Foi na ilha de St. Thomas que passamos a manhã em uma das praias mais perfeitas de todas as que até então havíamos visitado no Caribe. ( E eu que pensava que não poderia encontrar uma ainda melhor do que a de Mullins Beach, em Barbados!)
Segundo o meu fiel guia Eye-Witness, a ‘praia mais popular com o turistas’ era a de Magens Bay ; já ‘a mais popular com os habitantes locais’, era a de Brewer’s Bay . Naturalmente, foi para esta segunda que seguimos. ![]()
Brewer’s Bay , ao contrário de Magens Bay, não tem qualquer infra-estrutura como restaurantes, hotéis , bares, aluguel de barracas etc. . Aliás, o motorista da van ficou bem surpreso quando lhe pedimos para seguir para lá, ao invés da outra praia, e nos perguntou como tínhamos ficado sabendo daquele local – o que me fez pensar que os nativos de St. Thomas provavelmente preferem ver os turistas seguirem para a tumultuada Magens Bay, e guardam a paradisíaca Brewer’s Beach para si ! lol . E de fato, a praia estava praticamente deserta ( é verdade que era uma terça-feira), com apenas uma meia dúzia de habitantes locais ao longo de toda sua extensão.
Brewer’s Beach não é o tipo de praia para quem gosta de ficar bebendo cerveja, esparramado em uma cadeira e debaixo de uma barraca. Aliás, de construção ali mesmo, havia somente uma casa pública , com banheiros e ducha. Mas, se você gosta mesmo de nadar, tomar banho de sol e caminhar pela orla em um lugar sossegado e longe da multidão
, ali é literalmente a sua praia !
Nossa ‘infra-estrutura’ em Brewer’s Beach consistia apenas de nossas toalhas ( que colocamos ao lado da cadeira elevada do salva-vidas e assim pegamos uma sombrinha…) e duas garrafas d'água ( que sempre levamos quando saímos em nossas explorações fora do navio). Mas era tudo o que precisávamos .
Ai, que praia. Que sossego, que mar, que areia, e que limpeza!
Simplesmente PER-FEI-TA.
Alí conhecemos um salva-vidas muito simpático e educado, que nos falou sobre a ilha, a faculdade local ( logo ali , na praia,imaginem ! Lol) e nos indicou um restaurante de comida caribenha, para quando fôssemos mais tarde almoçar na cidade.
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A ilha de St. Thomas faz parte das Ilhas Virgens americanas e de fato, é como se estivéssemos em uma parte dos E.U. No passado pertenceu à Dinamarca, mas em 1917 foi comprada por 25 milhões de dólares - e cá entre nós, acho que os americanos fizeram uma ótima compra!
Foi com pena que lá pelas duas da tarde deixamos nosso paraíso de Brewer’s Beach , mas como queríamos conhecer um pouco a cidade , tomamos uma ducha ali mesmo na praia, nos secamos e pusemos roupas frescas antes de pegarmos novamente a van de volta.
A capital de St. Thomas se chama Charlotte Amalie e é uma linda cidadezinha de cerca de 20 mil habitantes, com uma longa e animada avenida a beira mar.
Ali havia uma espécie de ‘Feira Hippie’ , onde eu aproveitei para comprar um colar de prata com a conhecida pedra na região - a Larimar- , que tem o azul do mar do Caribe.
Por toda a cidade, e principalmente na segunda rua paralela à da praia ( a rua comercial) , cruzamos com milhares de turistas do mundo todo, entrando e saindo das lojas ( a maioria delas joalherias, inclusive uma H. Stern! ) Sim, pelo visto, as compras ( principalmente de jóias) ) são o Big Deal em St. Thomas. Ou talvez não. Talvez o Big Deal mesmo sejam os bancos mui amigos de certos tipos de clientes...
Eu explico.
Nos poucos minutos que passamos cruzando a rua comercial, pudemos ouvir várias pessoas falando português ( do Brasil) .
Por que será? - pensei intrigada. O que será que tanto turista brasileiro vem fazer por aqui?? Foi aí que me lembrei que ali é nada menos do que a região do globo CHEIA de ‘paraísos fiscais’, incluindo as próprias Ilhas Virgens Americanas! Sendo assim, não duvido nada que muitas daquelas pessoas que ouvimos falando português nas portas das lojas e joalherias de St. Thomas , tivessem os sobrenomes Calheiros, Sarney, Maluf e Collor de Melo.
E por que não? Você deixa um ‘dinheirinho esperto’ em algum banco de uma dessas ilhas paradisíacas ( tanto no sentido literal , quanto fiscal...) e depois segue para as joalherias de St. Thomas para levar uns 'souvenirs' pra casa. De preferência, cravejados de esmeraldas e diamantes negros.
Afinal , já famintos, seguimos para o tal restaurante caribenho recomendado pelo salva-vidas em Brewer’s Beach e lá comemos um prato de camarão ao curry e frango ensopado. O lugar se chamava ‘Cuzzins’ e ficava na Back Street ( a terceira paralela à praia) e estava bem animado,
cheio de turistas e tambem com habitantes locais.
Por fim, seguimos até o famoso Forte Christian de Charlotte Amalie - uma bela construção de 1671 , com a fachada vermelha
, e que hoje em dia abriga a biblioteca da cidade .
Sim, a Ilha de St. Thomas é certamente uma pequena jóia na região do Caribe e um must-see/ must-visit ( Independente de qual seja o seu sobrenome...).
Half-Moon Cay
Por fim, a última parada em nosso cruzeiro foi na ilha das Bahamas de Half Moon Cay.
A coisa interessante alí é que trata-se apenas disso – uma ilha. Não há cidade para se visitar. Nem creio que haja algum hotel ou resort. ( Pelo menos não vimos nenhum).
