Domingo, 28 de Novembro de 2010

Seguindo viagem

 Próxima parada e próximo estado: Mississippi

 

Depois de deixarmos a Louisiana,  continuamos ao longo da costa e, no estado do Mississippi, fizemos um rápido pit-stop para caminharmos na praia ( praticamente deserta nesta época do ano)  de Pass Christian. 

A água alí,  para a minha surpresa, estava bem clara e azul. Mas o  melhor foi a areia :  fininha e branquíssima!

 

 Uma das pouquíssimas construções na Praia de Pass Christian : um verdadeiro 'Plantation Home' do Mississippi (no estilo 'E o vento levou...' lol) e  bem típico do sul dos E.U.  Acreditem ou não, isto é uma casa particular!!

 

 

Entre a praia de Pass Christian e  Gulfport , descobrimos um lugar bem sossegado para se ficar bem em frente a praia.  É Long Beach ( e realmente a praia é BEM longa!!) , com um ótimo calçadão  para se alugar e andar de bicicleta, por quilômetros e quilômetros. 

 O hotel Holliday Inn é praticamente a única coisa por alí e é muito confortável.  Mais: ao falarmos com alguns pescadores locais no pier, descobrimos que o povo de Long Beach Mississippi NÃO nada naquela praia (que apesar de limpa, tem a água escura...)  e sim, pega os barcos turísticos e segue para a longa  ilha ( de nome Ship Island)  em frente à costa  .  Lá , disseram eles,  a praia é excelente!

 

Cerca de uma hora depois paramos para almoçar no balneário de Biloxi, que é a continuação da mesma praia.   Lá, contudo,  ao contrário de Pass Christian, a  água estava visivelmente turva e bem menos convidativa,  com um tom  marrom acincentado. Mas não vimos nenhum sinal de óleo, thank God! 

Mas Biloxi tem outras atrações – a principal delas sendo seus hotéis cassinos. ( Pois é, no Mississippi, assim como na Louisiana , os cassinos estão liberados).

Alí aproveitamos para almoçar e conhecer o Hard Rock Hotel   que, mesmo para quem ( como eu) não é amante de Rock  , não deixa de ser bastante interessante.

  Na recepção, quadros de alguns astros do Rock - Mick Jagger, Bruce Springsteen e Elvis..., e nas portas o símbolo do Hard Rock ( a guitarra).

 

Nota:  Para um almoço descontraído,  sugiro o Hard Rock Café , no próprio hotel, que tem mesas do lado de fora.  Alí eu comí uma excelente salada de blue cheese ( o gorgonzola americano) , cranberries ( umas frutinhas secas e vermelhas,  que até hoje só comi na América), nozes tostadas e frango picante!

 

Depois de cruzarmos o  estado do Alabama não fizemos mais  nenhuma parada, mas ao passarmos pela cidade portuária de Mobile, consegui fazer este shot do USS Alabama (um navio da Segunda Guerra Mundial), ao pôr-do-sol,   e hoje aberto a visitação pública.

 

  

 

Enfim,  chegamos à Flórida!!

 

Desta vez o plano era seguirmos mais para o sul da salsicha ( onde as praias vão ficando cada vez melhores, se é que isso é possível! lol) , na costa oeste, até a cidade de Sarasota.

              No caminho, paramos para nova caminhada na praia de Fort Walton , onde a água felizmente estava limpa, a areia branca como sempre , as gaivotas bem gordinhas    e até vimos um grupo de golfinhos nadando pela costa ! ( Um ótimo sinal , penso eu,  da recuperação do Golfo após o desastre causado pela B.P…)

           Então  descobrimos a praia mais perfeita da Flórida .  Aquele tipo que só se vê nos anúncios do Caribe , mostradas pela CNN , lol.   Grayton Beach!  

          Nota:  o vilarejo de Grayton não tem praticamente nada – além de uns três lugares pra se comer e alguns condominiums ( prédios de apartamentos para alugar).  Nada de hotéis. 

Então minha sugestão para quem não quer ficar totalmente isolado é se hospedar em Destin ou Fort Walton ( há cerca de 1 hora dalí ) e pegar o carro para conhecer esse pequeno paraíso de areia fina, água cristalina de um verde esmeralda e muita , muita costa para se caminhar pela praia!

De fato,  depois de conhecer Grayton Beach,  as outras praias do Panhandle da Flórida  ( Destin, Fort Walton, Pensacola…) parecem simplesmente ‘ótimas’… lol

 

Afinal chegamos ao nosso destino final:  a cidade de Sarasota e para muitos, a capital cultural da Flórida.

