
Hoje, por acaso, acabei reativando meu e-mail do Sapo.
Ao que parece, depois de NÃO ser usado por mais de três meses, ele é “desativado” - quer dizer, todas a suas antigas mensagens são automaticamente apagadas.
Então hoje quando voltei lá (depois de mais de um ano sem dar as caras, Lol) , percebi, para a minha agradável surpresa, que minha caixa de mensagens estava totalmente vazia!
Ou seja, fizeram uma SUPER limpeza no monte de lixo que havia por lá - desde que o Parada abriu suas portas virtuais em Abril de 2008.
Então pensei: Opa, já que este mês o Parada faz quatro anos, vou aproveitar para reestrear esta nova caixa de mensagens enquanto ela ainda não fica entupida de spams, anúncios idiotas ( Não, obrigada. Eu não estou interessada em nenhuma aumentação do meu pênis inexistente…) e hate-mails de leitores que ficam indignados com algo de politicamente incorreto ou desagradavelmente verdadeiro que leram no Parada.
Eis a minha ideia: Fazer um segundo “Experimento Antropológico” ( o primeiro aconteceu faz tempo!) aqui no blog, e assim, poder saber um pouco mais sobre aquelas pessoas que o frequentam , seja com certa assiduidade, seja de maneira esporádica.
Você é leitor do Parada? Costuma passar por aqui de vez em quando? O que o trouxe aqui pela primeira vez? O que o fez ficar? Onde você está? Em que cidade, em que país? Conte-nos alguma coisa sobre onde vive e como é a vida por lá.
Observando o meu flag counter, percebo que tenho pelo menos umas 40 pessoas que frequentam o Parada regularmente. Provavelmente umas 50 ou 60, se contarmos aquelas que pipocam aqui uma vez a cada 2 ou 3 meses.
Você está em Moçambique? Na Holanda? Na Itália? Na Suécia ou Japão? De que cidade do Brasil está nos espiando? É português, argentino, brasileiro , espanhol , francês? ( Segundo o flag counter, a maioria dos frequentadores é formada por brasileiros).
É estranho o fato de algumas pessoas se interessarem em ler o "diário politicamente incorreto" de uma desconhecida. Mas assim é a blogosfera e tem gosto pra tudo. Eu mesma costumo seguir alguns blogs childfree com certa regularidade.
Às vezes gostamos da pessoa e suas ideias. Às vezes gostamos de sua vida. Às vezes gostamos do lugar onde ela mora e queremos saber ‘como é que anda a vida por lá’ …
Seja qual for o seu caso, deixe o seu recado aqui. Conte-nos o que quiser – ou simplesmente pare e dê um ALÔ. (Se não quiser dar seu nome verdadeiro, invente um!) Você poderá fazer isso comentando no próprio blog ( logo abaixo dos posts onde está escrito “comentários”) , ou mandando o seu e-mail para a mais nova , limpa e desentulhada caixa de mensagens do Sapo : pamelli@sapo.pt
Nos próximos dias recolherei o material que chegar e colocarei alguns trechos no Parada em um post intitulado, "A Voz dos Leitores”.
E depois, quando a caixa estiver novamente entulhada de spams, anúncios idiotas e hate-mails dos "politicamente corretos", eu darei uma nova sumida por três meses e deixo o Sapo fazer uma nova faxina nela , hehe.
Categoria de Post: desabafo
Hoje é terça-feira – quer dizer, o dia daquele programa HORROROSO , a tortura-texana do curso de “Field Methods in Archaeology” .
Pois é. Hoje é dia de catar minhoca, cacos de vidro e PEGAR PULGAS das milhares de galinhas
que infestam a fazenda de Boggy Creek, já que a dona ( uma típica bicho-grilo de arrepiar os cabelos de qualquer super-herói) não tem sequer a consideração de prender os galináceos enquanto trabalhamos no seu terreno. 
É sério. Semana passada chegamos em casa com pulgas!!
É mole? ( E olha que temos um gato e cachorro e nunca tivemos isso aqui antes…). Meu braço está cheio de mini-dentadas.
Ontem à noite eu disse ao meu marido: Que tal matarmos a “aula” de amanhã?