Half-Moon Cay aparentemente pertence à Holland America e parece ser usada como uma espécie de ‘ilha particular’ da companhia.
Seja como fôr, o fato é que ali nós descemos de barca ( o navio não tinha propriamente um porto para atracar) e passamos o dia inteiro na praia. Esta tinha toda a infra-estrutura necessária : bares, restaurantes, cadeiras, barracas , banheiros e até uma lojinha de souvenirs.
Em Half Moon Cay , o Amsterdam nos ofereceu um ‘churrasco’ no estilo self-service , de forma que ninguem precisou voltar ao navio para comer.
Ali nós caminhamos ao longo de toda a praia
, que é em forma de meia lua , ( daí o nome de Half Moon Cay) , avistamos alguns turistas andando a cavalo
( no final da praia) , passeando de hobie cat ou praticando o parasail.
Em suma, um dia perfeito, em uma ilha perfeita.
Conclusão: Agora eu sei porque algumas pessoas,
que passaram no Triângulo das Bermudas, foram e nunca mais voltaram.

Ainda falta eu escrever um último post sobre nossa viagem ao Caribe, mas hoje era preciso vir aqui e deixar um desabafo, já que está todo o mundo indignado com o que aconteceu na última sexta-feira com o navio Costa Concordia na costa italiana!
Afinal, o que aquele Capitão estava fazendo na hora da batida do transatlântico na costa da Toscana? Por acaso estava de PORRE, depois de uma descida animada na ilha de Giglio? Ou será que estava teclando no seu i-phone - que é o que vemos as pessoas fazendo a TODA HORA e a TODO LUGAR hoje em dia ( inclusive no trabalho e nas salas de aulas!) ? Estaria o italiano mandando alguma mensagem ‘urgente’ para alguma namorada no seu próximo port of call? WTF!
Uma coisa é certa: seja lá o que fôr que o Capitão estivesse fazendo na hora do desastre , olhando os aparelhos de controle de bordo ( e especialmente o radar do navio) é que ele não estava!
E quanto a total falta de treinamento da tripulação?? Shame on you , Costa. Shame on you!
Luzes que se apagaram ( O que houve com as luzes de emergência do navio??), botes salva vidas que não desciam…
Um caos e uma falta de preparo inacreditáveis.
A Costa, a meu ver, depois desta está acabada. Já as outras companhias de cruzeiros marítimos, penso que se salvarão. Mas no futuro é bom deixarem BEM CLARO que estão treinando e retreinando sua tripulação regularmente , e REALMENTE escolhendo a dedo os seus oficiais superiores!
Que vergonha , e que tragédia e enorme MANCHA NEGRA na história dos cruzeiros marítimos. ![]()
A "sorte" foi que tudo aconteceu perto da costa. Do contrário, com o despreparo e a desorganização dos italianos , o número de vítimas teria sido acima dos dois, três mil.
De minha parte, no futuro, eu é que não entro em um navio da Costa, nem amarrada!
Enfim , ainda falta eu voltar aqui para deixar meu ultimo post sobre a NOSSA viagem de navio ( Thank God no Holland America!), contando o que fizemos e vimos de bom nas ilhas de St. Thomas e Half Moon Cay.
Nosso cruzeiro, no navio holandês, terminou de maneira MUITO diferente deste do Costa Corcordia. ( E agora, que me lembro... Durante nossa viagem de dez dias, foram TRÊS os treinamentos feitos a bordo! - o primeiro : o obrigatório e com toda a tripulação e passageiros ; e os outros dois , simulando um fogo a bordo e envolvendo apenas a tripulação.)
Saravá!
Categoria de post: turismo, diário
Nossa próxima parada foi na ilha da Martinica, e esta pra mim foi a mais interessante de todas pelo fato de ali ser uma extensão da França - não apenas uma ex-colônia francesa, mas realmente PARTE da França atual! Eu não sabia disso . Você sabia??
Sim, a população da Martinica tem cidadania francesa, as estradas entre as cidades da ilha são excelentes , assim como na França, e com as mesmas placas de sinalizações. A moeda deles é o Euro. (Nada mal heim ? Mesmo nas atuais circunstâncias…)
Talvez por isso nossa parada na ilha tenha sido de apenas 5 horas
( ao contrário das outras ilhas onde ficamos cerca de 8…). Segundo minha tia ( que estava fazendo o seu cruzeiro de número 33 – lol - ) , as taxas portuárias ( que os navios devem pagar) são altíssimas e dependem do número de horas que ficam nos portos. Isso explicaria o fato de nas outras ilhas terem tantos transatlânticos e na Martinica ( justamente o único lugar onde a moeda é o Euro) o nosso ser o único navio atracado naquele dia! Mas por outro lado, não duvido nada que a grande maioria dos americanos não se interesse em visitar a ilha ( e eles representam 90% dos turistas no Caribe), já que lá , de preferência, é bom se falar francês e os habitantes locais torcem o nariz na hora de receber em dólar .
Anyway, o fato é que como tínhamos tão pouco tempo para descobrir aquele pedacinho da França no Caribe, optamos por NÃO irmos à praia naquele dia e simplesmente visitarmos as cidades de Fort-de France ( a atual capital e onde o nosso navio atracou) e Saint Pierre, aquela que foi a capital da ilha até 1902, quando aconteceu o impensável.
Uma história ao mesmo tempo fascinante e aterrorizante
A ilha da Martinica tem um vulcão ( o Mont Pelée), ainda ativo, e que explodiu pela última vez em 1929. ( Fiquei sabendo disso no Museu de Vulcanologia que visitamos em St. Pierre).