Mas esta, eu deixo para o próximo post...

sinto-me: Feliz de ver o Golfo limpo !!
publicado por Pâmelli às 16:50
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

De volta ao Golfo

     Et voilà,  estamos na estrada de novo – desta vez ‘degustando’  um pouco das praias na costa do Golfo do México. 

Como semana que vem é Thanksgiving ( o feriado de Ação de Graças) , aproveitamos pra tirar alguns dias de folga  a mais e seguir novamente pela costa até a Flórida. ( And yes, vou perder pelo menos dois dias de aula no Community College,  but what the hell!)

 

 A boa notícia é que o estrago causado pelo desastre do derramamento de óleo da B.P. , pelo menos no que diz respeito à  costa e as praias ,  ou seguiu lá para o meio do oceano, ou foi realmente limpo pelos trabalhadores contratados pela empresa.

Seja como fôr,  hoje  venho aqui para  deixar algumas fotos do nosso  road trip de 3 dias, indo  de Austin,  no Texas ,  até bela salsicha da Flórida  ( passando pelos estados da Louisiana, Mississippi e Alabama…).

 

Sim, nós estamos no Deep South!!

 

 

---

 

Primeira Parada:  a cidade de Baton Rouge – a capital do estado da  Louisiana…

 

1) - O prédio do Capitólio no centro da cidade , que é o mais alto de todos os capitólios na América. Alí trabalham os  deputados,  senadores e o governador do estado...

 

2)  A ponte da cidade sobre o rio Mississippi...

 

3)  Placa do Hotel Cassino Hollywood - pois é, na Louisiana, ao contrário do Texas, os cassinos são liberados! lol

 

4) Um 'Mississippi River boat' ancorado ao lado do hotel Hollywood.  Provavelmente esse faz parte do hotel e tambem tem cassinos dentro... 

 

Nossa próxima parada foi em New Orleans - a  ESTRELA da Louisiana   – e uma das cidades mais interessantes nos E.U.!

 

5)  O  charmoso Café Désirée,  no French Quarter ( o bairro francês e o mais famoso da cidade...).  Pratos típicos locais como o 'Gumbo' e o ' Étouffé' , além do mais básico do dia a dia americano ( hambúrgers, saladas, etc...).

 

6)  Loja de souvenirs na Bourbon Street - a rua do 'pecado' ,lol,  cheia de bares de strip-tease , mas tambem cafés, hotéis, jazz clubs,  restaurantes etc...  Em N.O. tudo é brilho, cor, animação e música!

6a)   O ferro trabalhado nos balcões e janelas de N.O.  Este,  mostrando a Fleur de Lys , o símbolo da cidade. 

 

7)  Em frente ao hotel Inn on Bourbon, uma Limousine e um Rolls-Royce...lol

 

8)   Na Royal Street, são várias as galerias de arte.  Que tal esta escultura em bronze de um músico em tamanho real??  LOVE it!  

 

9)   Quem sabe uma paradinha em uma loja de Voodoo ( a  macumba local ) para comprar umas 'coisinhas' ?? lol

 

10)Finalmente,  se os clubes de jazz na Bourbon St. lhe parecerem simples demais ou  rodeados de  muvuca e hedonismo excessivo :-)) ,   o belíssimo Royal  Sonesta Hotel   tem um excelente bar com jazz toda noite.   É o ' Irvin Mayfield Jazz  Playhouse' , cujo dono é um músico que toca um SUPER piano e trompete!  E, believe it or not ,   não há couvert artístico, nem entrada paga.  Basta tomar um drinque e você está dentro!!

 

Nota: Quando chegamos o show estava para começar e guess what ...A primeira música que tocaram foi Wave - de Jobim! 

Mais:  O chefe da banda  brincando nos informou,  que se quiséssemos uma música específica era só mandar um pedido escrito para eles 'de preferência numa nota de alguma moeda sólida , tipo Euro ou ... Reais!' lol 

Dá pra acreditar??  Pois é.  Quem tem mais de 35 anos se lembra de uma época quando as coisas eram bem diferentes ... Quando ninguem fora do Brasil sequer sabia o nome da nossa moeda e muito menos tinha qualquer interesse em recebê-la!

Ai, FHC,  por que é que ainda não fizeram um monumento em sua homenagem em plena Av. Paulista??  Como as pessoas são ingratas, mal-agradecidas e principalmente ESQUECIDAS!!!

 

Mas voltando à 2010... A viagem continua. 

 Mais na próxima.

