Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Coisa boa nunca dura muito...

 

 

 

Categoria de post:  desabafo/protesto

 

Agora é certo: O programa do Manhattan Connection foi realmente retirado da programação da Globo Internacional. 

 

Já faz meses que suspeitava que isto tivesse ocorrido, mas apesar de todas as evidências em contrário,  pensei que talvez tivesse simplesmente mudado de horário, dia etc....

Que nada! 

 A notícia que se tem é que agora não é mais a GNT e sim a Globo News que mostrará o programa. 

E nós , aqui do outro lado do mundo,  o que temos com isso??  *&^%$%$*!   Globo é Globo , ora!

 

Que  pobreza, que  absurdo e  SACANAGEM -  principalmente com a comunidade brasileira nos E.U. , já que  o programa se passa em Nova York !

Essa era  a nossa chance de ficarmos informados ( sob uma perspectiva brasileira)  sobre tudo de importante que vem acontecendo no Brasil e nos E.U. 

  

O M.C. era para  nós  um 'serviço de utilidade pública'  - além de um link , uma ponte cultural com o Brasil.  Um 'Brasil' , diga-se de passagem,  muito  mais próximo da nossa realidade , mentalidade e estilo de vida AQUI , do que aquilo que vemos nas  novelas e outros programas 'típicos' brasileiros (com os quais pouco nos identificamos e muitas vezes nos iRRRitam , tamanho é o nível da idiotice, ignorância ou baixeza!).

    

E agora,  ao invés disso,  o que temos nas nossas noites de domingo , após o Fantástico ( que de 'fantástico', aliás,  não tem nada...)  ?

‘SAI DE BAIXO'!  – uma das coisas mais baixas e idiotas jamais produzidas pela T.V. brasileira... e ‘Som Brasil’ – esse ainda passável. ( Mas tinha que ser no mesmo dia e horário do M.C.??)

 

Por que é que as coisas boas não duram, e as porcarias  ( tipo BBB, Zorra Total , Sai de Baixo etc....)  duram ANOS e , mesmo depois de abolidas,  ( caso do  'Sai de Baixo' que passou no Brasil há pelo menos uns dez anos...) ainda dão um jeito de ressuscitar?? 

 

ARRE...

 

sinto-me: Revoltada!
publicado por Pâmelli às 19:32
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Fim das férias : a vida voltando ao normal...

Categoria de post:  diário/pensamentos

 

 Após um mês aqui  no Texas,  esta semana minha mãe voltou para o Brasil .

Penso que tivemos  umas 'férias' bem proveitosas – apesar de não termos  saído do estado. 

 Mas ainda assim, passamos um dia em Fredericksburg – cidadezinha colonizada por alemães , a uma hora e meia de Austin e onde se come um ótimo bratwurst ( salsicha)  com chucrute. Fomos ao cinema umas quatro vezes;   almoçamos  3 vezes em nosso café preferido ( o da Nordstrom)  e até fomos uma noite  ao 'Broken Spoke' , que é o point mais típico, caipira e texano da cidade!   Aliás, um must para qualquer turista.  ( Seria como se você levasse um gringo à uma gafieira na Lapa , no Rio...lol)

 

 

Semana que vem começam minhas aulas no Community College  , e desta vez, serão apenas dois cursos que farei :  College Math e Arqueologia .

É que depois do todo o meu pain and suffering  com Mrs. Pain , resolvi  ‘garantir’ minha sanidade este semestre caso pegue novamente outro professor do tipo ‘ osso duro de roer...’  

 

Por fim,   aqui em casa , os bichos vão voltar a ser  bichos .  Felizes e saudáveis como sempre foram...  – mas BICHOS.    

 É que  minha mãe , quando está aqui,  parece se esquecer que a Lila e o Senninha  NÃO são miniaturas do Homo Sapiens e trata-os como se fossem  ‘bebês humanos’!