Nossa aventura histórica ( e arqueológica) começou ao desembarcarmos em Fort-de France ( a atual capital), onde pegamos uma van ( usada pelos habitantes locais ) em direção à Saint Pierre, a cerca de 40 minutos de distância.
A estrada, como já disse, era muito boa - mas meio assustadora porque beirava a costa e era cheia de curvas! A paisagem da ilha é exuberante, com os morros ainda inteiramente cobertos de vegetação ( e como no resto do Caribe, sem favelas empoleiradas neles…). O motorista da van corria como um louco e meu estômago a um certo ponto começou a embrulhar, but what the hell... estávamos na Martinica!![]()
Eu e meu marido eramos os únicos turistas a bordo.
Afinal, chegamos em St. Pierre bem cedo ( fomos dos primeiros a desembarcar do Amsterdam, às 7 da manhã!!) e o tempo estava meio nublado, com uma chuvinha fraca e chatinha, que ia e vinha.
Mas estávamos lá , e embora não pudéssemos tomar o trenzinho que faz o tour pela cidade contando toda sua história macabra ( era cedo demais e teríamos de voltar antes da saída do primeiro trem , às 11 horas…), com a ajuda do meu fiel guia Eye-Witness, ficamos sabendo da existência do Musée Vulcanologique , que tambem contava a história da cidade. Foi a nossa salvação, pois a guia alí era muito simpática e nos deu boas dicas de quais ruínas visitar a pé , mesmo sem o tour do trenzinho. Além disso, o museu em si é bastante interessante, com fotos de St. Pierre antes da erupção de 1902 e alguns artefatos aterrorizantes , como um enorme sino de igreja parcialmente derretido pelas chamas do vulcão.
O pequeno vilarejo de St. Pierre fica na costa e sua praia tem a areia escura,
típica das ilhas vulcânicas. Não sei dizer se tem praias boas para se nadar, mas suponho que sim, assim como no resto do Caribe. Hoje a cidade tem apenas 5 mil habitantes e vive principalmente de turismo . É uma espécie de “ Pompéia do Caribe”. Contudo, até 1902 era a principal cidade e a capital da ilha . Então houve a terrível erupção do vulcão , matando 30 mil pessoas e destruindo tudo. Só houve um sobrevivente : Louis Cyparis.
Como isto foi possível??
Louis estava na prisão da cidade ( cujas ruínas hoje podemos ver no alto de um morro…) e aparentemente as grossas paredes da masmorra onde se encontrava o salvaram. Ainda assim, sofreu queimaduras de terceiro grau, ficando para sempre com a aparência deformada. Incrível é que tenha sobrevivido - até porque só foi resgatado por soldados franceses três dias após a explosão do Mont Pelée. Depois disso, Louis ainda viveu por mais de vinte anos, se apresentando como ‘atração turística’ em um circo da região. Ao que parece , terminou seus dias na Nicarágua.
Qual teria sido o seu crime para se encontrar na prisão de St. Pierre naquele dia fatídico?
Imagino que, como todo mundo que o conhecia morreu ( inclusive todos os documentos de sua prisão foram certamente destruídos pelo fogo…), ninguem mais podia acusá-lo de nada! Tanto melhor ( ou pior, sei lá...).
Enfim, nada de trenzinho.
Mas, seguindo o conselho da guia do museu, caminhamos até as ruínas do que fora o antigo teatro
da cidade ( e cuja foto pudemos ver no museu), assim como a prisão ( lá em cima!) onde Louis Cyparis se encontrava na hora da explosão.
Ainda antes de voltarmos para Fort-de –France, no meio das ruínas próximas à praia,
encontramos um cachorrinho. O lado bom é que tinha coleira e não estava magricelo ; o ruim é que estava com a pata machucada. Como ali por perto havia uma boulangerie, compramos um croissant e uma baguette ( meu marido nunca resiste às baguettes genuinamente francesas…lol) e lhe demos de comer. ( O bichinho devorou tudo em dois segundos, mas vai ver ( pelo menos espero…) que era porque os pães ainda estavam quentinhos! )
Por fim seguimos ao longo da rua da praia de areia escura
até uma praça, onde aparentemente acontece o mercado da cidade, e lá pegamos a van de volta à capital.
Nosso percurso de volta foi bem mais agradável pois o motorista dirigia bem mais calmo e, na radio, tocava uma suave balada caribenha cantada em francês.
Então, não resistindo , perguntei ao rapaz ao meu lado que música agradável era aquela, e ele me respondeu que era de um cantor do Haiti…
Fort-de-France
A atual capital da Martinica tem cerca de 150 mil habitantes e é um blend de França com o Caribe. O francês é a língua falada, mas soa ‘caribenho’. As ruas têm nomes franceses , e é claro que tinha que ter uma rua principal chamada “ Victor Hugo” e outra de “ Avenue de la République !! lol . A arquitetura local tem o seu evidente toque europeu. Contudo, a população ( assim como nas outras ilhas do Caribe) é toda negra . Aliás, não vimos nenhum turista francês , europeu e muito menos americano por lá – nem em St. Pierre , nem em Fort-de-France. Mas talvez eles ainda estivessem dormindo quando chegamos à ilha e apenas acordando quando tivemos de partir ao meio-dia!! Afinal eu simplesmente não posso acreditar que os franceses não viagem à Martinica... Seria como se os americanos não se interessassem em conhecer o estado do Havai. Impensável.
Ainda em Fort-de-France passeamos ao longo do cais e vimos o Forte Saint Louis
( de 1638) de longe - que aparentemente ainda é usado pelos militares franceses, por isso não está aberto a visitação pública. No centro da cidade também visitamos a famosa Biblioteca Schoelcher
em homenagem ao escritor e abolicionista Victor Schoelcher . ( O prédio foi construído no final do Século 19 para a Exposição Universal em Paris e depois desmontado e levado para a Martinica).