 

 

 

 

 

 

 

  

 

sinto-me: Descansando devidamente...
publicado por Pâmelli às 04:10
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Domingo, 21 de Novembro de 2010

A antropóloga e o filósofo

 

Hoje finalmente venho aqui para completar o portrait dos meus professores no Community College neste segundo semestre e,  após devidamente fazer a caveira ( merecida!) de Mrs. Pain, vamos aos outros dois: Mrs. C , de Antropologia Física/biológica e Mr. B , de Filosofia.

Antes de tudo,  devo dizer que nosso curso de Anthropologia sofreu um temendo baque logo no começo do programa.

O professor , que era um senhor já de idade e que chegou a nos dar as duas primeiras aulas,  estava muito doente ( com uma espécie de infecção intestinal) e , para completar a desgraça foi atropelado por um ônibus e acabou sendo internado!    ( Imagino que ele deveria estar muito mal mesmo e DISTRAÍDO quando o acidente aconteceu pois , cá entre nós,  não é muito comum alguem ser atropelado aqui nos E.U. - muito menos em Austin e ainda por cima por um ônibus!!)

Bom, pelo menos a última notícia que tivemos dele foi  de que já tinha deixado o hospital...

Anyway, com isso  fomos obrigados a receber uma 'substituta'  - o que foi uma pena pois  o 'velhinho' , apesar de sua aparência debilitada, parecia um personagem muito agradável e interessante - inclusive com uma riquíssima esperiência 'antropológica' de vida  em Antígua, no Caribe.  ( o que certamente teria nos enriquecido muito as aulas...)

 

Parte A - A antropóloga:

 

 Mrs. C  é uma senhora simpática e bonachona,  nos seus cinquenta e poucos  e apesar de possuir um PhD ,( não sem bem se em Biologia ou Antropologia...),  está LONGE de ser uma professora brilhante ( ou mesmo interessante).   De fato, suas aulas são de uma mediocridade atroz  e sempre iguais,  já que tudo o que ela faz em classe é LER os slides de Power Points que prepara baseados na informação que temos no livro. Humph.  ( Aliás,  a 'salvação' neste caso é precisamente o nosso livro  ' Physical Anthropology' de R. Jurmain e co ..., pois este sim,  pelo menos é bem escrito, belamente ilustrado e interessante!)

No final das contas ,  a conclusão que se chega nestes tempos modernos  é a seguinte:  foram-se os livros,  foi-se o talento para ensinar e a tecnologia  ao invés de ser usada apenas como um complemento esporádico para enriquecer ou variar a aula, se apossou completamente do ambiente na sala de aula.  Pior:  o Power Point é que virou o centro de todas as atenções enquanto que  o mestre  foi rebaixado a mera categoria de coadjuvante!

Mas nem tudo é decepção – ou como dizem os americanos,  ‘doom &gloom’.  Olhando pelo lado positivo,  Mrs. C ,  ao contrário de Mrs. Pain ,  pelo menos é boa-praça, não tem qualquer tendência ditatorial ( afinal é uma antropóloga! lol) e nas provas, é bastante justa em sua pontuação.

 Já quanto à sua 'aula' ...I’m sorry to say it,  a melhor parte dela é precisamente a que deixamos em casa:  o Livro de Jurmain!

 

Parte B

 

 Já no plano da Filosofia, a situação é a seguinte:

Mr. B é,  antes de tudo,  um excelente professor.  Basta dizer que , ao contrário de Mrs. C, até o dia de hoje nunca usou um único Power Point em suas aulas .  A razão?  Ele REALMENTE sabe a matéria , de cor e salteado, de frente, de lado e de trás! Ou seja: não precisa usar de ‘ recursos tecnológicos’ para disfarçar suas próprias limitações ou encobrir a mediocridade de suas aulas.

 

No primeiro dia de aula Mr. B  foi logo nos avisando :

“Olha pessoal, esse programa é MUITO difícil e eu sou MUITO exigente. Por isso  60 % dos meus alunos costumam desistir logo nas primeiras semanas.  A boa notícia é que os que ficam , costumam se sair bem no final do curso…"

 

Ele  não mentiu,  já que pelo menos a metade da turma que inicialmente se inscreveu no programa de ‘Introduction to Philosophy’ já picou a mula! Quanto aos que ficaram , se vão realmente ‘se sair bem’, eis uma boa questão  que só o tempo vai responder.

De minha parte, só eu sei o quanto tenho me esforçado em suas aulas  - lendo TUDO o que é preciso, fazendo TODOS os deveres, não tendo faltado à aula um ÚNICO dia ,  mal piscando o olho durante suas lectures e anotando tudo como uma maníaca!  E tudo isso pra poder , quem sabe, no final do curso me sair com um ‘ Bezinho’.