É um pouco perturbador vê-la carregando-os pra cima e pra baixo,  ( no COLO!)   embrulhados em mantinhas ... ;   levá-los lá fora a cada duas horas 'pra fazer xixi’ ... ( como se não tivessem a portinha de saída para o jardim  ou  soubessem QUANDO  e COMO  ir ao ‘banheiro’...).  Até  mesmo lhes  dando  comida na boca!

  Imagino que deva  ser uma espécie de frustração por não ter tido netos ...lol  . 

 Mas confesso não me sentir nem um pouco 'culpada' neste aspecto.  E porque eu deveria??  

 Afinal,  ela  teve a filha que quis ( e , modéstia à parte,  acho até que se saiu bastante bem na empreitada...hehe)    - e eu,  os ‘filhos’ que  escolhi.

 

Na verdade,  acho que tenho bastante sorte por nunca ter sofrido nenhum tipo de pressão por parte de minha família para deixar minha condição  childfree. Mesmo quando era mais jovem e ainda estava na 'idade ideal' .( Whatever that means)

Sei que nem toda mulher ( ou mesmo alguns homens!)  têm essa sorte e que muitas  , ainda hoje,  sofrem enorme pressão dos  pais, das mães e às vezes até mesmo das amigas  ou  do próprio companheiro para,  chegado à um certo estágio da vida,  botar pelo menos um filho no mundo!

 

O que me faz lembrar de uma frase perfeita do genial Oscar Wilde :

  "Selfishness is not living as one wishes to live.  It is expecting others to live as one wishes to live.” 

 (A tradução seria algo assim:    “Ser egoísta não é viver a vida da forma que desejamos.   Ser egoísta,  é querer que os OUTROS  vivam a vida da forma que desejamos...” )  

 

Enfim, passadas estas cinco semanas de descanso, acho que estou pronta para retomar  minha vida de estudante de meia-idade ,lol.

Até agora meu  GPA é de 3.75  -  o que , segundo o meu hubby,  é  uma ótima média.

Esperemos que continue assim...

 

 

 

sinto-me: Meio filósofa...
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publicado por Pâmelli às 23:30
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Impressões antropológicas

 Categoria de post:  diário

 

‘First Impressions’ ( Primeiras Impressões) : este era o título original que Jane Austen pensou em dar ao mais famoso ( e querido! ) de todos os seus seis  romances:  ‘Orgulho e Preconceito’.

 

Ao conhecer os jovens Mr. Darcy  e Mr. Wickam , as ‘primeiras impressões’ de sua heroína , Elizabeth Bennet, não poderiam ter sido mais imprecisas:   aquele que a primeira vista parecia ‘frio, arrogante e insensível’ ,  no final  torna-se o  ‘mocinho’ da estória  ( aliás, o perfect gentleman ! lol) . Já  o outro, que era todo sorrisos, bom humor e simpatia,  no fim das contas acaba  se mostrando um grandissíssimo salafrário!

Sim,  as  primeiras impressões  que temos dos outros  nem sempre são um retrato fiel da realidade...

 

A verdade é que  quando somos apresentados à alguem ,   a maioria das pessoas nos parecem ( ao menos a  primeira vista...) ‘normais’  e bastante  razoáveis –  e às vezes até muito  simpáticas!   Muitas,  inclusive,  nos parecem mais simpáticas,  agradáveis e ‘normais’ do que de fato o são  no seu  dia a dia.   Aliás,  são raras aquelas  pessoas que,  já no primeiro encontro,  se mostram  insuportáveis, visivelmente  neuróticas, hipocondríacas  ou com o rei na barriga.

 

Mas,  quantos  Mr. Darcys existem  REALMENTE  por aí a fora? 

 Pessoas que , a primeira vista,  nos parecem  ‘ frias e arrogantes’..., mas quando passamos a conhecê-las melhor, vemos que possuem ‘grandes , nobres e raras qualidades’?

 

  Infelizmente,  na vida real,  penso que os  Mr. Wickams se  proliferam muito mais. 

 Ou estarei eu sendo  excessivamente pessimista com a natureza humana?