Finalmente, de volta ao Amsterdam e do deque de cima, pude tirar esta foto da baía
e mais esta
das construções nos morros ( NADA de favelas, como podem ver...), deste pedacinho de uma França exótica e colorida, tão pertinho da América. ![]()
Magnifique , não acham?
As duas ilhas seguintes em nosso roteiro foram St. Lucia e Barbados.
St. Lucia:
Alí atracamos na capital, Castries
– uma cidade de cerca de 66 mil habitantes e que, pra dizer a verdade, não me impressionou muito.
Primeiro, a praia que resolvemos ir não era lá grande coisa. ( Ou talvez naquele dia especificamente, as águas estivessem maio turvas e amarronzadas). Meu guia ( o Eye-Witness, no Brasil conhecido como o Guia da Folha de São Paulo ) , que normalmente dá dicas excelentes, nos falou de duas praias relativamente próximas da cidade – uma a cerca de 5 km e a outra a mais ou menos uns 20. Como andar de van nestas ilhas de estradinhas tortuosas e com os motoristas dirigindo do 'jeitinho brasileiro' não é das coisas mais agradáveis, resolvemos ir para a mais próxima . No final das contas talvez tivesse valido a pena ter aguentado um pouco mais a experiência desagradável na estrada e aproveitado uma praia melhor!
A verdade é que a praia onde descemos, Choc Beach,
está longe de ser um paraíso . Inclusive só tem uma construção meio decadente - um restaurante mal cuidado e cujo dono, um inglês, me pareceu bastante antipático. Como vêem, péssima pedida. Para se ter uma ideia, a coisa mais interessante que registrei por lá foi isso:
um cotoco de árvore no meio da praia , em forma de animal.
Caminhamos um pouco pela praia mas não nadamos. Então seguimos novamente para a cidade de Castries e mais uma vez nos decepcionamos. Fomos ao tal Mercado Local e achamos o local sujo, tumultuado e mal frequentado. Inclusive um garoto de rua esbarrou em mim fingindo estar correndo e brincando com outro – obviamente de olho na minha bolsa. Ora, quem já esteve no Rio como turista, sabe do que estou falando - até porque nestas ilhas caribenhas você não precisa ser branco, nem loiro de olhos azuis pra se destacar como gringo. Thanks, mas este tipo de déjà vu eu dispenso.
Enfim, compramos alguns souvenirs e saímos logo dali, caminhando de volta para o navio e sem uma impressão muito positiva do lugar. Pena, pois tenho certeza que devem ter outros pontos - tanto de praias boas quanto de outras cidades na ilha - que realmente vale a pena visitar.
No percurso de volta , passamos por um pequeno cais de pescadores
- coisa bonitinha e colorida de longe , parecendo até um quadro impressionista , mas horrível ( sujo e mal frequentado!) de perto! Meu marido ainda quis dar uma olhada nos peixes por ali , mas eu fugi ( literalmente) correndo em direção ao porto, onde o nosso Amsterdam estava atracado. Sim, eu confesso: Sou uma carioca traumatizada.
Por fim, e pra não dizer que não achei nada de bom em Castries, tem o prédio da Alliance Française.
Interessante construção, não acham?
Curiosidade histórica : a ilha de St. Lucia foi disputada entre os franceses e os ingleses durante muitos anos e trocou de mãos entre eles 14 vezes! – no final das contas ficando com os ingleses. O resultado é que vários nomes de cidades e praias pela ilha ainda são em francês.
Barbados:
Ah, ali sim!!
A ilha foi colonizada pelos ingleses e a capital , Bridgetown , é uma cidade beirando os 100 mil habitantes.
Ao desembarcarmos lá, pegamos uma das vans e seguimos para a praia de Mullins Beach
, cerca de meia hora da cidade. E que praia!!! Linda, limpíssima e de um azul turquesa do jeito que até hoje eu só vi no Mediterrâneo. Alí há um bom restaurante
e o lugar é bem animado, cheio de turistas.
Depois da praia aproveitamos para explorar um pouco a capital , mas como era dia 1 de janeiro, estava tudo fechado e o lugar mais parecia uma cidade fantasma. Ainda assim, passeamos pela charmosa marina
( cheia de belas embarcações) e conhecemos o centrinho turístico e a National Heroes Square , a praça onde , assim como a Trafalgar Square in Londres, o ingleses não resistiram e puseram mais uma estátua do Comandante Nelson ( que venceu Napoleão na famosa Batalha de Tragalgar, em 1805).
Outra coisa interessante que vimos em Bridgetown foi o prédio do Parlamento deles, fundado em 1639 e o terceiro mais antigo no mundo de língua inglesa. ( Infelizmente não tirei foto deste e apenas registrei na minha camcorder...)
Mas nossa experiência mais memorável em Barbados foi mesmo a da praia.
Ali, pela primeira vez desde que eu cheguei no Caribe , eu nadei em uma praia ainda mais perfeita do que as que eu havia conhecido na Grécia ! ( E que eu acreditava , até então, ser o lugar das praias mais lindas do mundo).
Meu souvenir da ilha de Barbados? Um vestidinho florido em azul turquesa , a cor do magnífico mar do Caribe.
Categoria de post: viagem, diário
Nosso cruzeiro incluiu algumas das mais belas e interessantes ilhas do Caribe, entre elas: Saint Maarten, Saint Lucia, Barbados, Martinica, Saint Thomas e Half Moon Cay, nas Bahamas.
Nosso navio era o ‘Amsterdam’
, da companhia Holland America -aliás, excelente.