Afinal, sou uma das poucas alunas que ainda não matou nenhum dia de aula naquele curso; a única que tem entregue os trabalhos de casa TODA semana. ( E a professora sequer se dá ao trabalho de nos entregar o dever de volta, para sabermos o que fizemos de bom ou ruim nele… O negócio dela é simplesmente botar a gente agachado no mato, catando os pseudo-artefatos na maldita fazenda!).
Mas meu hubby respondeu que devíamos ir. ( Esse é o seu lado estóico e ‘americano certinho’; o que recolhe o cocô do cachorro no jardim do vizinho - mesmo que o "delinquente" tenha sido o nosso chiuaua , que faz um cocô do tamanho de um amendoim…- e sai carregando o troço num saquinho plástico durante dez quarteirões, até finalmente encontrar uma lixeira!)
Resumo da Ópera ( ou melhor, da tragédia): Não vejo a hora de terminar esse semestre e nunca mais voltar naquele pulgueiro.
Literalmente!
Agora já sei porque tudo quanto é arqueólogo tem sempre um aspecto tão “acabado” e maltrapilho. É de viver no meio do mato e deserto por aí afora, fazendo field work debaixo do sol rachante, e atraindo para si tudo quanto é tipo de parasita e inseto grotesco que a natureza já produziu. Arrreee.
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( A Mônica ainda existe?? Faz tempo que estou fora do Brasil e já nem me lembrava mais...lol)
Volta e meia um amigo no Rio me envia um texto que eu simplesmente tenho de colocar no Parada!
Voilà o último que recebi
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Ok, o Parada anda bem parado ultimamente, mas também não tenho tido nada de tão excitante pra contar neste ultimo mês.
No curso de Regional Geography tivemos duas excursões aqui por perto , nos arredores de Austin: uma até a formação rochosa de Enchanted Rock
e a outra nas "cachoeiras" ou "quedas" no Parque estadual de Pedernales Falls.
A subida até o topo da rocha até que foi legal (mais ou menos uma meia hora de caminhada moderada).
Nota: Esta rocha
, em forma de cogumelo, ficava na metade do caminho, lol.
Já a tal "cachoeira" ou as "quedas" no Parque de Pedernales Falls… Arre, que coisa mais pobre !!
Ainda assim, era proibido nadar no local, supostamente porque não havia qualquer salva-vidas por perto... ( Sinceramente, mais fácil seria alguem se afogar na banheira da própria casa!)
Ok, eu não estava esperando nenhuma Catarata do Iguaçú ou Niagara Falls, mas ISSO!
( Quem não achou nada ruim for a Lila , que adora qualquer pretexto pra sair de casa... E sim, estas são as 'cachoeiras' de Pedernales Falls!! )
Mas os dois passeios organizados por Professor J. até que foram divertidos.
Programa de Índio mesmo está sendo a tal "excavação"na fazenda de Boggy Creek, aqui nos arredores de Austin, e que faz parte obrigatória do nosso curso de Field Methods in Archaeology.
Já faz duas semanas que seguimos pra lá nas terças-feiras no final da tarde
- o dia de nossa aula.
No primeiro dia choveu - e eu dei Graças à Deus! Lol
Já na semana passada fez tempo bom
- então tivemos mesmo que colocar a mão na pá, na terra e no balde! Sem falar nas telas gigantes onde fazemos a seleção dos materiais "altamente arqueológicos’ que encontramos no solo da tal fazenda. (Cacos de vidros, cotocos de árvores, minhocas e ocasionalmente algum pedaço de brinquedo…) E detalhe: o local é CHEIO de galinhas ciscando em volta da gente. Mais de 50. ENORMES , assim como tudo o mais no Texas. Tudo. Tudo que eu sempre sonhei!
Naturalmente a pseudo-arqueóloga aqui vai se arrastando na "Operação Indiana Jones" e fingindo que está contribuindo. Fazer o quê? O curso é obrigatório para o meu degree. But, let's get something straight here: Estou seguindo o curso de Antropologia, mas minha ideia é , algum dia, num futuro não muito remoto, passar a trabalhar em algum museu ou cidade histórica ( naturalmente na beira do mar…) - como guia. Deus me livre de sair por aí, me metendo no meio do mato , do deserto e sei lá mais aonde, cavoucando na terra a procura de "artefatos arqueológicos"! Não, muito obrigada. Prefiro falar sobre eles uma vez que já estiverem limpos, devidamente analisados e dispostos em alguma prateleira de museu ( de preferência com ar-condicionado e um belo café...lol).