 

 O filósofo boa pinta:

 

Não sei por que mas sempre que penso em um ‘filósofo’, imagino um cara pálido e magricelo, com má postura, usando umas roupinhas xinfrim do tipo ‘intelectual pobre’ e sempre equipado de  um inevitável par de óculos finos e redondos , no estilo John Lennon…

Mr. B, contudo, não se parece nada com isso e,  apesar de não ser  mais nenhum ‘garotão’ , sua  aparência está mais para a de um ‘-carioca-cinquentão-hedonista-Zona Sul’…lol , do que a de um ‘típico filósofo’.

 

Sem barriga, de braços fortes e bronzeado… Algo  me diz que quando não está em casa analisando os escritos de Hume e Nietzsche, Mr. B deve frequentar uma academia  ou ao menos praticar o windsurf no Lago Travis nos fins-de-semana!

 Seu rosto tem  traços regulares e seus olhos (ele não usa óculos) , de um azul acinzentado, têm uma expressão de ‘ inteligência discreta’.

Apesar de morar no Texas há vários anos, seu sotaque é bem típico yankee – ou seja, do nordeste dos E.U. , já que ele é originalmente do estado de N.Y. e se formou na Universidade da Pennsylvania.

 Mas o aspecto mais interessante de sua aparência ( ao meu ver) , são os seus cabelos - e sobretudo o corte , que me chamou a atenção desde o primeiro dia de aula. Trata-se  de uma bela e farta cabeleira, suavemente cacheada e já completamente grisalha – o que lhe dá um aspecto de ‘filósofo da antiguidade clássica’. Sim,   Mr. B definitivamente me lembra aquelas estátuas dos gregos da época de Péricles. . Ou,  quem sabe,  o David de Michelangelo - só que trinta anos mais velho e VESTIDO ! lol

Quanto à suas roupas...Eu diria que ele faz o gênero 'yuppie despojado',  com seus jeans de corte transado - assim como seu cabelo...lol - suas camisas pólo e sandálias no estilo Mr. Cat. 

 

Resumo da Ópera:

  

Como vêem,  Mr. B é certamente um personagem intrigante , mas para quem está imaginando que ele parece ‘interessante demais para ser hetero…’ , FYI:  Ele é  casado ( com uma filósofa e professora como ele! lol ) e tem dois filhos já adolescentes.

Já quanto à sua aula...Pra mim só tem um defeito:  o PROGRAMA - que é excessivamente voltado para os ingleses ( Locke, Hume, Berkeley…) , além do ultra rígido e chatérrimo ( os filósofos que me perdoem) Kant.  Realmente,  uma pena que não tenha escolhido para nós algo mais voltado para 'a Grécia antiga' -assim como o corte de seu cabelo! - pois se já é bastante  interessante ouvi-lo falar sobre Berkeley e Locke... , imagine como seria com Aristóteles e co!! lol 

   

Ainda assim, digo e repito: de todos os três professores que tive neste semestre,  Mr. B é o melhor disparado.

 Mesmo que no final do ano eu não consiga me sair tão bem quanto ele previu para ‘ aqueles alunos corajosos e persistentes’ que não desistiram logo nas primeiras semanas…

 

sinto-me: Meio filósofa...
publicado por Pâmelli às 03:49
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Mrs. Pain- um perfil implacável (mas verdadeiro)

 

Faz tempo que queria deixar no Parada minhas 'impressões' sobre meus atuais professores no Community College. Sendo assim, hoje eu venho aqui escrever sobre Mrs. P - a professora de matemática. ( Os outros dois, o de Filosofia e Antropologia Física, ficarão para o próximo post...)

 

 Bem, antes de tudo, devo dizer que neste Fall Program resolvi ( apesar de ter passado com um B) repetir o mesmo curso que fiz ( de maneira corrida) no verão. Trata-se de Elementary Algebra - o que para a maioria das pessoas é bastante fácil e básico, mas para mim, que sempre fui, no pun intended , um 'zero à esquerda em matemática...' , a coisa não é tão simples assim.

Mas o fato é que, se por um lado saí 'ganhando' ( pelo menos agora posso realmente aprender a matéria DIREITO , já que o curso normal tem 16 semanas ao invés de apenas 11 no verão... ), por outro , ser aluna de Mrs. P - que eu resolvi apelidar de Mrs. PAIN! ( Senhora DOR) - é algo bastante estressante.

A mulher é uma verdadeira ditadora e cheia de exigências ridículas, ou seja: a real PAIN!