De todos os cruzeiros que fizemos até hoje - no Costa ( italiano) pelo Mediterrâneo, e no Carnival (americano) no Golfo do México - esta companhia holandesa é de longe a melhor. Pra começar, o navio tem a metade do número de passageiros dos outros ( apenas 1380), o que significa que a ‘galera’ a bordo é bem mais seletiva. Nada daquelas mega famílias (usando tamanho GGG…) dos navios Carnival, com o povo se acotovelando desesperadamente envolta do buffet! Ok, você paga um pouco mais, mas viaja com gente de outro nível e em cabines ( mesmo as mais simples) muito maiores e confortáveis. Não há tumulto nem povaréu em nenhum local do navio.
( Sossego bendito no terceiro deck - o dos botes salva-vidas...
) Há ambientes para todas as faixas etárias, mas nenhuma área específica para crianças – o que deve explicar o fato de terem pouquíssimas delas a bordo. Já o pessoal jovem ( na faixa dos vinte anos), fica principalmente no andar de cima, onde há uma discoteca. Quer dizer, melhor do que isso, só mesmo o ‘Chilfree Jazz Cruise’ , LOL - que , ao que parece, tambem faz cruzeiros pela região do Caribe , saindo de Miami. (Fiquei sabendo disso em um dos childfree sites que costumo frequentar e taí uma coisa que definitivamente deve ser investigada!! )
Finalmente, a tripulação era 99% indonésia e muito gentil e prestativa.
Mas, falemos sobre as ilhas caribenhas...
Nossa primeira parada foi em St. Maaten – ou Saint Martin - dependendo de que lado da ilha você esteja , o holandês ou o francês.
Pois é, a ilha foi colonizada tanto pelos holandeses quanto os franceses e no final das contas acabou sendo igualmente dividida! ( Bem que eles tentaram fazer o mesmo no nordeste brasileiro, mais ou menos pela mesma época, os 1600’s…)
A capital do lado francês é a charmosa Marigot
, onde naturalmente a língua é o francês e o ambiente é o de uma ‘França com pitada caribenha’.
Alí sentamos em um café para tomar sorvete e depois seguimos para uma boulangerie , onde meu marido sempre tem de comer uma ‘baguete verdadeira, do jeito que só francês sabe fazer’ . ![]()
Ainda no lado francês da ilha fomos até a praia de Orient Beach ( Baie Orientale)
, de mar muito azul mas com ventos fortes. É ideal para quem gosta de praticar o windsurf
( ali tem equipamento para alugar), mas não para quem gosta de nadar em praia sem vento e sem ondas.
Depois seguimos para o lado holandês ( onde nosso navio havia atracado) e conhecemos a capital , Phillipsburg.
Tudo muito colorido, cheio de barraquinhas de souvenirs e, alí sim, uma boa praia para se nadar - a Great Bay Beach.
Marigot ( a capital francesa) é claro, fez mais a minha cabeça. Contudo, Phillipsburg ( a holandesa) nos pareceu mais limpa e um pouco mais desenvolvida.
Minhas impressões: embora a topografia lembre muito o Brasil ( afinal o Caribe já está nos trópicos) , os morros alí ainda estão com 99% de sua vegetação nativa preservada e detalhe: não há uma única favela a vista ; apenas umas poucas e boas casas nas encostas.
As estradas entre as cidades não são limpíssimas como nos E.U. , mas são MAIS limpas do que nos balneários brasileiros e nunca chegamos a ver lixo amontoado ao lado delas.
Conclusão: O Caribe, entre as ex-colônias européias nas Américas, é uma espécie de ‘Segundo Mundo’ – uma ponte entre o Terceiro ( incluindo o Brasil) e o Mundo Desenvolvido.
Então fica a pergunta: Será que Calabar não tinha razão em preferir que o Brasil fosse colonizado pelos holandeses?
Segundo o autor Romeu de Avelar, em seu livro ‘Calabar’ ( primeira edição de 1938 e a última em 1973 - hoje infelizmente indisponível no mercado literário…), o valente cabo de guerra brasileiro bem que sabia o que estava fazendo quando se voltou para o lado dos holandeses…
Categoria de post: turismo, diário
Pois é. Tenho andada sumida do blog nestas férias, mas foi por um BOM motivo: estávamos no Triângulo das Bermudas!! Lol
Mas, como podem ver, sobrevivemos e voltamos. ![]()
Tenho muito o que contar sobre nossa viagem a bordo do transatlântico Holland America e o cruzeiro que fizemos, acompanhados de minha mãe e minha tia ( que moram no Rio) , ao longo de algumas das mais belas ilhas do Caribe.
Decidi que farei isso em uma série de ‘diários de bordo’ , já que cada lugar por onde passamos realmente merece um post somente para si. E sim, é claro que eu registrei cada momento com minha velha e boa camera!
Miami:
Nossa saída se deu de Fort Lauderdale, Flórida.
Contudo, primeiro passamos duas noites em Miami, onde minha tia veio nos encontrar para embarcarmos no cruzeiro.( Minha mãe já estava conosco no Texas, desde o começo de dezembro ).
Não sou nenhuma expert em Miami ( só estive lá umas poucas vezes, sempre por um ou dois dias…), mas desta vez acho que pude ter uma ideia mais clara de que tipo de cidade realmente é.
Eu sempre disse que considerava o estado da Flórida ‘ o Rio de Janeiro que deu certo’ e Miami ‘ a Barra da Tijuca do Primeiro Mundo’ e esta visita apenas serviu para confirmar isso.
A cidade é realmente muito bonita e lembra muito o Rio da Zona Sul - especialmente a Praia de Ipanema e Barra. Na verdade eu diria que Miami toda lembra a Vieira Souto, com seus belos prédios de luxo, salpicados de varandas. Tudo moderno, colorido e alegre.