Enfim, pelo menos meu marido resolveu se juntar ao grupo - minha professora achou ótimo ter mais um ‘voluntário’ nesse baita programa de índio…- o que pra mim é duplamente bom: tenho carona pra ir na tal fazenda ( que fica meio afastada do centro da cidade…) e companhia no sufoco! lol Alem do mais, resolvemos que nas terças à noite, após o trabalho em Boggy Creek, paramos pra jantar em um café argentino que fica naqueles arredores e cujas empanadas (deliciosas!) são uma boa ‘recompensa’ depois da tortura. ( Já no carro, damos umas espanadas na poeira , trocamos de roupa e disfarçamos um pouco a aparência texano-selvagem antes de seguirmos para o Buenos Aires Café ).
Afinal, minha política é a seguinte: Sempre que tenho de fazer algo de chato ou desagradável, pelo menos tento 'enfeitar' a desgraça de alguma forma!
Thank God, faltam apenas mais dois meses para terminar o curso e então estou livre!
Saudade deste semestre no Community College só vou ter mesmo do curso de Regional Geography do Professor J. Nesse, pelo menos, o meu A já está garantido. ![]()
Bem, esta semana já estamos de volta à Austin e ao batente ( dos estudos e trabalho).
Mas hoje venho ao Parada para deixar umas fotos que tirei durante nossa semana na Flórida – mais especificamente na cidade histórica de Saint Augustine!
O lugar é de se tirar o chapéu . Dez vezes. Aliás, pra mim, é a cidade mais bonita, a mais charmosa e definitivamente, a mais ‘européia’ da Flórida! – e possivelmente dos States. Coloca Miami e todas as outras da ‘salsicha’ no chinelo.
Eis alguns fatos interessantes sobre essa pequena pérola no sul dos E.U. :
- St. Augustine foi fundada em 1565 ( a mesma data da fundação da cidade do Rio de Janeiro! ) pelo espanhol D. Pedro Menéndez de Avilés . Em 1513 , outro espanhol ( Ponce de León), havia descoberto a Flórida, que então passou a pertencer à Espanha.
-St. Augustine é a cidade mais antiga dos E.U.A. Mesmo!
- Está localizada na costa leste ( daí que tem uma ótima e longa praia ), no Oceano Atlântico, a umas quatro horas ao norte de Miami.
- A população fixa de St. Augustine tem apenas cerca de 20.000 habitantes . A cidade é portanto pequena e lá o turista pode tranquilamente dispensar o seu carro ( coisa impensável em 99% das cidades americanas…) e fazer todas as suas excursões e explorações a pé – ou simplesmente tomando o bondinho turístico .
-Apesar de ter uma bela universidade , A Flagler College, St. Augustine não é cidade de garotada. O típico turista que vai para lá é um casal de meia idade, bem de vida e interessado em história e gastronomia - e frequentemente acompanhado do seu baby ( que é, naturalmente , um cãozinho ! lol).
Nota: o balneário para as GRANDES FAMÍLIAS eu diria que é mais em baixo …Ao sul de St. Augustine, e se chama Daytona Beach. ( Tô fora!)
Ou Orlando, é claro , por causa da Disneyworld...
- Last but not least, para quem gosta de comprar compulsivamente ( por exemplo, o típico turista brasileiro...), St. Augustine não decepciona . Nos arredores da cidade há um outlet mall com todas as lojas de grifes onde você pode gastar tudo o que tem, e o que não tem também. (Essa foi a única parte da cidade que eu não fiz questão de conhecer, ( pelo menos desta vez) já que não sou fanática por compras...)
E agora, algumas fotos que tirei da minha cidade preferida na América:
- Avilés Street- a rua mais antiga dos E.U. Ali há um ótimo Café cubano para se comer empanadas e em breve haverá também um restaurante brasileiro, ao lado.
-Bridge of Lions: a ponte com duas estátuas de leões e que nos leva para a Praia de St. Augustine, do outro lado da ilha.
- o Café Hidalgo - um ótimo lugar para se comer tapas e se beber um vinho no happy hour. Do balcão do segundo andar, podemos ver o pessoal passeando na rua lá em embaixo.