 

---

 

O primeiro caso...

 

Lembram-se daquela  vietnamita que viveu em Paris tantos anos, casada com um americano  e  que adora promover os mais diversos 'eventos sociais’ aqui em Austin?   

Pois bem.  A primeira vista ela é super simpática, divertida ,  bem humorada e sociável.  No entanto, recentemente,  quando uma das pessoas que frequenta o nosso círculo social teve sérios problemas financeiros ( ficou sem trabalho e realmente SEM dinheiro! ) ,  quando lhe  sugeri que fizéssemos alguma coisa para ajudá-lo ( organizando uma festinha  onde cada convidado pagaria uma pequena ‘entrada’ e traria um prato ou bebida -  deixando tudo para ele no final...) , CADÊ?     Nossa  querida amiga pulou fora e me saiu com as desculpas mais esfarrapadas para não mover um dedo em benefício do pobre coitado   ( ‘Não gosto de pedir dinheiro às pessoas sem dar nada em troca...’  - What bullshit!   Pois se é EXATAMENTE isto o que ela faz :  sempre cobra uma taxa das pessoas que participam dos SEUS eventos!!) .

 Diante disso e  já que ela é tão popular , conhece uma tonelada de pessoas e tem uma lista de contatos mais longa  do que a costa do Brasil...,  eu  lhe sugeri  que mandasse um e-mail para todo o mundo informando-lhes  que nosso colega de eventos  era carpinteiro  e estava procurando trabalho.( Que mal poderia haver nisso??).

Sua resposta então  foi me dizer que já tinha lhe sugerido de ir ao Texas Workforce ( uma espécie de órgão que ajuda as pessoas a achar trabalho...) – local , aliás, onde ele já tinha estado e saído de mãos abanando!   

Ou seja:  nossa ‘nobre’ e divertida hostess , pelo visto é aquele tipo de pessoa ‘ótima’,  com quem você só conta para ir à festas, aulas de dança, praticar  francês e , principalmente,    boa  SOMENTE  em promover eventos que possam encher sua própria bolsinha!

 

Ok, não vou dizer que  ela seja 100% igual ao nosso querido e charmoso vilão ( Mr. Wickam),  de ‘Orgulho e Preconceito’.  Afinal  ela não fez nada de errado , nem prejudicou ninguem.  Mas foi  de uma mesquinharia e uma falta de compaixão exemplar – principalmente quando penso que o pobre rapaz era mais conhecido seu do que meu e um assíduo frequentador dos eventos promovidos por ela. 

 Eventos, aliás, que reunem todo o tipo de gente - desde carpinteiros  desempregados,  até escritores com livros premiados...  

 

--- 

 

 O segundo caso...

 

Todo  o mundo  sabe que os  franceses NÃO  são as pessoas mais simpáticas do mundo -  principalmente se forem de Paris. 

Isto é um fato incontestável.  

 Aqui no Texas, por exemplo,  eu até conheço alguns gauleses  simpáticos e divertidos – e naturalmente de OUTRAS regiões da França!! Lol    

 (É  bem verdade que todos já moram nos E.U. há anos ,  e portanto, como diria o velho Zola,   já devem  ter sofrido ‘l’influence du milieu’ ( a influência do meio) .  Ou seja:  ficaram mais descontraídos,  risonhos e bem humorados –  assim como os americanos! 

 

Anyway... Foi na festinha da vietnamita , no dia primeiro do ano,  que conheci este novo personagem que, apesar de ser mulher, francesa ( parisiense, é claro...)  e nos seus cinquenta e lá vai pedradas... , me fez lembrar imediatamente de Mr. Darcy.