O South Beach é a mais pura animação , com bares, cafés, restaurantes e turistas do mundo todo passando de um lado pro outro a toda hora. É a orla do Rio em plena noite de Réveillon! A diferença fica por conta da limpeza das ruas, a falta de mendigos dormindo pelas calçadas, a total ausência de favelas nos morros (alias, alí a topografia é totalmente plana!) ou pivetes te abordando nas ruas. Em suma: ali você anda tranquila, usa suas jóias sem qualquer receio ou complexo de culpa , passeia em carros abertos e para nos sinais sem olhar receosa para os lados, com o batimento cardiaco abaixo dos 120.
Mas nem tudo são flores em Miami. Os motoristas alí estão LONGE de ter a civilidade , a educação e o respeito no trânsito ( tanto pelos pedestres quanto pelos outros motoristas…) que se vê nas outras cidades da América ( afinal a cidade é cheia de cubanos e, vamos combinar, brasileiros!!) . Mas, se você mora e dirige no Brasil, vai achá-los “normais” e não mais agressivos e impacientes do que os cariocas ou paulistas – afinal tudo é relativo.
Contudo, a coisa mais ‘ estranha’ e que me chamou a atenção em Miami, é que alí simplesmente não há AMERICANOS!! Para onde você se vira, ouve turistas e famílias falando todas as línguas do mundo , menos inglês. (Ou quando ouve alguém falando inglês, é com um forte sotaque latino -americano).
Pois é. Pelo visto os americanos não são lá muito fã da ‘Barra ‘ ou da ‘Cuba’ do Primeiro Mundo , e eu até entendo por que: Miami é uma cidade bastante ‘show off’ ( Olha gente, estou aqui, ó !!!), demasiada intensa e latino-americanizada para o gosto do americano médio.
No entanto, para quem mora no Brasil , Miami deve ser mesmo uma espécie de 'paraíso' pois afinal tem todas as qualidade do Rio (a alegria , belas praias, sensualidade, shoppings, a cultura do corpo e da praia etc.) , sem os seus piores problemas e mazelas. Isso sem falar nas compras que , como no resto dos E.U. , TUDO é muito mais barato do que no Brasil!! Então, No wonder que tantos brasileiros ( endinheirados ou simplesmente remediados) viagem todo ano enlouquecidos para lá - muitos inclusive , com um one-way-ticket.
Anyway, no dia 26 de dezembro seguimos para Fort Lauderdale, de onde nosso navio partiu para um cruzeiro de dez dias pelo Caribe.
Nos próximos posts, escreverei mais sobre os lugares por onde passamos e o que vimos de interessante por lá. É aguardar.
Alguns prédios em South Beach. Vai dizer que não lembra a Barra ?
Categoria de post: turismo, diário
Depois de 5 dias no Colorado , já estamos de novo com o pé na estrada e voltando para o Texas.
Em Breckenridge, aproveitamos para encontrar com meu cunhado e sua mulher, esquiar direito ( meu marido) ou praticar o “esqui dos bundões” ( Eu, lol, que só fiquei no setor dos iniciantes, na parte baixa da montanha...). Tambem comemos bem ( cá entre nós, a comida no Colorado é BEM melhor do que no Texas!) e claro, relaxamos no hot tub do nosso hotel , que fica ao lado da piscina e com uma linda vista para as montanhas.
Como já escrevi em detalhes sobre a região , (A ver os posts com tags de “Colorado”) , hoje deixo aqui principalmente as fotos que tirei de Breck e seus arredores.
1) A Main Street
- a rua principal da cidade com suas construções típicas no estilo Western , muitas das quais datam de meados de 1900’s ( a época da descoberta do ouro na região e da fundação da cidade). Nesta época do ano fica tudo decorado para o Natal, com direito a snowmen e tudo :-) 
2)
Os arredores de Breckenridge, onde há várias outras estações de esqui ( Keystone, Arapahoe Basin , Copper Mountain , Beaver Creek, Winter Park etc. ), menores e menos conhecidas, mas igualmente charmosas.
3)
O Lago Dillon nesta época parcialmente congelado . 
4) A pequenina Frisco , que fica a apenas nove milhas ( cerca de 15 km) de Breckenridge, tem o excelente Steak House ‘Silverheels’ ( o nosso preferido na região) , assim como um ótimo pub/cervejaria chamado Backcountry Brewery. O lugar é perfeito para um happy hour no final do dia. Nota : as potato skins ( batatas de forno) e a pizza são muito boas ( mas atenção: as porções são ENORMES!). O lugar tem um ar de pub rústico aconchegante,
com vista para a Marina no Lago Dillon. 
5) Por fim, a vista que temos ao longo da estrada
entre Breckenridge e Denver, a capital do estado. ( Aliás, a cidade definitivamente vale uma visita!). O percurso dura cerca de duas horas
e as várias cidadezinhas incrustadas no meio das Rocky Mountains são uma graça - em especial Georgetown e Idaho Springs. Muitas delas são antigas cidades mineiras mas que hoje vivem do turismo ou , como Breckenridge, do esqui.
---
Cerca de duas horas após deixarmos Breckenridge, aproveitamos para dar uma parada no centro de Denver e conhecer o Denver Art Museum. É que eu estava curiosa para ver sua construção em estilo Deconstructivist ( Arquitetura Desconstrutivista) que acabei de aprender em meu curso de História da Arte.
Realmente vale a pena ir até lá só para ver o projeto! O acervo do DAM é principalmente de Arte Contemporânea (que eu não gosto nem um pouco). Contudo, há um setor de Arte Africana e da Oceânia bastante interessantes, um de Arte Pré-Colombiana (que não tivemos a ocasião de ver) e um pequeno, mas excelente, de Arte Moderna, europeia e americana. Vejam alguns de seus highlights :
Um Monet - A ponte de Waterloo... , uma paisagem de Pissarro e uma camponesa de Millet...
