoas,  que passaram no Triângulo das Bermudas,   foram e nunca mais  voltaram. 

 

 

sinto-me: Com o Caribe no coração
publicado por Pâmelli às 15:51
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