 

Eis a razão:    

Esta madame , que  me  foi apresentada por minha amiga americana ( a mesma que passou o Réveillon conosco)  como ‘ sua professora de francês...’ , logo de cara mostrou-se de uma  antipatia a botar  toda a  pose do herói de ‘Orgulho e Preconceito’ no chinelo!   Só que ,  ao contrário  de Mr. Darcy,  ela NÃO é   ‘a mulher mais rica da região da Ile- de- France...’, nem tampouco  ‘alta e extremamente atraente’... lol 

 

Mas,   ironias de Jane à parte... Madame, ao ser apresentada às pessoas na festa, sequer conseguiu esboçar aquele sorrisinho ‘básico’ , que  até a pessoa mais fechada e reservada do mundo  consegue dar  quando é  apresentada à alguem.   

 Pequena, magra,  vestida decentemente ( mas não tão élegante  como se esperaria de uma parisienne...) e com a  borda dos lábios   já bastante enrugada  ( uma consequência inevitável quando se passa a vida inteira fazendo 'biquinho' ...) , ela  se apresentou como  professora universitária , que acabou de voltar à Austin ( onde morara  anos atrás) após uma estadia de  dois anos em Porto Rico.  

Em suma:   um  curriculum  respeitável e até  interessante. Mas nada que possa deixar alguem com o rei  Luís XIV na barriga’!!

  

Pra começar,  achei bastante ‘estranho’  a francesa  passar a noite inteira conversando EM INGLÊS com minha amiga americana  ( que mora parte do ano na França e , apesar de ser fluente em francês,  resolveu tomar aulas de 'pronúncia' com  madame...)

 Ora,  como professora de línguas ,eu não podia deixar de notar isso.  Por que ela não falou com  minha amiga em  francês?  Afinal,  seu inglês não era NADA  melhor do que o francês de sua aluna!! 

Minha conclusão ?

Só pude pensar em duas possíveis razões :    1)  a francesa só gasta o seu vocabulário voltairien  quando está sendo PAGA pra fazer isto ... ou 2)  aproveitou minha amiga americana para  praticar o SEU  inglês !

 Que cara de pau...

 

Mas o pior foi  o ‘ar de superioridade’ que emanou  da pequena figura  A NOITE INTEIRA.  Sem falar em sua expressão de quem comeu  de la merde o tempo todo – o que não poderia ser o caso já que o cozinheiro da festa era justamente um chef francês!  lol     

  

Então ficam as seguintes perguntas:   

A  literária/otimista: Seria  madame  uma versão feminina e  contemporânea de Mr. Darcy? lol  O tipo de pessoa que 'melhora' a medida que a conhecemos melhor?  ( Somehow I doubt it...) 

A psicológica/condescendente :   Será ela uma pessoa insegura  ( sabe-se lá por que razão...)  e  por isso  faz esse gênero de ‘Madre-toda-superiora’ ?

Enfim, estas e outras perguntas  me passaram pela cabeça,  já que  não é todo o dia aqui que conhecemos  alguem assim  tão antipática.  Afinal isto é o Texas! 

 

 

A surpresa final:

 

Imaginem a minha surpresa quando alguns dias depois,  minha amiga vem e me diz que sua professora de francês  estava oficialmente ‘solteira e a procura de um namorado’!

 

Ãh?? Sinceramente, espero não ter esbugalhado demais os  olhos ao ouvir isso...

But, don’t get me wrong.   Minha surpresa neste caso não se deve ao fato  da mulher já ter passado dos seus 50 ( já que  isso aqui nos E.U. – ao contrário do Brasil- não costuma ser um handicap ,  principalmente quando se é magro ! lol ),  mas sim  pela expressão e atitude ultra  ‘darciniana’ da figura , e  em uma festa  of all places!   

Ok,  em Paris  ela certamente não destoaria.(  Afinal o parisiense típico vive com a cara amarrada e uma expressão eterna de tédio com a vida  – aliás, algo que eu nunca entendi já que Paris é muito provavelmente a cidade menos tediosa do mundo! ) , mas  aqui nos E.U. ,   e principalmente em uma cidade descontraída e ‘boa praça’  como Austin...Oh-oh, ça ne va pas!