- a linda Universidade Flagler, construída para ser um hotel de luxo no século 19.
- Henry Flagler, o magnata que tinha 3 hotéis de luxo na cidade então...
- Dá pra acreditar que este é o prédio da delegacia em St. Augustine?? lol
- o bondinho passando pela linda Magnolia Street ( toda recoberta de árvores!)
- O charmoso Sara's Café . Comida russa e um ótimo lugar para se tomar um sorvete no final do dia. A dona acabou de fazer cem anos!
- O local onde D. Menéndez mandou rezar a primeira missa , em 1565.
- O 'típico' casal que visita St. Augustine , lol.
- Uma jovem surfista ( certamente uma habitante local).
Pássaros felizes.
Afinal , eles moram em St. Augustine!
Pois é. Já estamos on the road again e ( naturalmente) de volta a Flórida!
Acontece que esta é a semana de Spring Break ( as ‘férias da primavera’ dos Americanos ) e portanto quando as escolas e universidades por aqui interrompem suas aulas por uma semana. É a chegada oficial da primavera!
Somente hoje cruzamos TODO o norte do estado da Flórida , do oeste ao leste, ao longo de uma única rodovia em linha reta - a Interstate 10. Nosso destino? O charmoso balneário de Saint Augustine, onde já estivemos em 2010, e que é minha cidade preferida , no meu estado preferido.
A viagem do Texas até a Flórida ( de carro) leva dois dias.
Ontem, cruzamos os estados da Louisiana, Mississippi e Alabama e chegamos até a cidade de Pensacola, já na Flórida. Quase ninguém faz isso aqui na América : viajar de carro! Lol ( Ainda mais uma distância dessas…). Mas nós gostamos de dirigir entre os estados – afinal as estradas são ótimas, quase todas em linha reta, com motoristas responsáveis e sem o perigo de assaltos. É uma ótima maneira de se conhecer verdadeiramente o país, suas estradas e a topografia típica de cada estado.
Então hoje deixo aqui algumas fotos que tirei pelo caminho enquanto cruzávamos a Louisiana. – o mais ‘francês’ de todos os estados Americanos. Dessa vez não deu tempo de pararmos em New Orleans ( que eu adoro!) mas ainda assim, a influência francesa está por toda parte , até mesmo nas estradas!
A Louisiana é uma espécie de” Bahia dos Estados Unidos ”, e New Orleans, a sua Salvador! Lol . Afinal ali uma grande parte da população é negra, sua culinária exótica e apimentada é conhecida nacionalmente, assim como a sua música. Só que no caso de New Orleans não estamos falando de axé, e sim de jazz! ![]()
Ao cruzarmos o estado do Mississippi, fizemos um pit-stop mais do que merecido na cidade-cassino de Biloxi ( que não é nenhuma Las Vegas , mas ainda assim é bem charmosa e agradável…). Ao chegarmos ali, e ainda no carro , trocamos por uma roupa melhor, pusemos um perfuminho , lol , e bem disfarçados de 'civilizados', ( ninguem diria que estávamos dirigindo há mais de dez horas!!) aproveitamos para jantar no Hard Rock Hotel & Cassino. ( Há cinco restaurantes no hotel , inclusive um Hard Rock Café , é claro… Mas o que recomendo é o ‘Vibe’ - aconchegante, romântico, com pianista e um excelente cardápio de sushi além de outro com comida internacional. E o melhor: com preços super razoáveis! )
A verdade é que lá em casa ninguem é chegado à jogo, mas pessoalmente, adoro os hotéis-cassinos - que são sempre animados, com bons restaurantes e casas de shows.
Por fim, ao deixarmos Biloxi, ainda dirigimos umas duas horas até cruzarmos a fronteira e chegarmos à Pensacola, na Flórida.
De lá até Saint Augustine são cerca de sete horas a mais, mas podem crer que vale a pena. A cidade é linda - e única.
Eis alguns shots de nosso longo percurso através de quatro estados americanos:
1) Na estrada, ao cruzarmos a fronteira do Texas e entrarmos na Louisiana, a placa de 'benvindos' nas duas línguas - inglês e francês - e a flor de lis , que é o símbolo da monarquia francesa... 
2) Tambem vimos vários anúncios de estabelecimentos que vendiam boudin, um tipo de salsicha bem típica francesa...