Sem falar nestes dois
que tambem gostei bastante , mas cujos nomes dos artistas não me recordo .
O primeiro é de um americano; o segundo (com o cachorro) , feito com pedaços de jornais, é de um artista dinamarquês.
Mas, a verdadeira estrela do Denver Art Museum é, sem dúvida, a construção em si - tanto por dentro quanto por fora !
Categoria de Post: turismo, arte, cultura
Agora que estou de férias e relaxando aqui em Breckenridge ( Colorado) ,volto atrás uma semana para escrever sobre nossa visita sábado passado ao Museum of Fine Arts de Houston.
Nossa curta escapulida até a maior cidade do Texas (e a quarta maior dos E.U.) se deu na sexta-feira. Dirigimos 3 horas até lá, passamos a noite, e no dia seguinte seguimos para o MFA , que é o mais importante da cidade e o maior do Texas.
O que fomos ver lá?
A exposição “Tutankhamun, the Golden King and the Great Pharaohs …” , sobre o antigo Egito e o mais famoso de todos os seus faraós : Tutankhamun , cuja tumba, repleta de tesouros , foi descoberta em 1922.
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O MFA de Houston fica em uma bela área da cidade chamada de Museum District .
Ao chegarmos à cidade, minha mãe ( que sempre vem pra cá nesta época do ano…) imediatamente comentou :
-Puxa, como esta cidade lembra São Paulo!
De fato, Houston lembra muito S.P. - mas a parte RICA da cidade !! Aliás, a área do Museum District é a cara dos Jardins. O centro é cheio de belos prédios, tudo muito moderno e iluminado, com milhares de viadutos de vias expressas - só que ao contrário dos de São Paulo, estes são sem pichação ou gente morando debaixo.
As ruas de Houston são largas , limpas e sem buracos e não há qualquer sombra de mendigos ou pivetes. E quanto à favelas … ( se em S.P., elas ficam principalmente na periferia da cidade - e não BEM DENTRO dela e ao lado dos melhores bairros , como é o caso do Rio de Janeiro…) , em Houston elas são simplesmente inexistentes.
O risco de alguém ser assaltado por lá?
É o mesmo de um brasileiro sofrer um atentado terrorista em plena Avenida Paulista! Ou seja: Impossível não é. Mas é muito, muito pouco provável.
Pois é, caros amigos. Este é o retrato da América atual , que ‘ficou pobre e está em decadência…” , coitadinha.
Ok, mas voltemos à múmia mais famosa da antiguidade…
A exposição do King Tut vai estar no MFA de Houston até abril de 2012 , e além desta, havia mais outras três exposições temporárias igualmente interessantes : uma sobre o “Luxo do Barroco na França do Século 18” , uma sobre as Arábias e a outra sobre os grandes Mestres holandeses! Tá bom , ou quer mais?
Infelizmente como estávamos com o tempo limitado, tivemos de nos contentar em visitar somente a do King Tut ( alias, a razão de nossa viagem até Houston) e dar uma rápida passagem pelo acervo permanente de pinturas europeias do museu.
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Quer saber? Eu tiro o chapéu para o MFA de Houston! Quem dera que tivéssemos em Austin um museu deste porte. A coisa melhor que temos por lá ( em termos de museu…) é o Bob Bullock , especializado na História do Texas. ( Este até é bastante interessante e fica em um belo prédio). Já o tal do Blanton Museum, que é o ‘Museu oficial de arte da cidade’ ... Arre égua! Que pobreza. Ok, o prédio é até bonito, mas o acervo… *Suspiro*
Mas voltando ao King Tut…
O único senão da Expo do Egito é não podermos tirar fotos. Uma pena, pois logo na entrada recriaram uma espécie de tumba, com um vídeo explicativo sobre o Egito Antigo . Uma vez lá dentro, são várias as estátuas que podemos admirar dos três Reinos do Egito ( o Old, Middle e New Kingdoms), móveis e até uma latrina da antiguidade! Lol Já na parte da tumba do King Tut, podemos ver jóias magníficas que estavam sobre sua múmia , vários artefatos, estatuetas e até alguns coffinettes ( espécie de ‘tumbinhas’ do faraó, lindamente decoradas em ouro, turquesa e outras pedras preciosas, e que era onde se colocavam os órgãos do morto – o que fazia parte do processo da mumificação… ). Tem até uma cópia idêntica à múmia do faraó ( já que a original se encontra no Egito e jamais saiu de lá ).
Bom, se não pude tirar fotos dos tesouros do King Tut, ao menos pude registrar o prédio do museu , assim como algumas das pinturas de seu acervo permanente.
Eis aqui alguns dos quadros que mais gostei nos setores do Século 19 e 20 de Arte Européia . ( A coleção vai dos Séculos 14 ao 20, mas só tivemos tempo de visitar os dois últimos ).
Este Manet de pescadores foi o meu preferido...
Um charmoso Kandinsky, um Van Gogh e um Monet quase abstrato.
Já estes de baixo eu tambem adorei, só que não me lembro dos nomes dos artistas. Preciso ver no catálogo que comprei na lojinha do museu e que ficou lá em casa , em Austin. Imaginem, um lindo catálogo da coleção europeia do MFAH, por apenas 5 dólares!!
Les voilà: ( Não são lindos?)
Categoria de post: diário, viagem
Ontem, Graças à Deus, terminei minha última prova do ano no Community College e até o ano que vem estou livre dos estudos! ![]()
Agora estamos aqui no meio do NADA , na estrada, e acabando de entrar no estado do Novo México. Nosso destino é a pequena Breckenridge (estação de esqui), no belíssimo Colorado. ( Já escrevi mais de um post sobre o lugar, portanto se quiserem saber mais , é só procurar nos tags de ‘Colorado’ …) Alí meu hubby aproveita pra pôr o seu esqui em dia e eu a leitura – e por que não, o blog! lol - em meio às magníficas Rocky Mountains . Ah, o Southwest tem algo de mágico...