 

De qualquer forma   acho que terei outras oportunidades para melhor ‘analisar’ madame  e assim chegar a uma conclusão mais definitiva pois  ela certamente  participará de alguns eventos de nosso grupo – principalmene aqueles relacionados à cultura e língua francesa.  

 

Conclusão:   

 

 Talvez seja um exagero dizer que  a vietnamita seja uma espécie de Mr. Wickam  e a insuportável  francesa uma versão moderna do Mr. Darcy . ( O mais provável é que nem uma nem outra seja tão interessante quanto os personagens criados por Jane Austen! lol)    

  Mas , seja como fôr,  é certo que  a primeira   mostrou-se bastante insensível e egoísta recentemente ,   e a segunda ( pelo menos a primeira vista) ,  um  POÇO  sem fundo  de pura  antipatia.  

 

  

 

 

 

 

sinto-me: Urubuservando a vida...
publicado por Pâmelli às 16:26
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Uma passagem de ano bem texana...

 

 

Categoria de post:  diário    

 

 Desde que cheguei aos E.U. em 2003,   este foi o primeiro Reveillon que passei  realmente na CIDADE  de Austin. 

(O ano passado fomos à uma festa em casa particular - então não vimos nada do que ‘aconteceu’  downtown.  Nos anteriores,  passamos no Brasil ou na Flórida…)

 

Na verdade,  gostei bastante deste Reveillon  light e bem comportado,  passado em boa companhia,  sem estresse, agitação,  bebedeiras e baixarias.  Aliás, SEM fogos!! lol

 Não que no ano passado tenha tido nada disso,  mas como era uma FESTA em ritmo disco... A coisa foi muito mais 'intensa' ( mas não necessariamente mais divertida).

 

Desta vez fomos apenas quatro  pessoas :  eu , meu hubby  , minha mãe e uma amiga daqui. 

 Nosso jantar do 31 se passou em um charmoso restaurante italiano no centro de Austin  (o  'Carmelo's)  ,  cuja bela  construção em pedra lembra uma 'villa toscana'.

(Estranho como ultimamente a Toscana tem sempre estado ‘presente ‘  em minha vida,  de uma maneira ou de outra…) 

     O menu era ao mesmo tempo simples e sofisticado: lobster bisque ( creme de lagosta), salada de radicchio ( como se chamam aquelas folhas avermelhadas, meio amarguinhas e parecendo repolho??),  steak  ao  molho bearnaise e torta de framboesa.  Yummy!

 

Depois , pouco antes de bater a meia-noite,  seguimos a pé  pela Congress Avenue  -  a avenida principal no centro e onde fica o Capitólio ( Austin é a capital do Texas) -  até o hotel Driskill ,  que eu gosto de comparar ao Copacabana Palace no Rio , já que foi o primeiro hotel de luxo construído em Austin  ( em 1887) e não tem franquia em nenhuma outra cidade no  mundo. 

  Sim . Assim como o Copa  ,   o  Driskill  é um  hotel  ‘filho único’  ;  um privilégio apenas da cidade de  Austin.

 

O Lobby  é decorado com ‘temas  texanos’ -  confortáveis  poltronas e sofás estofados com couro  de vaca,  esculturas em bronze de cowboys em meio a cenas de rodeio,  uma linda clarabóia em vitraux  e ferro trabalhado mostrando a estrela ( e símbolo)  do Texas e,  na parede,  até mesmo a cabeça de um touro empalhado  com chifres e tudo !

( Outra coisa que eu adoro no Driskill é o banheiro feminino. Lol  É sério.