 

A personalidade:

 Pra começar, ela adora tirar pontos por qualquer 'motivo'  ( até mesmo um sinal de 'menos' que pomos na parte de baixo , ao invés do lado ou em cima, de uma fração!). Mais: Exige que tenhamos um fichário com divisões para os testes, trabalhos de casa, handouts etc..e um estojo com canetinhas nas seguintes cores: verde, amarelo e vermelho ' para marcar nas devidas cores as explicações importantes de seus handouts...' (Do contrário, perdemos pontos) Em outras palavras: Trata-nos como se fôssemos crianças em um jardim de infância e não universitários!

Ah, mas ainda tem muito mais.

Mrs. Pain nos obriga a fazer todos os deveres de casa em DOSE DUPLA : primeiro no papel e depois no programa de computador My Math Lab ( que tem DIA e HORA certa para serem completados, do contrário o programa se fecha e babau pra você neném! )

E ai de quem não fizer TODOS eles. A punição ( que não é regra do Community College mas uma invenção sua ) é a de FICARMOS IMPEDIDOS DE FAZER QUALQUER PROVA durante o semestre ( São quatro ao todo). Ou seja: tiramos um 0!!

 

O resultado de tudo isso é que várias pessoas já desistiram do curso antes mesmo de chegarmos na metade do programa e , quanto aos corajosos moicanos que restaram, boa parte deles está flunking the course ( com média D), principalmente por não poderem completar os deveres do My Math Lab a tempo. ( E para quem estiver imaginando se eu sou uma delas , a resposta é NÃO. Na verdade estou até com a média A - mas tambem, como já disse anteriormente, estou repetindo o curso que fiz no verão e portanto pelo menos já sei a matéria...)

No fundo o problema de Mrs. Pain é o seguinte: Ela não tem VIDA fora do mundo da matemática e acha que qualquer pessoa que se inscreva em seu curso deve passar 80% do seu tempo estudando sua matéria.

 

Agora ( e já que isto é um perfil completo...) , vamos à 'aparência' :

 Fisicamente Mrs. Pain é , como diria o meu avô, 'um bagaço' - ou seja, um MEGA-bagulho

Deve ter a minha idade ( uns quarenta e poucos) , mas sua barriga é ENORME e seu cabelo, já em grande parte grisalho e que ela não se dá ao trabalho de tingir... , é cortado rente às orelhas. O resultado é um aspecto totalmente desprovido da mais ínfima feminilidade. De fato, o formato de sua cabeça, com o cabelo assim 'raspado à gillete', me lembra ( sem sacanagem ou exagero) a cabeça de um pênis com preservativo. ( Isso faz algum sentido para alguem?? Bem, é essa a 'imagem' que me vem a mente cada vez que olho para ela: a de um 'cilindro, recoberto por uma capinha de plástico...'. Sorry , but so it is.)

 

Agora a surpresa: Mrs. Pain é casada e , apesar de eu estar quase certa de que seu marido não se parece NADA com o George Clooney,( nem muito menos tem uma villa no Lago de Como!) , ainda assim, toda vez que olho para ela, não posso deixar de pensar: 'Casos assim só se vê mesmo na América! ' Então, quando me lembro de mais de uma amiga ou conhecida minha no Rio - bonita, bem tratada, , charmosa, viajada, magra , lol , e ENCALHADA há anos, só porque já passou dos 30..., não consigo evitar de pensar :  Life is not always fair...

 

A conclusão:

 Ok. Acho que já deu pra perceber que não morro de amores (nem admiração) por Mrs. Pain ( E como poderia, quando suas grandes 'paixões' na vida são duas das coisas que eu mais abomino : matemática e cerveja!! lol ( Sim, ela já nos avisou que 'adora tomar beer nos fins-de-semana, e que os seus já começam na quinta-feira...' - o que , aliás, explica a proveniência de sua imensa barrica 'barriga de chope'!)

 

Mas falando sério, o que posso , objetivamente , dizer de 'bom' sobre Mrs. Pain?

 Isso: ela realmente SABE e GOSTA de ensinar e, não fosse por suas exigências absurdas e a mania de tirar pontos por qualquer coisa e aterrorizar os alunos com represálias 'caso suas exigências não sejam seguidas a risca...' , seria uma ótima professora. É uma pena.

 

Então fica a pergunta: O que é melhor ( ou pior) : Ter um professor boa-praça e incompetente, ou um competente mas insuportável?

  Eu deixo cada um com a sua resposta.

 

 

sinto-me: Vingando meus colegas!
publicado por Pâmelli às 19:45
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