3) Visão de um dos vários pântanos da região. Mais uma 'marca' da Lousiana...
4) E já no Mississippi, o Hard Rock Hotel Cassino . A guitarra, naturalmente, é o seu símbolo.
5) O cassino dentro do hotel - com guitarras em néon por todos os lados...lol O lugar fica muito cheio e animado no sábado à noite.
Para o pessoal mais jovem ou informal, o Hard Rock Café é uma boa pedida. Já para os mais exigentes ... o Vibe Restaurant é a melhor opção.
E agora ficaremos em St. Augustine a semana toda.
É aguardar o próximo post.
Coisa mais linda deve ser o livro "Unlikely Friendships" , de Jennifer S. Holland !
Nele são vários os casos relatados de amizade improvável entre diversos animais - todos casos reais e catalogados.
Eis aqui alguns exemplos:
Chino, o cão, e Falstaff, a carpa chinesa, no estado americano do Oregon. Os dois se encontravam diariamente na beira do lago que o casal possuía em casa e tocavam seus focinhos.
A cacatoa Coco e o gato Lucky , adotados por um casal americano , se tornaram grandes amigos.
Um macaco rhesus bebê e uma pomba dividiam a mesma jaula e comida no centro de proteção animal de uma ilha chinesa. Dormiam abraçados.
Dois tigres-de-sumatra e dois orangotangos que dividiam o mesmo berçário na indonésia. Rejeitados pelos pais, foram criados juntos e tiveram dificuldades em se acostumar com a separação quando se tornaram jovens.
E last but not least, Lila ( o chihuaua) e Senninha ( o gato) , lá em casa em Austin, Texas.
A primeira foi adotada do abrigo e o segundo apareceu lá em casa em uma noite congelada , quando ainda era gatinho. Dormem juntas no mesmo quarto, muitas vezes na mesma poltrona, com apenas um palmo de distância uma da outra .
Ah, o mundo animal ( com a exceção do Homo Sapiens..., yuk! ) é realmente MUITO fofo...

Puxa , faz tempo que não passo por aqui e já estava até com saudades do Parada!
Acontece que as aulas no Community College já recomeçaram e agora é muito o que eu tenho de ler e estudar.
Sorry bloguinho
. No futuro vou tentar não ficar tanto tempo sem passar por aqui...
Anyway, neste semestre são 3 os cursos que estou fazendo : U.S. Government, Regional Geography e Topics of Anthropology.
O curso de Governo dos E.U. é até interessante e estou gostando bastante do livro “We the People” pelo Professor de Harvard Thomas E. Patterson. Nosso professor aqui ( Dr. M.) é um senhor nos seus sessenta e tantos, muito bem vestido , educado ...e claramente republicano!![]()
Pois é, entre outras coisas, ele acha que ‘o governo não tem nada que ajudar ninguém; que na América sempre foi ‘cada um por si’ e é claro, nunca perde uma oportunidade de malhar os democratas, o Presidente Obama e em especial o seu Plano de Saúde para todos.
Pra mim , o pior é me ver em uma sala de aula, no meio deste estado GIGANTE cheio de armadillos e gambás (literalmente no meio do NADA!) e tendo de ouvir os comentários “altamente intelectuais” dos meus colegas 100% caipiras, conservadores e republicanos!
Deve haver exceções na aula , só que estas pessoas infelizmente não se manifestam .
Então de vez em quando , quando não aguento mais, faço algum comentário e defendo o Presidente e suas ideias ‘ socialistas’. ( Ai Deus, dai-me saco pra ouvir tanta barbaridade...)
Realmente, me parece INCRÍVEL que num país rico e desenvolvido como os E.U.A. , ainda tenham pessoas que achem que está “tudo bem” mais de 40 milhões da americanos viverem SEM plano de saúde! Que um sistema onde todos os cidadãos de um país têm cobertura de health care , é "coisa de país comunista". Francamente!
Em suma: a aula é basicamente um martírio , mas pelo menos o livro é muito bom ( de fato, é o que salva a pátria ...) e o professor , como é educado e não faz o tipo exaltado, pelo menos respeita a opinião dos outros ( Inclusive a minha , que normalmente vai de encontro com a dele e a de 99% da turma). Obrigadíssima, Primeira Emenda Americana !