  Lindo , todo em cor-de-rosa,  com um sofazinho em  estilo francês no canto, um painel de vidro na parede  com bonecas  antigas de porcelanas, as pias em vidro  bisoté,  as toalhinhas em papel com o símbolo do hotel… Sim,  alí você se sente a própria Maria Antonieta – só que sem a ameaça da guilhotina! )

 

 Mas voltando ao lobby…   O local estava animado mas não cheio demais ( o que , para uma claustrofóbica como eu , é sempre uma bênção!)  e a maioria das pessoas vestiam preto.  Pois é.  Aqui, como na Europa,  o negro é a cor ‘ básica’ do Reveillon pois afinal estamos em pleno inverno.  Tambem via-se uma ou outra pessoa vestida  à caráter – de chapeu à la J.R. e com  as famosas botas texanas  ( a meu ver,  tão caras e reluzentes  quanto bregas! ).  Mas tudo vale. Festa de Reveillon é tambem uma espécie de ‘Carnaval’, certo?

Enfim,  para completar o décor  tipicamente texano, no centro  do salão, um  conjunto local  tocava música estilo southwestern  ( que é o country  do Texas).

 

Nosso  grupo    , em meio a tanta gente vestida de negro,  era  sem dúvida  um dos  mais ‘coloridos’ da noite.    ( E não.  Não estávamos vestidos de macumbeiros  - todos de branco , como no Brasil...-   mas sim de rubro-negro! 

 Minha mãe descolou uma  écharpe  em vermelho e prata , eu me armei de um top  de taffeta cor de sangue,lol  , além de um par de luvas de veludo da mesma cor , com pompons pretos no pulsos…O que fez com que meu hubby  dissesse que eu estava parecendo um ‘presente de Natal’ . ( Isto, vindo de um americano, pode ser considerado como elogio )   Ele, alias,  aproveitou pra estrear o pull de lã italiana cor de vinho que lhe dei na noite do 24. Já  quanto à   minha amiga americana,  esta  resolveu me prestigiar usando o colar e pulseiras de sementes de AÇAÍ  vermelhas,  que eu lhe trouxe de Jericoacoara no ano retrasado!

Sim,  nosso grupo , definitivamente estava bem ‘comme il faut’...

 

 

Passava um  pouco  das duas da manhã quando voltamos pra casa – de carro.  Tudo na maior calma, , sem tumulto, sem trânsito, gritarias ou gente esbarrando em você. .   Apenas uma ou outra pessoa falando mais alto na rua.  Ninguem tropeçando pelas calçadas ou batendo nas latarias dos carros. No ar, nenhum cheiro de cerveja ou urina.

 

O fato é que , nos E.U.,  é PROIBIDO beber nas ruas.  Você tomas seus tragos em casa, no bar ou no hotel, mas ninguem poder  sair pelas ruas da cidade com  latinha de cerveja ou garrafa de vinho em punho ( como eu vi nos Champs Elysées em  Paris ) e muito menos bebendo no gargalo.  Nem mesmo no dia 31 de dezembro.    

Por outro lado , como na maioria das cidades não há metrô e  o transporte publico é ineficiente ( para não dizer inexistente!),    todo o mundo já sabe que vai ter que dirigir de volta pra casa. 

O resultado: são realmente poucas as pessoas que entornam  o alcóol goela abaixo como se o 31 de dezembro  fosse o começo do fim do mundo e o planeta Terra estivesse com suas últimas horas contadas.

 

No dia seguinte...

 

 O primeiro dia do ano  foi a vez de voltarmos à casa  daquela animada vietnamita crescida em Paris . A mesma que deu a festa disco  de Reveillon no ano passado.

Desta  vez, contudo,  a reunião foi  mais  simples. Mas contou com uma atração especial:  o namorado de uma amiga , que é um chef francês,  nos deu uma demonstração de como se preparar uma deliciosa tarte aux pommes! ( torta de maçãs).

  Na ocasião, conheci  algumas figuras novas e reencontrei outras da festa do ano passado.

 

Minhas observações antropológicas ?

 Sim, eu tenho algumas para  deixar por aqui, mas estas ficarão para outra ocasião.

 

E o seu Reveillon?  Como se passou??

 

 

HAPPY NEW YEAR!   BONNE ANNÉE!   FELIZ ANO NOVO!

 

 

 

sinto-me: Pegando leve nas férias...
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publicado por Pâmelli às 03:08
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