A viagem de carro de Austin ( Texas) até Breckenridge dura dois dias – cerca de 9 horas cada.
Saímos ontem de tarde, e depois de dirigirmos mais de 11 horas (parando pra dormir na cidade de Amarillo), só agora conseguimos deixar o Texas ! Dá pra acreditar?? Esse estado MONSTRO parece que nunca acaba…
Mas enfim, o trecho do Novo México ( o qual estamos percorrendo agora ) será curto e logo depois entraremos no Colorado.
Belo, belo estado americano!! Esse sim, com suas montanhas imponentes e lindos lagos ( nesta época do ano congelados). Cá entre nós, o Colorado, em matéria de beleza, dá de 1000 no Texas!
Mas por enquanto ( no estado do Novo México) , esta é a paisagem que temos a nossa volta.
E só.
Mas ainda estamos muito perto do Texas. Daqui a pouco vai ficar bem mais bonito , com cara de filme de cowboy– o verdadeiro Southwest Americano! ![]()
As ‘cidadezinhas’ que nos aparecem a cada duas horas…. Arre égua! Cada buraco mais deprimente que o outro , com meia dúzia de barracos ( não barracos no estilo ‘favela brasileira’ , mas no estilo ‘casebres à la Chernobyl’ ) com nomes de lojas, restaurantes e até hotéis onde nem mesmo o mais cansado e esfomeado dos turistas jamais pensaria em entrar. Os lugares parecem mesmo com Chernobyl depois da explosão nuclear. Só sobraram três gatos pingados pra contar a estória.
Quanto a comida na estrada… Com sorte você topa com um Mac Donald’s. Com mais sorte ainda, um Subway...
Ok, pelo menos os postos de gasolina têm banheiros decentes - afinal isto é a América.
A estrada tambem, é de mão única e em linha reta, com o asfalto liso e perfeito
como a pele da Claudia Raia. O céu está azul e límpido , apesar da temperatura de 2 graus negativos. Contudo, muitos trechos têm limite de velocidade de 55 milhas ( muito devagar). E claro que há policiais na moita, só esperando pra lhe dar uma multa. Pelo visto é assim que se ganha um dinheirinho e se revitaliza um pouco a economia nesses buracos no meio do nada! lol
Agora a pouco avistamos um Correctional Facility ( um belo eufemismo pra PENITENCIÁRIA…) não muito longe da estrada. Aliás, o lugar é ideal para se construir um presídio , não é? Nota: Ao longo da estrada vemos mais de uma placa dizendo : “ Favor não dar carona à ninguem”. (Principalmente se estiver usando um macacão alaranjado , suponho eu…)
Afinal agora a paisagem melhorou bastante. Estamos no meio do deserto do Novo México e a impressão que se tem é de que a qualquer minuto um bando de índios a cavalo vai surgir no meio deste descampado ou no alto de um dos morros.
Ah e vejam só, um vulcão !
Este, se me lembro bem do curso de geologia, é do tipo ‘composite’ . Deve ter sido perigoso no passado mas agora está extinto. Seu nome é Capulin. Pena que não temos tempo pra explorar, já que temos um longo caminho até chegarmos ao alto da montanha na bucólica Breckenridge...
Mais depois.
P.S. Este post acabou de ser publicado de um Mac Donald's com Wifi , em uma dessas cidadezinhas no meio do nada...
Ai que bom! Só mais uma semana e estou livre dos estudos, e de férias da faculdade!!
Ufa. Nem vejo a hora de poder descansar e poder ler somente o que me der na telha.
Um romance bobo. Minhas revistas VEJA atrasadas… Meus sites e blogs preferidos na Net… Os resumos da novela idiota das oito, no Terra... É sério.
Este semestre foi duro . Interessante, mas DURO.
O curso de geologia, com o meu professor cientista, dificílimo! ( Tou suando pra me sair com um B …) O de História da Arte idem. (Mas pelo menos neste estou com média A...)
E por falar em Arte...
Neste final de semestre, que coisa MAIS CHATA o estudo da ‘arte’ do Século XX! Aliás, que piada.
Nunca vi tanta coisa horrorosa, deprimente e sem a mais remota gota de talento - intitulada de 'arte'. Humph.
Até a primeira metade do século passado ainda vai. O Cubismo de Picasso, o Surrealismo do Dalí. Mas depois….Quelle horreur!!
Ok, eu não sou, nem nunca fui, uma pessoa apaixonada pelo Século XX - tirando a medicina e os transportes. Mas mesmo assim, a suposta 'arte' desse nosso século é ruim DEMAIS!
E esse monte de termos inventados ( Superrealismo, Suprematismo, Futurismo, Desconstrutivismo, Minimalismo e por aí vai...) - Quanto blábláblá, pra tanta porcaria! ( Com uma ou outra exceção).
E pensar que no passado, um século INTEIRO tinha apenas dois ou três ISMOS a definir sua arte (Classicismo, Neo-classicismo, Romantismo, Realismo, Impressionismo etc) - e que ARTE!!
Enfim, como por estes dias só o que tenho tempo de fazer é estudar, fica aqui hoje no Parada umas pictures bem divertidas que recebi esta semana de uma amiga.
Pelo menos NESTE tipo de arte, o século XXI até que tem algum talento…![]()
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Vejam só como eles existem de verdade!! lol
COPADRAMA
- A Brazilian Tragicomedy
(um romance em inglês de I. Pamelli M.)
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