So much for my U.S. Government class…
Ok, depois tem a professora antropóloga do curso de “Métodos de Escavações” que também tive de seguir neste semestre. O lado bom é que ela é bem experiente e interessante ( afinal é uma antropóloga! Lol) , e assim como Professor M. , também já passou das 6 décadas .
O "ruim" é que, entre outras coisas, temos de botar a mão literalmente na terra e cavoucar buracos em uma fazenda aqui nos arredores de Austin ( cuja história data de 1840...) . Nosso objetivo lá é encontrar o local onde ficava a antiga cozinha - já que a casa, sendo uma típica construção texana do século 19, tinha sua cozinha FORA da residência principal ( por razão do risco de incêndio). Sei lá se vamos encontrar alguma coisa realmente de interesse ( quem sabe um fémur ou tíbia de algum antigo escravo da fazenda ??) , mas enfim...
Fora isso, Dr. B ( sim, logo no primeiro dia ela fez questão de nos avisar que tem um PhD...) também tem nos mostrado um pouquinho do filme do Indiana Jones no final de cada aula. LOL Nada mal né? Afinal assistir ao Harrison Ford , ainda jovem e bonitaço, dando uma de arqueólogo à la James Bond... Quem é que vai reclamar?
Por fim vem a minha aula e o professor preferidos: Regional Geography e Prof. J. ![]()
Pra essa eu realmente vou com prazer!
A aula, como o nome já diz, é isso mesmo : Geografia Regional ( neste caso, mundial...).
Rios, montanhas, desertos... Sistemas políticos, a economia e notícias atuais do que anda acontecendo em cada um desses lugares.
Acabamos de terminar com as Américas e nesta semana começamos com a Europa. Sim, essa é a minha praia!
Professor J. é um cara bem camarada, além de muito bem informado e viajado. Fisicamente , me lembra o Ed Harris hoje em dia ( quer dizer: já nos seus cinquenta anos e careca , mas percebe-se que já foi bem atraente em um passado não muito remoto, lol ). Alguem se lembra dele em "Apollo 13" ? Ai demais!!
Não é que eu seja puxa-saco, mas depois da aula sempre ficamos batendo altos papos sobre ‘o mundo’ , e em especial o Brasil e a França ( já que ele é um grande fã da Paris...).
A meu ver, Professor J. daria um excelente convidado em uma festa ou jantar , pois é o tipo de pessoa que , como diria a velha e boa Jane Austen, 'has a knowledge of the world, a great deal of conversation and a liberal mind' . E se alguém ainda tiver alguma dúvida... É claro que se trata de um democrata!
Só tem uma coisa: ele é SUPER mal vestido e tem péssima postura!
Se eu fosse sua mulher, irmã, filha ou amiga íntima, certamente lhe daria uns ‘toques’ de onde comprar umas camisas pólo e calças 'dockers', além de sugerir alguns exercícios para lhe 'abrir e levantar os ombros'... Olha que ele ficaria um coroa bem gato ! ![]()
Anyway, este é o meu atual semestre no ACC e até agora um dos meus preferidos.
Thank God , dessa vez não caí em nenhum curso sacal, ou com mais um professor maluco...
Foi na ilha de St. Thomas que passamos a manhã em uma das praias mais perfeitas de todas as que até então havíamos visitado no Caribe. ( E eu que pensava que não poderia encontrar uma ainda melhor do que a de Mullins Beach, em Barbados!)
Segundo o meu fiel guia Eye-Witness, a ‘praia mais popular com o turistas’ era a de Magens Bay ; já ‘a mais popular com os habitantes locais’, era a de Brewer’s Bay . Naturalmente, foi para esta segunda que seguimos. ![]()
Brewer’s Bay , ao contrário de Magens Bay, não tem qualquer infra-estrutura como restaurantes, hotéis , bares, aluguel de barracas etc. . Aliás, o motorista da van ficou bem surpreso quando lhe pedimos para seguir para lá, ao invés da outra praia, e nos perguntou como tínhamos ficado sabendo daquele local – o que me fez pensar que os nativos de St. Thomas provavelmente preferem ver os turistas seguirem para a tumultuada Magens Bay, e guardam a paradisíaca Brewer’s Beach para si ! lol . E de fato, a praia estava praticamente deserta ( é verdade que era uma terça-feira), com apenas uma meia dúzia de habitantes locais ao longo de toda sua extensão.
Brewer’s Beach não é o tipo de praia para quem gosta de ficar bebendo cerveja, esparramado em uma cadeira e debaixo de uma barraca. Aliás, de construção ali mesmo, havia somente uma casa pública , com banheiros e ducha. Mas, se você gosta mesmo de nadar, tomar banho de sol e caminhar pela orla em um lugar sossegado e longe da multidão
, ali é literalmente a sua praia !
Nossa ‘infra-estrutura’ em Brewer’s Beach consistia apenas de nossas toalhas ( que colocamos ao lado da cadeira elevada do salva-vidas e assim pegamos uma sombrinha…) e duas garrafas d'água ( que sempre levamos quando saímos em nossas explorações fora do navio). Mas era tudo o que precisávamos .
Ai, que praia. Que sossego, que mar, que areia, e que limpeza!
Simplesmente PER-FEI-TA.
Alí conhecemos um salva-vidas muito simpático e educado, que nos falou sobre a ilha, a faculdade local ( logo ali , na praia,imaginem ! Lol) e nos indicou um restaurante de comida caribenha, para quando fôssemos mais tarde almoçar na cidade.
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A ilha de St. Thomas faz parte das Ilhas Virgens americanas e de fato, é como se estivéssemos em uma parte dos E.U. No passado pertenceu à Dinamarca, mas em 1917 foi comprada por 25 milhões de dólares - e cá entre nós, acho que os americanos fizeram uma ótima compra!
Foi com pena que lá pelas duas da tarde deixamos nosso paraíso de Brewer’s Beach , mas como queríamos conhecer um pouco a cidade , tomamos uma ducha ali mesmo na praia, nos secamos e pusemos roupas frescas antes de pegarmos novamente a van de volta.
A capital de St. Thomas se chama Charlotte Amalie e é uma linda cidadezinha de cerca de 20 mil habitantes, com uma longa e animada avenida a beira mar.
Ali havia uma espécie de ‘Feira Hippie’ , onde eu aproveitei para comprar um colar de prata com a conhecida pedra na região - a Larimar- , que tem o azul do mar do Caribe.
Por toda a cidade, e principalmente na segunda rua paralela à da praia ( a rua comercial) , cruzamos com milhares de turistas do mundo todo, entrando e saindo das lojas ( a maioria delas joalherias, inclusive uma H. Stern! ) Sim, pelo visto, as compras ( principalmente de jóias) ) são o Big Deal em St. Thomas. Ou talvez não. Talvez o Big Deal mesmo sejam os bancos mui amigos de certos tipos de clientes...
Eu explico.
Nos poucos minutos que passamos cruzando a rua comercial, pudemos ouvir várias pessoas falando português ( do Brasil) .
Por que será? - pensei intrigada. O que será que tanto turista brasileiro vem fazer por aqui?? Foi aí que me lembrei que ali é nada menos do que a região do globo CHEIA de ‘paraísos fiscais’, incluindo as próprias Ilhas Virgens Americanas! Sendo assim, não duvido nada que muitas daquelas pessoas que ouvimos falando português nas portas das lojas e joalherias de St. Thomas , tivessem os sobrenomes Calheiros, Sarney, Maluf e Collor de Melo.
E por que não? Você deixa um ‘dinheirinho esperto’ em algum banco de uma dessas ilhas paradisíacas ( tanto no sentido literal , quanto fiscal...) e depois segue para as joalherias de St. Thomas para levar uns 'souvenirs' pra casa. De preferência, cravejados de esmeraldas e diamantes negros.
Afinal , já famintos, seguimos para o tal restaurante caribenho recomendado pelo salva-vidas em Brewer’s Beach e lá comemos um prato de camarão ao curry e frango ensopado. O lugar se chamava ‘Cuzzins’ e ficava na Back Street ( a terceira paralela à praia) e estava bem animado,
cheio de turistas e tambem com habitantes locais.
Por fim, seguimos até o famoso Forte Christian de Charlotte Amalie - uma bela construção de 1671 , com a fachada vermelha
, e que hoje em dia abriga a biblioteca da cidade .
Sim, a Ilha de St. Thomas é certamente uma pequena jóia na região do Caribe e um must-see/ must-visit ( Independente de qual seja o seu sobrenome...).
Half-Moon Cay
Por fim, a última parada em nosso cruzeiro foi na ilha das Bahamas de Half Moon Cay.
A coisa interessante alí é que trata-se apenas disso – uma ilha. Não há cidade para se visitar. Nem creio que haja algum hotel ou resort. ( Pelo menos não vimos nenhum).
Half-Moon Cay aparentemente pertence à Holland America e parece ser usada como uma espécie de ‘ilha particular’ da companhia.
Seja como fôr, o fato é que ali nós descemos de barca ( o navio não tinha propriamente um porto para atracar) e passamos o dia inteiro na praia. Esta tinha toda a infra-estrutura necessária : bares, restaurantes, cadeiras, barracas , banheiros e até uma lojinha de souvenirs.
Em Half Moon Cay , o Amsterdam nos ofereceu um ‘churrasco’ no estilo self-service , de forma que ninguem precisou voltar ao navio para comer.
Ali nós caminhamos ao longo de toda a praia
, que é em forma de meia lua , ( daí o nome de Half Moon Cay) , avistamos alguns turistas andando a cavalo
( no final da praia) , passeando de hobie cat ou praticando o parasail.
Em suma, um dia perfeito, em uma ilha perfeita.
Conclusão: Agora eu sei porque algumas pessoas,
que passaram no Triângulo das Bermudas, foram e nunca mais voltaram.

Ainda falta eu escrever um último post sobre nossa viagem ao Caribe, mas hoje era preciso vir aqui e deixar um desabafo, já que está todo o mundo indignado com o que aconteceu na última sexta-feira com o navio Costa Concordia na costa italiana!
Afinal, o que aquele Capitão estava fazendo na hora da batida do transatlântico na costa da Toscana? Por acaso estava de PORRE, depois de uma descida animada na ilha de Giglio? Ou será que estava teclando no seu i-phone - que é o que vemos as pessoas fazendo a TODA HORA e a TODO LUGAR hoje em dia ( inclusive no trabalho e nas salas de aulas!) ? Estaria o italiano mandando alguma mensagem ‘urgente’ para alguma namorada no seu próximo port of call? WTF!
Uma coisa é certa: seja lá o que fôr que o Capitão estivesse fazendo na hora do desastre , olhando os aparelhos de controle de bordo ( e especialmente o radar do navio) é que ele não estava!
E quanto a total falta de treinamento da tripulação?? Shame on you , Costa. Shame on you!
Luzes que se apagaram ( O que houve com as luzes de emergência do navio??), botes salva vidas que não desciam…
Um caos e uma falta de preparo inacreditáveis.
A Costa, a meu ver, depois desta está acabada. Já as outras companhias de cruzeiros marítimos, penso que se salvarão. Mas no futuro é bom deixarem BEM CLARO que estão treinando e retreinando sua tripulação regularmente , e REALMENTE escolhendo a dedo os seus oficiais superiores!
Que vergonha , e que tragédia e enorme MANCHA NEGRA na história dos cruzeiros marítimos. ![]()
A "sorte" foi que tudo aconteceu perto da costa. Do contrário, com o despreparo e a desorganização dos italianos , o número de vítimas teria sido acima dos dois, três mil.
De minha parte, no futuro, eu é que não entro em um navio da Costa, nem amarrada!
Enfim , ainda falta eu voltar aqui para deixar meu ultimo post sobre a NOSSA viagem de navio ( Thank God no Holland America!), contando o que fizemos e vimos de bom nas ilhas de St. Thomas e Half Moon Cay.
Nosso cruzeiro, no navio holandês, terminou de maneira MUITO diferente deste do Costa Corcordia. ( E agora, que me lembro... Durante nossa viagem de dez dias, foram TRÊS os treinamentos feitos a bordo! - o primeiro : o obrigatório e com toda a tripulação e passageiros ; e os outros dois , simulando um fogo a bordo e envolvendo apenas a tripulação.)
Saravá!
COPADRAMA
- A Brazilian Tragicomedy
(um romance em inglês de I. Pamelli M.)
. Nos bastidores nada glamo...
. St. Augustine- a verdadei...
. De volta às aulas e ao bl...
. Diário de Bordo- As duas ...